Ainda sobre coisas que cagamos e andamos…

Sabe, aqui no meu mundinho cor-de-rosa limitado ao meu quarto não existe essa coisa de High School Musical… porque todo mundo diz que é um patza sucesso, mas eu nunca tinha ouvido falar até domingo passado, quando o filme passou na tv aberta. E agora todo mundo está louco atrás de DVD e trilha sonora e card e bolsinha.

Por acaso é o Rebelde da semana? Não que isso faça alguma diferença de qualquer maneira…

Holiday seasons

Eu detesto essa coisa férias-no-fim-do-ano nos americanos… quer dizer, claro que todo mundo precisa do feriado mais comercial do mundo, mas as temporadas de seriados deveriam seguir o mesmo calendário, pra evitar essa onda global de gastrite que os ganchos de final de episódio deixam.

Até agora House foi o mais fraco - tanto que eu nem lembro como terminou o último episódio, mas minha memória não é parâmetro. Veronica Mars teve seu primeiro mistério resolvido, e essa fórmula de mais mistérios resolvidos em menos episódios é ótima. Heroes teve um daqueles finais do tipo agora-eu-entendi-tudo, e Studio 60, que por acaso é minha única dose semanal de tensão romântica, acabou exatamente nisso, numa tensão romântica. Meio Friends, mas quem se importa.

O negócio é se contentar com muito Help Me Help You no meio tempo, porque uma série que tem três episódios seguidos em plena semana de Natal obviamente está mal das pernas e não vai durar até o ano novo. Fora que vai ser bom dar um descanso pro meu HD, antes que ele suba no telhado.

E putz, como meu mundinho se resume ao meu quarto cor-de-rosa, uma coisa dessas pode acabar com a minha vidinha fútil e sem sentido, néam? Morri.

O Barão de Tralalá

Então uma maluca tinha me perguntado sobre o Antonio Queiroz Telles e eu não sabia lhufas da coisa.

Bom, ela não tinha razões pra pensar que eu sabia, pq eu não sabia mesmo. Mas agora eu descobri: esse cara, também chamado de Conde de Parnaíba, foi filho do Barão de Jundiaí. E pai do Francisco de Queiroz Telles. Todos eles dão nomes a escolas péssimas em Jundiaí. Fim.

Resenhice

Mais resenhas nada profissionais de coisas por aí.

Emma Bunton - Life In Mono Eu tenho essa coisa de baixar qualquer álbum que venha de qualquer Spice Girl (menos da Victoria, que aquilo como cantora é uma ótima mãe anoréxica), mas eu sei que sempre vou gostar mais do que vem da Geri Halliwell. Bom, ela se aposentou pra cuidar da filha de nome esquisito, então o jeito é se conformar com a mais resistente de todas. E não importa quantos álbuns a Baby Spice lance, eles vão ser todos iguais. Se um dia eu tiver um elevador, vai tocar Emma Bunton o dia inteiro nele. Esse álbum parece uma faixa só, bem Bossa Nova. A gente só repara alguma coisa diferente qdo ela canta Perhaps, Perhaps, Perhaps, mas é só porque poxa, você já ouviu aquilo sendo cantado direito por alguma outra pessoa. Possivelmente a Geri.

 

Lily Allen - Alright Still Todo mundo tá comentando, é modinha, mas a mina manda bem. Uma coisa meio Spice Girl revoltada (se bem que as Spice Girls não ficaram tão divertidas quando estavam revoltadas). Todo mundo conhece Smile, que é tipo I couldn’t stop laughing / No I just couldn’t help myself / See you messed up my mental health / I was quite unwell, ou seja, um amorzinho. Mas o CD inteiro tem coisas boas. E eu gosto de CDs curtos.

 

Camille - Le Fil Minha saga por alguma coisa pop em francês não vai terminar tão cedo. Mas puta merda, quanto engano no meio do caminho. Tipo essa dona, que é muito chata. Claro que existe a música-como-diversão-para-a-massa e a música-como-forma-de-arte-e-expressão-do-meu-eu, mas não precisa gritar nem gemer pra fazer isso. E como a última música veio faltando, eu deletei. Depois baixei um CD ao vivo por desencargo de consciência - porque é francês e eu preciso treinar! - mas é ainda pior.

 

Emilie Simon - Vegetal E quando a gente pensa que a França não sabe fazer pop, se surpreende. Li no blog/portfolio de uma guria que essa Emilie cantava muito bem em francês e em inglês, e já que o portfolio da menina era todo bem feito e coerente, pq não? E no fim o CD é ótimo. Tentei baixar os outros dois álbuns dela, mas consegui de maneira misteriosa a trilha de Marcha dos Pinguins no lugar. E como eu não coleciono mais scores, nem valeu.

 

Linkin Park - Project Revolution Veja como eu sou eclética. E, putz, Linkin Park não tinha mais sobre o que se revoltar e resolveu lançar um CD de remixes (o segundo?), tipo o Latino. Eu nunca achei que In The End pudesse ganhar uma versão techno club remix, mas aparentemente tudo é possível. Linkin Park acabou e não percebeu. Outro pro saco, pq econimizar mídia é vital.

E, bom, eu tenho ouvido bastante Charles Aznavour, como se eu tivesse uns 60 anos de idade.

Agora os filmes. Só um na verdade, porque o Fale Com Ela que estava no meu HD foi pro saco, que é o lugar certo pros filmes do Almodovar - mas veja bem, essa é só a minha opinião e se você gosta dele bom pra você etc.

 

Tudo em Família (The Family Stone) Desde o ano passado queria muito ter visto esse filme, mas ando numa fase longe do cinema etc. Claro que a gente acha que é mais uma comédia romântica natalina, esse é o espirito da coisa. Mas o filme é uma porcaria de um drama de swing, onde a Carry é toda atrapalhada, só dá fora e todo mundo odeia ela por não ser a mulher perfeita pro filhinho querido. Mas, aparentemente, ela ficar com o filho desligado vagabundo pode, e o filhinho querido ficar com a irmã Julieta toda fofinha, pode.

Aí eles tentam justificar a classificação de comédia com uma cena pastelão em que uma torta vai pro chão e todo mundo começa a escorregar. Didi não faria melhor. E no final a matriarca ainda morre de câncer. Pronto, contei. Uma merda.

The O.C. - 4ª temporada

Com 4 episódios já dá pra ter mais confiança: nem tudo está perdido em The O.C.

Alerta spoiler!

Com a morte da Marissa, parecia que o seriado tinha perdido o sentido. Mas isso me faz lembrar alguns episódios de Joey em que ele deixava claro que quando um ator não funcionava, seu personagem morria e pronto. Faz sentido, especialmente agora que o Ryan e a Summer parecem ter voltado ao normal - ainda que a Summer defenda a energia solar, ao menos ela voltou a lavar o cabelo.

Mas o melhor de tudo tem sido a Taylor, e eu não digo isso só porque ela garante sempre um diálogo em francês na série, mas porque, apesar de ter começado com o pé esquerdo na série, a personagem é totalmente sem noção num sentido muito bom, e aparentemente vai se apaixonar pelo Ryan - e dá pra não retribuir aquela farça com, pelo menos, uma torta de pêssego?

Na vida real, alguém como ela teria muito mais do que um tórax largo.

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