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Make you work, work, make you work

Eu fiz um post gigante falando sobre como o meu job atual está me estressando, mas eu achei que estava muito escancarado e apaguei…

Só digo uma coisa: trabalhar com micreiro é o inferno.

Plugin?

Tô lidando com uns plugins para WordPress e ficando meio louca.

Um plugin, pra colocar calendário na sidebar, tava gerando um XHTML que não passava na validação. Vai a Kika fuçar pra ver como arruma. Consertei e avisei no fórum, mas duvido que o resto do povo que tá usando o plugin saiba o que caraleos é um XHTML válido xD

Aproveitei pra fuçar no CSS… não gostei do arquivo .css ficar na pasta do plugin, mas enfim… nada que alguns minutos num dia de paciência não resolva. Daqui a pouco eu mexi tanto no plugin que os créditos não vão mais fazer sentido, he.

O outro plugin é exatamente o que eu precisava, um FAQ embutido no WordPress, mas tá mal escrito e eu não consigo acessar as páginas de configuração porque a zebra que disponibilizou não gastou 5 minutos pra testar o plugin fora do próprio computador. Vou tentar arrumar esse também, mas enquanto isso vou procurar outro que faça a mesma coisa.

Enquanto isso, eu fico olhando o tema do blog e encontrando coisinha pra corrigir. Engraçado como a procrastinação deixa a gente né? Quando eu não tenho nada pra fazer e passo a tarde inteira coçando não dá um pingo de vontade de abrir o bloco de notas e fazer correção no tema…

La vie c’est la vie

De volta pro tronco

Pessoa poser que sou, entrei numa vibe de férias nas duas últimas semanas. Na prática isso significa que eu parei de responder os e-mails de trabalho pra fazer um charme, e absolutamente só isso. Então hoje eu tenho muita coisa pra responder, mas preciso fazer uma pausa a cada 5 mensagens pra não perder a fé na humanidade. Porque até agora eu vi:

* Pessoas que mandam o mesmo e-mail várias vezes até você responder. Como eu estava lendo as mensagens (só não estava respondendo), teria respondido na primeira porque eu já conheço a peça. O problema é que as mensagens foram enviadas entre sábado a noite e domingo a tarde, único horário da semana que eu tento ficar offline pra manter a sanidade. Aí meio que quem esperou até o domingo espera mais um pouco. Além disso, eu não costumo responder e-mails de trabalho aos finais de semana, porque já trabalhei com gente que acha que, se você pode responder e-mail sábado a noite, também pode trabalhar nesse horário. Ok, eu sou freelancer, mas se eu estivesse numa empresa teria horário pra entrar e sair, mais o adicional de hora extra. Eu já sou toda desorganizada, se eu não estabelecer horários pro meu trabalho vou acabar fazendo site de madrugada e vendo filme no meio da tarde… e isso não é legal.

* Aí tem gente que aproveita o tempo livre das férias e pensa “vou ganhar dinheiro com essa coisa de Internet”. Pega um site bem chumbrega, desses que têm aos montes hoje em dia como aqueles sites que listam as empresas de uma cidade, e querem fazer igual. Saem procurando alguém pra fazer “parceria”, e quando encontram alguém que obviamente não vai topar isso _o/ dizem que têm um certo conhecimento em web designer mas querem um orçamento pra um site nos moldes de fulano. Mon cou.

* Tem também os que estabeleceram como meta trabalhar em casa em 2008. Ah minha gente, que grande cagada hein? Trabalhar em casa como freelancer parece o paraíso, mas deixa a tia Kika falar: é tão ruim quanto qualquer emprego. Depois de um tempo essa vibe de trabalhar de pijama perde totalmente a graça, e além disso as pessoas não respeitam o fato de você estar trabalhando e sobra pra você levar o cachorro no veterinário, fazer o almoço, ir ao banco… tudo no seu “horário de trabalho”, e geralmente naquele dia em que apareceu alguma coisa mais ou menos importante pra resolver. Agora mesmo, acabando isso aqui eu tenho uma pia de louça suja me esperando antes de publicar uma alteração no site de um cliente, e depois do almoço me sobra ir pagar conta atrasada alheia. Não tem graça!

Fora que, se você quer mesmo ser um web designer freelancer, o último lugar do mundo que você vai encontrar ajuda e apoio é com outros freelancers né? Então essa coisa de “manter contato” é cu de rola. A gente sabe que, na prática, você quer um suporte técnico 24h por MSN, então não fode.

* Tem os programadores querendo parceria sem trabalho nenhum pra mostrar. Eu não faço mais parceria com programador, só digo pro cliente o que ele precisa e ele que se vire pra encontrar alguém. Assim, se o programador for cuzão o problema não é meu.

Na verdade eu adoraria arrumar um programador pra dividir serviço, mas precisa ser uma pessoa responsável e de extrema confiança, coisa bem difícil de encontrar hoje em dia…

* E tem a pessoa que supostamente trabalha com desenvolvimento web mas não consegue entender o que você diz num orçamento. Pra terminar de desanimar…

update: rolando de rir sozinha aqui… acabei de receber um e-mail com um pedido literal “quer ser minha amiga?”. Muito comédia…

Começou…

Aí que a pessoa precisava me mandar algumas linhas sobre um assunto que vai pro próximo jornal, pra eu encaixar a [ironia] obra prima da língua portuguesa [/ironia] na minha diagramação.

Junto com o texto, dois cliparts de péssima qualidade, que eu teria vergonha de enviar num powerpoint pra alguém que eu detesto, “pra ilustrar a matéria”.

Vamos combinar, até que demorou bastante pra alguém começar a meter o bedelho no meu trabalho né? Quanto tempo vai levar até alguém aparecer e falar que o logotipo do jornal está muito parado e precisa sair rodando no papel?

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