Na farmácia

cera nutritiva unhas e cutículas granado- Vocês trabalham com produtos da Granado?
- Sim, você está procurando sabonete?
- Não, a cera pra cutículas.
- (com cara de “como assim, você vai depilar a cutícula com cera? você tem pelo na cutícula? -q?”) Não, não trabalhamos.

Fui pra fila do caixa mas voltei pra pegar um xampú. O que eu encontro no meio do caminho? Uma embalagem pink gritando pra mim “me leva me leva me leva me levaaaaaaaaaaa”.

Vendedoras inaptas a parte, vou ali testar a milagrosa cera.

update: Faltou dar o serviço né? Achei a cera (e os outros produtos da linha Pink da Granado) na Drogasil, R$ 15.

Padrões elevados

Difícil de acreditar em mim agora, mas este post NÃO foi inspirado na movimentação fora do normal na Liga hoje! Esse post nasceu numa conversa com a @claubimba no último domingo. Bom, considerando parcelas de culpas na história, pode ter sido exatamente o contrário. Enfim, aqui não rola nenhuma indiretinha, até porque o ponto é justamente esse: se precisa de indiretinha não vale a pena.

Mulheres têm uma coisa chamada padrões. Eu sei, soa meio papo de revista mulherzinha, e eu não sei se isso acontece com todas as mulheres do mundo, só sei que acontece comigo e com as duas outras meninas consultadas sobre o assunto.

Funciona assim: depois de um relacionamento (e aqui estamos falando de relacionamentos reais e saudáveis tá?) a gente estabelece um padrão de homem. Daí pra frente, a gente naturalmente procura um homem que supere ou se iguale a esses padrões.

Se eu der exemplos práticos vão me chamar de maria-gasolina pra baixo. Mas olha só: foda-se.

Meu ex tinha um carro. Tá, alguém acha mesmo que eu vou sair a noite de ônibus? Especialmente pra ir ao cinema, que aqui em Jundiaí é um inferno atravessar aquele cruzamento maldito da Ozanan pra chegar no ponto, e o Cecap volta cheio de casalzinho que fica se pegando no meio do caminho? Pra andar de ônibus, eu ando sozinha, assim eu vou ao cinema às quatro da tarde pra não ter que passar por isso. Pq eu não cato o carro do meu pai e vou? Não é da sua conta, mas qualquer dia eu provavelmente vou fazer um post sobre.

Mas deixando meus daddy issues de lado…. não estou falando de um carrão do ano. Mas também fusca não é carro etc.

Outro exemplo que vai despertar o bozo nos comentários: homem mais baixo que eu. Não gosto e pronto, acabou. Dos milhares (NOT) de caras que eu já peguei, alguns eram mais baixos que eu. Eventualmente muito mais baixos. E porra, é um desconforto desgraçado vc beijar um cara que tem sei lá, 10cm a menos. “Na horizontal não faz diferença”. Sério, se isso passou pela sua cabeça faz um favor e sai desse blog agora, mas passa na secretaria pra pegar o diploma de palhaço antes. Isso pra mim é papo de gente nanica. E não vai ser a piadinha amarela que vai mudar a minha opinião. Eu tbem acho igualmente horrorosos aqueles casais em que a menina tem 1m50 e o cara tem 2m de altura. Gosto é como cu, já sabe né?

Okey, até aqui meus padrões elevados podem ser confundidos com desculpinhas esfarrapadas pra não encarar um relacionamento adultinho e maduro e continuar na minha zona de conforto, no caso, a solteirice.

Mas olha só, acho que o padrão elevado mais importante que meu longínquo passado de relacionamentos saudáveis me deixou foi o seguinte: quando um cara tá interessado na gente, mesmo, ele faz alguma coisa. Só que faz tanto tempo que eu esqueci, precisei de um filme que jogasse isso na minha cara pra lembrar.

Outro dia eu falei pro RedJay que a partir do momento em que eu descontrolo por um pretê, eu sei que aquilo não vai dar em absolutamente nada. Se fosse dar em alguma coisa que preste, eu não precisaria descontrolar.

E vamos dizer assim: ultimamente, eu ando bem descontrolada. À toa.

Acho que essa é a parte mais complicada. Você ter tido a sorte de ter um relacionamento bonitinho e coisa e talz pra servir de parâmetro. Não deu certo, tá bom, mas só porque terminou não significa que não tenha começado direitinho. E é difícil superar isso.

Não me admira que eu tenha relacionamentos imaginários que durem mais tempo do que um namoro de verdade. E outra né, tão mais fácil você se basear numa pessoa ali que você mais ou menos já ouviu falar pra em cima disso montar um ser platônico imaginário que ocupa seu tempo. Bem mais prático do que ficar ensaiando pra puxar assunto, do que ficar pensando na lista de contras, ou do que correr o risco de tomar um tocão de alguém que faz o estilo indisponível rainha do gelo.

Tem um lado meu que ainda acha que tomar uma atitude é legal, especialmente quando você não tem nada a perder. O problema é que eu fico balançada entre o medo de ser uma pretendência ofensiva e a neura de tomar um fora daqueles bem tomados.

@theredjay mimimi mulherzinha danificada, JÁ SEI PORRA, me deixa me poupa te adoro beijos

Agora é o momento em que os caras que leram isso aqui se ofendem profundamente com a minha visão sincera da vida. Ah é? E vocês por acaso não têm padrões elevados de mulheres né? Só que enquanto nossos padrões envolvem caras com vidas estáveis e um mínimo de mojo e higiene, os padrões de vocês envolvem peitos e bundas. Às vezes, peitos e bundas photoshopados inclusive. Pensem nisso.

Esmalte da semana: Audrey da Impala

Audrey (Impala)Aê, finalmente a coleção outono/inverno 2009 de esmaltes da Impala chegou por aqui. Eu estava mesmo de olho no Jackie (que nas imagens de divulgação parece bege, mas pelo que eu andei vendo por aí nos blogs, é mais puxado pro cinza), mas não encontrei. Acabei comprando o Audrey, que também é bem bonitinho (e nas fotos de divulgação parece rosa – alô Impala, Photoshop Disasters ligou e mandou um beijo!).

E por falar em cagadas com o Photoshop, eu dei uma mexida na foto pra cor do esmalte ficar bem fiel ao que está na minha unha. Desconsiderem todo o resto e também o fato de eu ser péssima fotógrafa, porque pelo menos eu sou menos daltônica do que o estagiário da Impala.

Por ter formol, geralmente os esmaltes da Impala duram um pouco mais, mas dessa vez não foi bem assim: passei duas camadas no sábado – e achei que duas camadas fica muito grosso – e no domingo a noite já tinha unha despetalando. Ontem eu passei novamente pra fotografar (só com uma camada, que ficou meio transparente em algumas unhas) e porque poxa, eu adorei a cor, quero passar mais do que 24 horas com ela na unha, mas hoje já tinha descascado pedacinhos e eu precisei refazer pra tirar a foto (isso explica pq a foto ficou ainda pior que o normal, isso se chama má vontade).

Se eu repetir a cor nas unhas vou pingar umas gotinhas de óleo de banana direto no vidro mesmo, pra ver se eu consigo um esmalte que com duas camadas não fique muito grosso.

Próximas aquisições: o Jackie da Impala e a coleção 7 Vermelhos Capitais da Risqué. Quer dizer, olhando assim a imagem de divulgação parece tudo muito lindo (especialmente o Santa Gula!), mas eu aposto que a Risqué também tem estagiários daltônicos. O negócio é esperar chegar nas lojas pra ter certeza.

Pessoas pedantes no ambiente de trabalho

Hoje não vou falar de nerds pedantes sebosos que não se tocam (porque meio que não adianta falar deles, eles não se tocam e ainda são capazes de achar que você tá dando em cima deles. argh, que NOJO puta merda!).

Hoje eu tenho que trabalhar mas tô de saco cheio de gente folgada que quer encostar nos outros pra tentar chupinhar alguma coisa, então vou botar pra fora.

Final de semana o número de gente pedante que me procurou pra tentar conseguir meu MSN e me fazer de suporte técnico esteve dentro da média, mas o conteúdo se superou. Obviamente não vou colar trechos aqui, mas posso dizer que já teve gente que me mandou e-mail que começava com venho por meio desta.

Ri mesmo, ri pq não é com você.

Eu já estou velha e quando eu me formei não existia o maldito conceito de “inclusão digital”, mas mesmo assim eu nunca cheguei pra nenhum programador fazendo a fangirl “olha seu programador, você é ótimo, seu trabalho é maravilhoso, agora que eu já puxei seu saco me passa seu ICQ pra quando eu tiver uma dúvida eu poder te fazer de suporte técnico 24/7.” Aí eu desisti de ser programadora e fui ser designer. Mesma coisa. Na real, mesmo agora eu tenho pouquíssimo contato com colegas de profissão. Designer é um bicho egocêntrico do cacete, tenho pouquíssima paciência e ainda sim só com um grupo muito seleto de colegas (e eu sei que eu tô errada, mas foda-se).

Outro dia conversando com o RedJay eu cheguei à conclusão de que seria bom ter alguém mais experiente que eu orientando meu trabalho. Mas ó, nem vou encher a porra do saco de ninguém tá? Se eu conseguir um trabalho com alguém foda, que vai botar defeito no meu trabalho pra ele ficar melhor e ganhar mais dinheiro com o que eu faço. Isso é motivação, o resto é pelação de saco. Dispenso.

Tipo, eu aprendi WordPress sozinha. Encho a boca pra falar mesmo, sozinha. Não sou a deusa do WordPress, ainda tenho muito o que aprender, mas nunca puxei o saco de ninguém, nunca me pendurei no MSN alheio pra trocar umas idéias. Que raio de idéia você vai trocar com alguém que não sabe porra nenhuma?

Ainda tem uma porrada de coisas que eu quero e preciso aprender pra trabalhar. Eu vou atrás. Sozinha. Um curso com certificação está nos meus planos, mas enquanto não rola eu me viro. Eu tô online, peloamordesãogoogle! Nunca cheguei pra nenhum especialista nas coisas que eu quero aprender mendigando atenção. Se a pessoa tem um blog sobre o assunto, eu vou lá e leio a porcaria do blog, inteirinho, até o final.

A maioria dos e-mails que eu recebo é de gente que obviamente não teve a pachorra de fazer isso.

Nem me dou ao trabalho de responder. Tá, às vezes, quando eu posso ser sarcástica eu até respondo. Tô nessa vida pra fazer o dever de casa dos outros não. Quer dizer, posso até fazer, contanto que pague bem.

X-Men Origins: Wolverine


Finalmente a @claubimba veio voltou pra Jundiaí e fomos ver Wolverine.

Outro dia eu li uma entrevista do Hugh Jackman dizendo que ele tinha ficado muito triste quando o filme vazou na Internet, porque a versão pirateada estava incompleta, faltava terminar os efeitos especiais, e o que magoava os sentimentos dele é que as pessoas veriam aqueles efeitos toscos e pensariam que o filme se resumia àquela coisa inacabada.

Então eu só posso concluir que a cópia que a gente viu hoje era essa, porque ó, nem eu que sou padawan de Photoshop não faço umas coisas tão toscas como aquelas. Chromakey ligou e pediu a dignidada de volta, beijos.

Mas sério, tirando esse incômodo o filme é bem legal, divertido e talz. Não cheguei a hiperventilar por nenhum dos rapazes sem camisa, mas queria ter filmado a reação da Clau qdo o Gambit apareceu. E a irmã dela bem observou: só faltou o sotaquezinho francês nele. Uh là là.

 Página 5 de 269  « Primeira  ... « 3  4  5  6  7 » ...  Última »