Começando a segunda feira resolvendo um problema filhodaputa no WordPress. Porque né, qdo um código funciona em um site mas não funciona em outro, filhodaputa é o mínimo que ele merece.
O engraçado é que, parando pra pensar no que eu precisava fazer, é um código tão besta… eu passei dias procurando em fóruns e na WordPress Brasil, e achei um código muito do meia boca. Esse mesmo que funciona em um site mas não funciona em outro.
Aí eu parei pra olhar a coisa, e era uma coisa tão simples, mas tão simples… aí eu lembrei o quanto eu gosto de programação (não o suficiente pra trabalhar com isso mas que seja), e acho que consertei o problema.
Acho porque pode ser que, depois de instalado, ele também não funcione, e aí sinceramente eu não sei qual o problema com a bagaça.
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E enquanto o tema novo pro blog saiu facinho, o eu não consigo pensar num layout novo pro blog de trabalho. Também não ajuda ver a quantidade de sites que estão saindo do ar (e consequentemente do portfolio). No último mês eu mais tirei site de lá do que coloquei, desanimador. Se bem que tem umas velharias que, sinceramente, é melhor nem assumir de tão desatualizado que está.
Sim, aconteceu de novo. Dessa vez eu não fiquei brava porque o site não era meu, só era feito por mim. Tô começando a me acostumar com a sem-vergonhice. Não sei se isso é bom ou ruim, mas enfim.
Como eu não tive um ataque de fúria, eu consegui reparar no seguinte: uma pessoa que pega o layout de outra nunca melhora o trabalho. Claro, pra começar o layout foi feito pra outro site, com outro público alvo, outro conteúdo, um site diferente. Só aí já são 50% de chance de virar cagada.
E depois, a pessoa que rouba o layout alheio faz isso porque não é capaz de desenvolver seu próprio layout, então vai rolar aquela vibe de micreiro. Grandes são as chances de brotarem uns gifs animados e talz. Gif animado, não dá pra acreditar que ainda tem gente que usa gif animado em pleno ano de 2008!
Ou seja, você nunca vai olhar um site chupinhado e pensar “nossa, olha o que o cara fez com o layout! ficou bem melhor que o meu, pq eu não tive essa idéia antes?”. Não. Simplesmente não vai rolar.
Mas sei lá, acho que nas últimas semanas eu fiquei com a cabeça tão ocupada pelo trabalho – e isso é um santo remédio – que eu só tô conseguindo sentir pena do pobre desgraçado.
Adoro clientes que levam o lero-lero num layout a sério. “Olha, eu gostei do layout, mas será que dava pra colocar o texto em português ao invés de latim?”. Sei lá, eu gosto de pensar que as pessoas são assim ingênuas. Melhor do que pensar que elas são assim burras.
A idéia era trabalhar durante todo o feriado, porque eu tô pelas tampas de pendência pra resolver (e um dos meus clientes resolveu me mandar mais coisas na sexta às 11h da noite pedindo urgência – não vou reproduzir aqui a minha reação porque este é um blog limpinho e educado).
Mas como não tava saindo absolutamente nada, larguei. Eu tinha uma festa pra ir à noite, mas não tinha roupa. Não é não-tinha-roupa do tipo tenho-um-armário-cheio-e-não-gosto-de-nada. É não-tenho-roupa do tipo não-tenho-nenhum-sapato-fechado-que-não-seja-all-star e não-tenho-nenhuma-calça-jeans-normal-só-capri-e-tá-frio-caralho.
Pelo humor das pessoas que foram daqui de casa, a festa devia estar um saco. Especialmente porque choveu e fez frio.
Enfim, fiquei em casa vendo meus filminhos. Primeiro assisti Bonnie e Clyde. Naquela época, o crime era novidade, então eles viraram ídolos (hoje em dia o crime tá completamente banalizado, então os criminosos viram ídolos do mesmo jeito porque é modinha, rá). Quer dizer, a história é meio sem graça (increase speed mode on) mas o filme tem tanto erro de continuidade que é engraçado, porque foi feito há trocentos anos e naquela época não existia internet pra listar isso fim.
Depois eu vi Ensemble C’est Tout, que é uma dessas histórias de amor cliché disfarçada de alternativinha. Ou talvez ela não seja disfarçada de nada, e o fato de ser um filme europeu é que dá essa impressão distorcida. Achei bonitinho, bobinho. Tô com preguiça de upar o cartaz no photobucket e colocar estrelinhas, então considera 4 pra esse filme aqui e 3 pro anterior tá?
Quando eu crescer, quero ser designer. Sim, porque quanto mais eu estudo, mais eu me sinto uma micreira. Eu ainda tenho tanta coisa pra aprender, tanta referência pra acumular, que quando alguém me pergunta “que livros eu preciso ler pra ser um web designer” eu meio que me vingo falando difícil, só de raiva desse mundo cruel.
Por isso esses dias até os filmes que eu vejo são pra estudar (ok, não todos), mas não é nada sobre Photoshop ou CSS. É teoria pura do design. Uma coisa linda. Uma coisa poética. Uma coisa que faz a gente pensar, que deixa o cérebro trabalhando, que faz a gente criar paralelos com coisas nada a ver mas que são exatamente a mesma coisa.
Tipo música. A letra da música é o conteúdo. A forma como ela é tocada, é o design.
A não ser que você tenha vivido em retiro espiritual desde que nasceu e só tá voltando hoje, você já ouviu Como é grande o meu amor por você, do Roberto Carlos. Não interessa se você gosta dele ou não, você vai concordar comigo que é uma letra intensa. Pode ser cafona pra você? Ok, mas não é uma letra mediana.
Aí tem o tema de abertura de Amor e Intrigas, a novela da Record. Aliás, a abertura da novela daria um TCC sobre design, já que não combina absolutamente em nada com a história (eu meio que moro numa casa onde pessoas assistem novelas da Record), que é exatamente a mesma música do Roberto Carlos, mas cantada por um tal de Davi Moraes. Davi who? você me pergunta. Tbem não sabia, joguei no Google, e ele é ex da Ivete Sangalo, filho do Moraes Moreira, e aparentemente a coisa mais importante que ele já fez na vida foi dar uma entrevista pro Pânico.
A versão que o cidadão fez pra música do Roberto é mais ou menos como aquele site de empresa que fica na mão do sobrinho do dono. Uma merda. Não importa se a letra da música é fantástica, a forma como ela foi executada na versão do periguete é medíocre, a experiência de ouvir a música se tornou incômoda. Isso, crianças, é exatamente como o design ruim.
Você pode também fazer uma comparação com a letra de Mutantes, da Rita Lee. Não, essa música não é da Daniela Mercury. Certeza. Absoluta. A música cantada pela Rita no álbum Bossa’n Roll é linda, a versão cantada pela Daniela serviu pra tocar no rádio pro povão. O mesmo conteúdo, com design diferente pra públicos diferentes. E pra colocar uma pá de cal na dignidade, veio a Preta Gil regravar a música e fazer uma completa bosta. Neste caso, Preta Gil é o moleque que fez um cursinho na Microcamp e acha que é designer, mas não é nada na vida.
E da mesma maneira, existem letras da Rita Lee que funcionaram muito bem nos anos 80, mas que quando foram regravadas nos álbums mais recentes ficaram simplesmente lindas, como Saúde, Coisas da Vida (que no Acústico MTV é simplesmente *divina*) e algumas outras.
E, assim como gosto para o design, gosto musical não se discute. Assim como tem gente que prefere a Preta Gil à Rita Lee, tem gente que acha que usar Comics Sans (até o nome é babaca) é uma coisa absolutamente normal. Mas eu duvido que, se a Preta Gil enfiar na cabeça que do jeito que ela está hoje está bom demais, um dia ela vá virar uma cantora de verdade.
Eu tenho a consciência de que eu posso não ter aprendido ainda tudo o que eu preciso ou deveria saber, mas mesmo me sentindo uma micreira às vezes eu sei que eu tô bem acima da média. Tirando o shape, eu não sou uma Preta Gil da vida.