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Guy love

Kika é aquela que se morre com essas coisas:

Essa noite eu sonhei que o JD tava escondido no meu quarto… nada sexual, só BFFs mesmo. Se joga, bee, tô com a integridade psicológica seriamente comprometida, tipo, pra sempre.

Agora, olha a merda nos comentários do vídeo:

you will get kissed on the nearest possible friday by the love of your life.Tomorrow will be the best day of your life. However if you don’t paste this comment 3 videos,you will die within 2 days.copy and paste this, to be saved

Tá vendo porque eu sou contra a inclusão digital? Até nos comentários dos vídeos do YouTube já estão fazendo correntes. E, infelizmente, essas pessoas nunca morrem atropeladas por um trem vermelho ou são comidas por pombos gigantes (claro, elas repassam a mensagem).

Decorrente

Três sonhos rotineiros pra mim mostram o grau do meu desequilíbio: quando eu saio da rua de pijama, quando eu tento fazer xixi num local público/em casinhas com as paredes baixas, ou que eu voltei pra escola por alguma razão desconhecida.

Essa noite não precisei juntar toda a minha dignidade para desfilar de pijama nem pra aguentar pessoas em volta do meu xixi, mas porque raios eu voltei pra sétime série, não sei.

Toda vez que eu sonho isso, me pergunto “mas eu acabei a faculdade, por que eu tô na escola de novo?”… mas essa noite não… essa noite eu dei xilique e resolvi que uma pessoa que já terminou a graduação e fala duas línguas não pode ficar na sétima série de jeito nenhum!

Infelizmente eu acordei antes de ir falar com a diretora da escola.

Tudo bem, a sétima série foi uma coisa bem desagradável… tão desagradável quando mijar com alguém olhando… mas eu realmente não entendo a associação. Já tentei ler Freud pra ver se saía alguma conclusão, mas nada.

Sonhos patéticos

(pra não usar outro adjetivo)

Seis da tarde, eu precisava jantar antes de ir pra algum curso, mas não queria comer McDonalds - eu queria lanche de mortadela do Mercadão (que só inaugura mês que vêm etc).

Enquanto eu não me decidia, andava. E passei na frente do escritório onde o Júlio trabalha.

Agora repare bem que por nada no mundo ele se chama Júlio, mas foi assim que eu googlei o cara numa determinada parte do sonho, então que seja Júlio. Não gosto muito desse nome mesmo…

Era um escritório amigável, mas Júlio era o único lá. Quando eu dei de cara com ele no final do corredor, saí e corri por uns jardins irregulares pra me esconder num buraco atrás duma pedra. Um esconderijo super conveniente, se Júlio não tivesse recebido uma ligação do seu melhor amigo no celular e começasse a fugir pra se esconder da sua própria chefe. Detalhe que Júlio conversava em japonês com o amigo e eu pensava "isso é tão o oposto do francês". Japonês, arram.

E não é que com tanto buraco naquele jardim o Júlio foi se esconder da chefe justamente onde eu estava? Puta merda. Ainda bem que a chefe chegou e, pra evitar o elefante branco gigante que se instalou no buraco, começou a conversar comigo. Até em sonho eu já cansei das pessoas perguntando da loja, sério, mas faz sentido a chefe do Júlio perguntar sobre esse boato.

Não tive que conversar com o Júlio, e foi aí que eu fui stalkear o cara no Google. Encontrei um site azul todo feito em Flash que tinha um português impecável. Claro que era template, dã. O forte do Júlio nunca foi nem uma coisa nem outra.

Mais ou menos nessa parte eu me virei na cama, dei aquela semi-acordada básica e tive um ataque de riso. Decidi acordar (seis da manhã) porque eu me recusava a continuar com aquele sonho patético. Eu realmente não precisava conversar com o Júlio, nem em sonho.

PS: eu não consumi nenhum alucinógeno ultimamente.

PPS: tudo isso me fez inventar uma piadinha ótima, mas total politicamente incorreta (além do que alimentar stalkers é ruim e qualquer criatura pelo menos dois neurônios vai catar um dicionário e juntar lé com cré. ou talvez eu superestime meus stalkers e devesse fazer uma lista de vinte e cinco piadinhas do tipo).

PPPS: mês que vem eu faço vinte e quatro anos e treze meses, porque resolvi começar a contar como os franceses… sessenta e dez, sessenta e onze, bla bla bla.

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