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Notícias do front

Nhé, diz que meu marido tá em casa louco pra virar a madrugada comigo no MSN, mas cadê que ele aparece?

Depois é bom ele não reclamar quando ficar sabendo que afinal eu o troquei por um Lanterna Verde em papel canson e grafite 2B, humpf.

Ó, com a mesa de desenho agora a coisa vai… chega de desenhar apoiada numa fórmica velha (e suja de nankin porque eu sou porquinha hahaha). Já refiz o meio Lanterna que eu tinha desenhado, e realmente meus desenhos estavam ficando meio claros. Agora dá vontade de desenhar, eu fiquei quase quatro horas fazendo isso e nem cansei nem nada. Pelo contrário, tô aqui olhando pro desenho do meu lado e louca pra ir lá arrumar umas sombrinhas que não estão perfeitas =P

Uh, uh, compulsão, hahahaha…

Ah sim, esse post foi inicialmente imaginado pra reclamar da quantidade absurda de sobrinhos que resolveram me pedir favor pelo orkut, “porque você é experiente e profissional e escreve coisas legais na comunidade web”. Ok, obrigada pela parte que me toca (ui!) mas eu não sou suporte técnico. E mesmo que fosse, suporte técnico não trabalha de graça, certo? Ai, nunca pedi favor pra ninguém, sempre me virei sozinha pra aprender o pouco que eu sei… nego é folgado demais! Aprenda com erros e acertos, ué! A única coisa que eu digo pra eles (isso quando eu tô de *muita* boa vontade, o que obviamente não é o caso nos últimos dias) é manter um site pessoal sobre algum assunto pra usar de cobaia. Foi com o site do Sai de Baixo que eu aprendi um monte de frescuras - incluindo meu amado CSS [insira aqui um coraçãozinho animado fazendo ploft].

Servicinho escravo

O que rola é que eu tô montando meu portifólio, e eu resolvi colocar todos os meus layouts nele. Sim, eles deveriam estar num portifólio separado, junto com os meus desenhinhos wannabe, mas como eu preciso encher linguiça, vão pra lá. Quando eu tiver site comercial suficiente pra fazer um portifólio decente eu separo as coisas.

Tá dando um trabalho do cão porque eu não quero só o print de cada layout, eu tô colocando também uma amostra em HTML. E aí eu tenho que publicar o template num blog que eu fiz só pra isso, alterar um pouquinho (tirar links por exemplo), limpar o HTML e talz. No final fica bom e qdo eu mudar o layout da bagaça não dá tto trabalho (na verdade, muito print eu aproveitei dos portifólios antigos)

Problema: não é todo layout que eu guardei. Da época do Milésimo Andar eu tenho todos, bonitinhos, comentados e separadinhos. Do Not Of This Earth , que é mais recente, eu não guardei o primeiro template. Já do Blog da Fadinha!, nem em sonho (só uns prints perdidos no tempo), mas nem sei se rola colocar, porque meus primeiros templates não eram exatamente bons (embora alguns, como o da fada de all star, sejam tipo um xodó). Porque quando começou a modinha do tableless (que nem tinha esse nome na verdade, as miguxas donas de template shop chamavam de “layer”) eu me virei do meu jeito pra fazer as coisas ficarem no lugar. E isso não é exatamente motivo de orgulho =P

Na verdade todo esse trabalho é pura ocupação mental, porque o cliente mais recente não entregou material nenhum pro site dele e eu sei tão pouca coisa que nem pra montar o esqueleto da coisa dá.

De tudo o que eu fico mais chateada é que nem essa minha mania louca e descontrolada de sair fazendo backup a cada peido me livra de perder coisas legais… muito backup desorganizado, eu acabo salvando duas vezes a mesma coisa e perdendo outras. O certo mesmo seria pegar CD por CD, separar os conteúdos e regravar tudo bonitinho: layout de blog num canto, arquivo de blog no outro, foto bem longe, MP3 no lugar certo… mas quem tem saco?

De boa? Eu amo o serviço do Photobucket, mas os banners dele são péssimos! Não basta os com som quando você passa o mouse em cima e que te assustam direto, agora colocaram baratas andando na tela! MORRA!

Dispersão (ou “abandonei essa coisa de postar por email de vez”)

(um post enquanto a dor de cabeça não passa)

“Você abriria uma firma pra passar o dia inteiro lendo e-mails e baixando música?”
(ou algo do tipo, do Carreira Solo)

Todo mundo acha que trabalhar em casa é a melhor coisa do mundo. Tipo com esse calor, um ventilador na cara, água de côco do lado do teclado, e você ainda pode fazer suas coisas em qualquer horário sem ninguém pra encher o saco.

É, tudo muito lindo mesmo, mas exige um nível de elevação espiritual que Carreira Solo nenhum leva em conta na hora de dissertar sobre o assunto.

Nas últimas três semanas eu tenho reparado bem como a banda toca. Você tá em casa o dia inteiro, então é você quem leva o cachorro no veterinário, quem vai ao banco pagar aquela conta que se perdeu no meio da correspondência, e especialmente é você o ombro amigo que todo mundo procura pra conversar.

Vamos falar a verdade, pra alguém que já gosta muito pouco de conversar fora de hora, ser interrompida pra ouvir probleminhas familiares pesa no saco. Quer dizer, eu acho que toda essa coisa de MSN deixa as pessoas anti-sociais ainda piores. Porque quando você quer conversar, abre o MSN com aquele online arregaçado; quando não quer, simplesmente fica offline e pára de responder emails. Infelizmente não dá pra fazer isso com as pessoas que moram na mesma casa que você, já que porta fechada tem o mesmo efeito do “ocupado”: nenhum.

Tem também a hora do cafezinho. Quando você trabalha numa empresa, não pode parar pra tomar café 10 vezes durante a tarde nem passar 40 minutos ao lado do bebedouro - a não ser quando o chefe sai, bla bla. Em casa a tentação de ir até a cozinha buscar alguma coisinha e na volta parar pra dar uma olhadinha na tv por exemplo é grande. E quando a gente cai em tentação nem precisa de um programa muito bom pra prender a atenção, qualquer bizarrice serve.

E se você não tem colegas de trabalho falando sobre a novela, você tem os filhos do vizinho em férias. Céus, como criança sabe ser monótona! Espero que pelo menos eles estejam se divertido com essa brincadeirinha de palavras ensaiadas, porque daqui tá parecendo tudo muito chato.

Mas, vamos ser Poliana, pelo menos não tem bombinha envolvida! Porque eu estive muito perto de provocar um incidente diplomático no quarteirão depois das festas de final de ano.

Claro que tudo isso é muito óbvio e que nenhum emprego no mundo é perfeito, nem que você trabalhe numa praia deserta com temperatura amena. A coisa mais difícil mesmo quando você vira freelancer é a disciplina. Porque se você pára um dia por causa de uma dor de cabeça muito forte, seu patrão não descontaria nada do seu salário, e do mesmo jeito você também não perde nenhum cliente pq parou pra esperar a maldita passar. Mas quando a dor de cabeça dura dois, três, quatro dias (ou você pega uma catapora e não consegue passar 5 minutos na mesma posição durante uma semana inteira) aí é que entra o auto controle e a mentalidade vencer vencer pra não se enfiar no sofá no meio da tarde.

Mas o que eu mais sinto falta trabalhando fora é que, mal ou bem, toda semana alguém limpava a minha mesa. Agora eu tenho que fazer isso sozinha. O que não é um problema em si: o problema é que a gente sempre repara na sujeira quando dispersa, justamente naquela hora em que deveria estar trabalhando mas a coisa não tá fluindo. Disciplina, vencer-vencer.

 

Não, eu não tô arrependida por ter trocado a vida de escravidão em meio a freiras psicóticas pela vida de freelancer. Não é uma carreira fácil, mas ninguém disse que seria. Eu preciso passar por cima da timidez e da aversão ao telefone pra conseguir cliente, mas quantas vezes eu tive que passar por cima de coisas realmente importantes, como minhas próprias crenças, pra fazer o que a chefe mandava?

Além do mais, quando você trabalha pra você mesmo seu cérebro não pára de ter idéias - e não tem coisa mais desagradável do que chegar num estágio dentro de um emprego em que você nem se dá ao trabalho de pensar porque sabe que não importa se o trabalho vai sair razoável ou ótimo, ninguém vai dar a mínima. É aí que o lado profissional dentro da gente começa a morrer. E, sei lá, pra mim é uma das piores coisas que pode existir. Isso e a dor de cabeça pós catapora.

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