Vcs sabem que eu fugi do curso de hardware né? Não nasci pra coisas, não tem jeito…
E meu computador adora dar um chilique.
Aí corre a Kika salvar 2,73GB de seriados e filmes não assistidos, 570MB de imagens e 6,63GB de música em qualquer lugar só pra não perder nada.
Isso fora o trampo, que está pela metade. Porque computador nunca dá pau naquela semana em que você não tem absolutamente nada pra fazer e fica o dia inteiro bundando e vendo Seinfeld.
Mas sinceramente? Nunca vi um depósito feito na sexta-feira não ter caído nem como vinculado na terça seguinte, então eu não tô exatamente preocupada em entregar o serviço enquanto o dinheiro não fizer *plim* na minha conta. O bright side da coisa? É um serviço que eu precisava fazer pra um site que eu vou entregar mês que vem, mas estava com preguiça. Pelo menos ficou pronto em dois dias. Porque reciclagem de código ruleia.
Eu sei, diagramar jornal no Corel é digno de entrar pro Pérolas do Dizáine. Mas eu não vou gastar massa cinzenta instalando e reaprendendo a usar o PageMaker ou coisa que o valha. Não agora. Talvez daqui uns meses.
O problema não é esse. O problema é que a capa do jornal tem 35MB. Só a capa. Cheio de power clip pra fazer um efeito que dois ou três objetos normais fariam. Até aí, beleza. Demorou um século pra abrir no meu computador, no do meu pai nem abriu, mas tudo bem.

Aí hoje eu fui olhar as outras páginas e reparei que a página quatro tem o singelo tamanho de 165MB.
Cento e sessenta e cinco megabytes.
Tirei até um print, pra ter certeza de que eu não tô sonhando.
Pra ser sincera, eu tô até com medo de abrir o arquivo. Talvez faça isso amanhã lá pela 1h da tarde – aí eu vou pro centro da cidade fazer umas compras, vou pra aula de francês, e às 18h30 quando eu voltar tomo um banho e vejo se já abriu.
Duas perguntas não saem da minha cabeça: (1) como é que eu vou manipular esse arquivo pra deixá-lo num tamanho normal sem explodir meu desktop e (2) que raio de configuração tem o cara que criou esse arquivo pra achar isso aceitável?
Ainda sem acesso aos sites .blogspot.com – não que eu esperasse que o Speedy resolvesse algum problema em pleno final de semana né?
Acabei de ler no orkut:
Fã-site procura webdesigners para ajudar.
O blablabla.Org está procurando webdesigners (sem remuneração) apenas para auxiliar, seu nome será postado e seu trabalho será reconhecido.
Os interessados devem entrar em contato no:
webmaster@blablabla.org
Att.
Ah, claro… reconhecimento paga conta né?
A menos que você seja uma celebridade instantânea, o *reconhecimento* não vale de nada na fila do supermercado, na hora de pagar o speedy ou quitando o carnê do plano de saúde.
Eu me lembro de ter dito isso aqui uma vez – no blog de trabalho com certeza não foi, porque eu evito escrever sobre bizarrices que me deixam puta por lá, que é pra não perder a finesse.
Cheguei até a responder a proposta, mas não enviei o post. Porque eu já vi esse filme, a madame que postou a proposta vai dizer que se não quer ajudar não atrapalhe, vai aparecer uma meia dúzia de micreiros dispostos a ajudar só porque é uma guria (que em se tratando de orkut pode muito bem ser um macho peludo com perfil fake só pra conseguir o que quer).
Isso é resultado de uma profissão não regulamentada. Ninguém chega pra um advogado e faz uma proposta dessas. Se bem que Direito virou festa tbem né? Qualquer zé mané pode fazer faculdade de direito, inclusive eu estudo com um exemplar típico da especie. Aí qdo vc contrata um advogado descobre que ele é um merdinha e não sabe pq.
Se é fácil fazer 5 anos de faculdade de Direito pra ser um merdinha que não é capaz de passar no exame da OAB (ou passa depois de fazer cursinho), imagina ser designer, num mercado onde qualquer idiota compra um computador nas Casas Bahia, faz um cursinho na Microcamp e, voilà, “manhê, sou dizáin”.
É foda. É muito foda.
Ainda crio um site só com as pérolas que eu vejo por aí no orkut. Assunto não vai faltar…
Pronto, chega de ser repetitiva aqui no blog e ficar falando de micreiragem alheia todo dia:
perolasdodizaine.blogspot.com
Acessem, divirtam-se e colaborem com as porcarias que vcs encontrarem por aí.
Que estranho, desde ontem não consigo acessar nenhum blog hospedado no blogspot, mas consigo ler todos pelo feed. Muito esquisito.
* * *
Anyway, eu estou lendo um desses e-books de auto-ajuda-empresarial, sobre clientes. Acho que não custa vc passar os olhos em 70 páginas se isso pode melhorar alguma coisa na sua carreira.
Mas cara, como é difícil colocar isso em prática na minha vida! Porque assim, só uns 40% dos e-mails que eu recebo são de clientes em potencial mesmo. Desses, pouquíssimos viram cliente de verdade. E é muito difícil encontrar alguém que saiba explicar exatamente o que quer e precisa pra vc ter alguma base na hora de dar um orçamento, então eu sempre fico pensando se cobrei demais ou de menos. Até aí, é fácil tratar bem essas pessoas.
Aí tem aquele que tá acostumado com o mercado da micreiragem e responde teu orçamento com alguma coisa do tipo “esse valor é muito alto, te pago 1/5 dele porque acho que isso é o que vale”. Por incrível que pareça, tbém é fácil lidar com essas pessoas: basta excluir o e-mail e amaldiçoar até a sétima geração da criatura.
Mas todas as outras mensagens ainda são um desafio pra mim, pq não são clientes e não tem e-book que ensine a tratar com elas. Algumas (poucas) são palavras de incentivo e agradecimento pq acham que eu fui útil de alguma maneira. Eu nunca sei o que responder pra essa gente. É muito difícil arrancar um “fico feliz em saber que eu ajudei” de mim, só quando eu estou com um humor sublime de bom. Na maior parte do tempo, prefiro apagar a dar uma resposta tonta.
E tem a *grande* parte das mensagens que eu recebo que são os mendigos. Ah, os mendigos. Aparentemente é mais fácil e rápido procurar uma pessoa pra encher o saco e esperar pela resposta do que usar o Google.
Tem aqueles que babam todo um ovo pra chegar na mendigagem. Ao invés disso mexer com a minha vaidade e me deixar mais propensa a responder, é o tipo de mensagem que mais me irrita. Se eu tiver que usar o House que mora dentro de mim, vai ser nesses aí.
E tem os que já são mais diretos. Perguntam na lata. Hoje uma alma condenada me disse que terminou o curso mas sabia que não tinha aprendido tudo o que precisava, então queria que eu ensinasse isso, isso e aquilo. Sabe quando teu sarcasmo olha aquilo e pensa “nah, vou continuar dormindo porque eu ganho mais”?
Sério, tem gente que é tão absurdamente folgada que não dá nem vontade de usar a falta de educação com elas. Eu poderia ter respondido alguma coisa do tipo “claro que eu te ensino, me paga 1200 que eu te ensino o que vc quiser”, mas não deu vontade.
É o equivalente em linguagem corporal a você virar as costas e sair andando, sem esboçar absolutamente nenhuma reação facial.
Cara, quer coisa pior do que você ser o tipo de gente que é deixada falando sozinha desse jeito?
* * *
Edit: Como eu não consigo entrar nos comentários, vou responder por aqui mesmo.
Frank, essas pessoas que mandam email pra me agradecer não são ex-clientes, são só humanos aleatórios que acham que eu disse alguma coisa de útil em algum ponto da vida delas. Eu não respondo porque às vezes a pessoa só quer agradecer mesmo. E não faço muita questão pq eles não me geram renda. Entendeu?