Jeux d’Enfants


Eu fiquei um pouco assustada com Jeux d’Enfants. O filme é uma graça, todo colorido, todo inocente, mas ao mesmo tempo é de uma crueldade que só criança é capaz.

Esses dois amigos de infância criam um jogo, onde um desafia o outro a fazer loucurinhas, tipo desobedecer professor, cantar em velório e talz. Eles crescem juntos e continuam com o jogo, até que obviamente um dos lados se apaixona e se machuca. O tempo vai passando, o jogo continua - e vai ficando cada vez mais absurdo e particular.

Até certo ponto, é uma história linda. Mas o final me deixou assustada. Mesmo assim, a primeira reação quando o filme terminou foi procurar o DVD no Submarino. Só achei o importado. Bom, já é um avanço que existam legenders especializados em filmes franceses, que o Moviecom tenha horários dedicados pra esse tipo de filme, quem sabe daqui um tempo os filmes franceses não vão estar na prateleira facinho né?

Fora que La Vie En Rose é sempre *algo de*, mas conseguiram deixar a bagaça de arrepiar os pelinhos da nuca, especialmente quando o Julian canta pra Sophie, ainda mais do que na versão (com spoilers do filme) da Patricia Kaas.

Voltei, hein?

E meu blog voltou pro kika.badnerds.org.

Pra vocês, duas pessoas que acompanhavam o blog pelo feed, aconteceu uma série de pequenas cagadas técnicas nas últimas semanas e meu blog tava no ovelha-negra.net por uns tempos. Vocês não perderam nada, apenas algumas eventuais crises de fúria e mau humor.

Depois que eu reinstalar meu tema velho de guerra e importar os posts antigos pra cá voltaremos à nossa programação normal. Ou não, sei lá, não confio mais nessa coisa de Internet.

Domingo no geral

Aí que na real é assim: quem não ouviu falar não vai saber o que foi mesmo; quem sabe qual é o evento, vai se ligar pq foi o único evento de blogueiros em São Paulo neste final de semana.

E eu fui. E não vou citar nomes aqui, muito menos colocar links. Isso aqui é a porra de um blog diarinho. Eu sei que dá trabalho pra quem faz, mas de boa? Já organizei muito encontro da MAN que foi melhor do que aquilo. Ontem bombou? Não sei, ontem eu tava em casa trabalhando. Se o evento não segura dois dias, faz um só.

E eu poderia ter ficado em casa e me entediar olhando pra caixa de e-mails vazia por exemplo. Teria economizado uma bela grana, porque tava infinitamente chato.

Se eu for blogar exatamente o que eu achei, a blogueirada famosa é capaz de me crucificar em praça pública. Vou guardar pra mim. Eu só digo que se eu tivesse ficado no Eldorado, almoçado, dado uma volta e vindo pra casa, teria sido um dia perfeito.

Eu só digo pra vocês uma coisa: aquele estereótipo nerd que a gente vê em seriados, de um bando de nerd que se reúne no mesmo lugar físico e fica conversando pelo notebook? Isso existe, e sinceramente ao vivo é ridículo.

E foda-se que hoje é BlogDay, vou linkar ninguém não…

* * *

Enfim, lá vai a Kika ter uma aventurinha por São Paulo. Pq eu não sabia chegar no bagulho do evento, mas sabia que era perto do Eldorado, onde eu vi a pré-estréia de Clone Wars mas tinha ido de carro. Eu não gosto de pegar ônibus em São Paulo, porque tô acostumada com o esqueminha de Jundiaí: pegou ônibus errado, enjoy the ride que ele volta pro terminal de onde você saiu e você pega outro.

Então eu resolvi ir de trem.

Trem, minha gente.

Trem.

É a coisa mais parecida com o metrô né? E eu ando bem de metrô (ou não, vai vendo).

Eu marquei todo o caminho num papelzinho. Fui de Cometinha até a Barra Funda. Cometinha é um micro-ônibus que sai de Jundiaí e vai direto pra Barra Funda, sem passar na rodoviária bla bla bla. Coisa do capeta, se eu soubesse que aquela merda chacoalhava tanto e ia me dar enjoo tinha ido direto de trem daqui de Jundiaí, economizava 8 pilas da passagem.

Tá, cheguei na Barra Funda (que é um mundo completamente à parte, se eu tivesse tirado fotos faria um post só sobre lá), e fui caçar o trem. Até que eu me saí bem andando de trem, sabe? Não me perdi, não peguei o trem pra direção errada nem nada parecido. E saí de frente pro Eldorado. Muito bom. O último trem que eu peguei era novinho, e se o trem de Jundiaí fosse daquele jeito nionde que eu continuava usando o Cometa, principalmente o Cometinha!

Pra voltar eu resolvi pegar um ônibus mesmo. Só precisava subir a Rebouças até a Paulista. Tá na Paulista, tá em casa. Passa um ônibus, passa dois, passa cinco, e eu sem coragem de pegar. Peguei o sexto. “Passa na Paulista?” - “não”. Mas cruzava a Paulista. Fiquei batendo papo com o cobrador etc. Muito simpático ele.

Chego na Paulista, tô atravessando a rua, vem aquela carreata de campanha eleitoral. Quem é? LEVY FIDELIX! O homem, o mito, aquele que tinge o bigode e que eu jamais tive coragem de publicar no Pérolas do Dizáine - o pai do Aerotrem brasileiro.

Gente, que emoção atravessar na faixa de pedestres na frente do carro dele? Pena que já tinha escurecido, senão eu iria lá tirar uma foto dele pra publicar no @eleicoes2008, certeza.

Bom, depois do Levy Fidelix o que mais eu poderia querer da Avenida Paulista né? Bora pro metrô.

Sério… qto tempo faz que eu vou pra São Paulo com certa regularidade? Uns… 4 anos? Uma média de uma ida por mês? A grande maioria das vezes, sempre na Paulista. E sempre de metrô.

Aí eu vou lá e pego o metrô na direção errada!

É um pouco demais né? A pessoa pega uma linha nova de Cometa, enfrenta trem sozinha e pega um ônibus sem saber direito pra onde ele vai, e faz tudo direitinho. Aí na hora de pegar o metrô vai pro caminho errado!

Isso é tão incrivelmente a minha cara… não vejo a hora de contar isso pro meu vô, ele adora essas histórias de quando eu vou pra cidade dele.

Sim, meu vô é paulistano. Assim como meu bisavô - pai dele - é francês e eu adoro pensar que toda essa *afinidade* tá no sangue.

update: Acho que a pior parte foi ter passado por tudo isso - Cometinha, trem, tédio em evento chato - sem música, porque aquela porcaria maldita do meu MP3 resolveu dar o famoso erro de disco no domingo de manhã, e eu só tinha rádio FM pra ouvir. A única rádio mais ou menos razoável era de Campinas e não pegava a partir do meio da Bandeirantes. Meu aniversário tá chegando, se alguém quiser me dar um MP3 novo - e bom - vai me fazer feliz.

* * *

E pra terminar o dia, eu fiz aí umas contas… e reparei que se eu permanecer mais um ano inteiro solteira, em 2009 eu passo o meu aniversário em Paris. Ele até me ajudou a fazer as contas no MSN. Eu adoro gastar dinheiro, mesmo, mas quando o saldo fica meio precário eu revejo as minhas metas de vida e chego nessas conclusões bizarras, porém definitivas.

Aliás, sem noção o que a gente tem falado de besteira no MSN nas últimas duas semanas. Se esse descontrole todo valeu pra alguma coisa, for pra alimentar os nosso papos.

Ih cara, momento miguxo, e provavelmente ele nem vai ler porque meu blog tá sem a porra do feed, que lindo.

Só que a partir de amanhã acabou a frescura de MSN online o dia inteiro. Vou caçar trabalho, minha gente, que a onda de jobs que iam até 2h da manhã acabou, mas acabou também o dinheiro, e por mais que eu goste de passar o dia pendurada no Photoshop eu tenho as contas pra pagar (ainda atravessada com a história do Speedy, tá?).

Halo solar

Agora no céu de Jundiaí

Des randonnées a pied

Pessoas têm horários.

Eu não rendo de manhã. Antes das 11h a única coisa que eu consigo fazer direito é tomar uma caneca de leite e ler os feeds. Às vezes nem isso eu faço direito, pq eu deixo o leite ferver, suja todo o fogão e coisas do tipo.

MAS a minha mãe é uma pessoa que rende pela manhã. E lá vamos nós duas fazer caminhada. Gente, sem condições. Sabe uma coisa que você só faz pela tua mãe mesmo? Me bota pra atravessar a cidade às 5 da tarde que eu vou numa boa, mas não me peça pra encarar 40 minutos de caminhada e voltar pra casa disposta a trabalhar que não rola.

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