Em Seu Lugar
A Internet me deixa exigente. Meio intolerante talvez.
Não gostou das primeiras faixas de um CD? Apaga. Não tá achando graça no filme? Apaga. Não é preciso honrar o dinheiro que foi gasto no CD ou no ingresso. Com livros eu sempre fui bem seletiva, até porque chick-lit é cara, mas agora que eu descobri o maravilhoso mundo dos e-books no celular, esquece. Se o livro não me prender logo de cara provavelmente eu não vou me dar ao trabalho de ler até o final, quanto mais de comprar um exemplar pra colocar na prateleira.
Porque eu comecei a ler Em Seu Lugar há mais de um mês, mas a coisa não foi. Não que a história seja ruim, ou mal contada: eu só não me identifiquei muito.


Porque sério, eu acho meio hipócrita essa coisa de “ela é minha irmã, ela é insuportável, mas a gente se ama”. Não entendo o amor incondicional por um membro da família que não faz por merecer. Em parte isso acontece porque eu não tenho irmãos e não tenho idéia de como isso funciona, mas muito provavelmente isso vem do meu egoísmo.
Enfim, o livro não tava fluindo, resolvi assistir o filme. Até onde eu li, a adaptação foi bem fiel. E eu achei o filme bem bonito.
Na real é que assim, eu tô meio cansada da personagem linda e descolada dos chick-lits. Não quando elas são lindas e descoladas e acabou, mas quando elas pisam na cabeça da não-tão-linda e não-tão-descolada, ou arruinam os seus sapatos, ou fodem as suas vidas, e tá tudo bem. Me dá no saco mesmo, quando a história começa com essas bostas eu já me desinteresso. Imagina que se é comigo uma irmã que vem invadir o meu apartamento e o meu guarda-roupa eu vou achar isso aceitável porque “ela é minha irmã, minha melhor amiga, bla bla bla meu cu”. Mas, de novo, filha única, sem experiência em amores fraternos incondicionais.
A Internet é a coisa mais miguxa que existe né?
