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Apagão da Internet: quando vai ter outro?

Eu nunca pensei que chegaria num ponto da minha vida em que acharia bom ficar um dia inteiro sem Internet.

Juro, ontem quando eu descobri que o problema era na rede eu finalmente relaxei em duas semanas de trabalho louco. Quando eu descobri que o problema tinha ido parar no Jornal Nacional então, parecia que eu tinha tirado férias.

Ontem eu assei pão de queijo, que eu mesma preparei. Fiz as unhas. Estudei francês. Estudei desenho. Passei o defrag no HD. Um dia perfeito. Dormi feito uma pedra (e acordei atrasada porque esqueci de colocar o despertador pra tocar, mas quem se importa?).

Claro que era uma sensação falsa, porque foi só ligar o computador pra ver o tamanho da merda. Problemas, problemas, problemas. Pedidos de alterações humanamente impossíveis em sites que teoricamente já estavam prontos. Cliente que não abre a mão nem pra dar tchau e de repente resolve que não, não vai pagar a manutenção do site porque isso é absolutamente desnecessário. Gente incômoda e sem noção no geral.

Eu sei que não existe profissão no mundo que poupe a gente de lidar com outros seres humanos, porque no final todo serviço que a gente presta é pra outra pessoa. Mas existem tipos diferentes de pessoas. Entre cliente que não entende lhufas e faz perguntas idiotas, e você ri e responde e fica tudo ok até o cliente que acha que pode botar preço no trabalho dos outros e te pergunta pq vc não cobra o mesmo valor do sobrinho dele existe uma grande diferença.

Devo ter lido uns 50 feeds dos mais de 300 acumulados. Perdi o tesão. Enchi o saco mesmo. Só que eu não posso me dar ao luxo de encher o saco da Internet né? Senão vou fazer o que da vida? Em meia hora de MSN eu já tomei o maior prejuízo do ano, se eu resolver que não quero mais brincar disso então é melhor começar a procurar casa de família pra fazer faxina.

* * *

Eu sei que todo mundo já falou disso, “e se fosse o Google que saísse do ar”. Posso falar? Iria doer, muito, mas a gente iria se acostumar bem rápido com isso. Vai por mim.

Work work

Ainda cheia de trabalho, mas num ritmo normal agora. Até rolou o luxinho de sair fazer compras na hora do almoço. E rolou até uma procras-tinação antes de começar a fazer um bagulhinho chato chato.

Mas né, só pra não perder o costume, acabaram de me mandar um e-mail perguntando o meu e-mail. Sério, onde esse mundo vai parar?

Workaholic

Então que eu meio que sou reclamona, mas acho que reclamar por estar trabalhando demais não é legal, porque é melhor trabalhar demais e ter dinheiro na conta do que trabalhar de menos e ficar zerada.

Mas dessa vez eu preciso dizer com razão: eu nunca trabalhei tanto na minha vida, e eu nunca me estressei tanto com o meu trabalho. Nunca.

Tipos que eu já percebi que eu sou altamente escancarada e qualquer stalker com talento liga lé-com-cré, então eu não curto muito detalhar trabalho aqui. Mas sinceramente a coisa tá foda.

Tipos, WordPress é o amor da minha vida da última semana, mas só rola se o cliente for se virar pra atualizar o site ou se o site incluir um blog. Da próxima vez que o cliente disser “tira o blog” eu refaço tudo em XHTML normal, que sério, vai ser mais rápido. Sou eu quem vai mexer mesmo.

O problema nesse caso é que o WordPress tem aquele monte de frescurite bonitinha (leia-se plugins que só faltam passar um cafezinho) que a gente não quer abrir mão, mas deveria.

Não vejo a hora que tudo isso entre no ar e acabe. Isso se não começarem as rodadas infinitas de “muda só essa corzinha que fica bom”…

Virar a noite trabalhando: FAIL!

De manhã eu me desesperei com a quantidade de trabalho que brotou por aqui, então resolvi que, como eu ficaria a tarde inteira fora, eu viraria a madrugada trabalhando pra compensar.

Na verdade tem um tempão que eu tô afim de fazer isso e só precisava de uma boa desculpa.

Comi um chocolate (não tem nada que tire mais meu sono do que comer chocolate depois das 18h), virei uma bela xícara de capuccino (ok, talvez tenha o café) e tô aqui, rendendo muito pouco, trabalhando no ritmo de uma tartaruga.

Por um lado é bom, não tem telefone tocando, não tem ninguém falando comigo… mas também tô quase morrendo de tédio.

Fora a má vontade. Essa semana eu já escutei cada uma que, se eu contar no blog, vai parecer que eu tô inventando – e a quarta-feira nem começou oficialmente. De novo a velha teoria de que tem alguma coisa errada com a água. Até cliente querendo que eu vá trabalhando “pra depois ver como fica o pagamento” teve. Fora as exigências mirabolantes. E o pior é que eu tô começando a parecer uma pessoa extremamente implicante. Ok, eu sou implicante, mas só tô tentando fazer um serviço limpinho, sabe como?

Mas no fim, mesmo com todo tipo de bizarrice que eu fui obrigada a acrescentar ao projeto, a coisa tá ficando bem bonitinha. Não vejo a hora de colocar tudo isso no ar.

* * *

E eu, toda feliz, achando que se eu entrasse pra algum partido me livraria de ser mesária de novo… FAIL! Vou repetir o que eu perguntei 2 anos atrás: que bosta de país é esse que convoca Kika Maria como mesária?

E nem pra ter um porra de um parente candidato, vou te contar, tá foda o negócio. A atendente do cartório fez aquela cara qdo eu disse que tinha entrado pra um partido, pelo jeito todo mundo andou fazendo isso e foi aí que cortaram o barato do povo. E ela ainda me disse tá, mas não vai fazer propaganda do teu partido no dia hein?. Filha, eu mal sei o nome do meu partido, sou qquer coisa menos uma pessoa engajada na política.

Se bem que… qual será a punição pra mesário que faz campanha do partido no dia da eleição? De repente se não envolver uma multa em dinheiro eu poderia voltar pra casa mais cedo…

Química básica

Eu desconfio que seja alguma coisa na água, mas Jundiaí tem essa coisa anti-design que me dá muito medo.

Desenvolvedores podre de ruins, e clientes que aceitam isso numa boa.

Muita, muita micreiragem.

A diagramação dos jornais locais então é algo que faz meu bairrismo gritar – quase tenho vergonha de morar na mesma cidade que publica duas atrocidades (pra não falar de conteúdo hein?). Pelo menos tem o Bom Dia – site tão ruim quanto os concorrentes, mas com a diagramação higiênica no papel.

Será que uma cidade tão grande e tão bonitinha não merecia coisa melhor não? Nem tô falando do meu próprio umbigo, repare bem.

Deus abençoe a Internet que faz a gente arrumar trabalho sem sair de casa e sem precisar se submeter a isso.

E que fique bem claro que eu só tomo água mineral xD

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