Templo sagrado
Eu preciso blogar mas (1) meu blog está fora do ar (edit: este post foi importado do blog anterior) e (2) eu não sei como escrever isso de uma maneira que não seja completamente óbvia.
[piada (sem um pingo de graça) interna mode on]
Só sei que eu era muito feliz enquanto pensava que o meu canto preferido da cidade era só meu. Não gostei de saber que eu divido o mesmo prédio com alguém que eu adoraria que mudasse de cidade só pra nunca mais cruzar o meu caminho e nem aparecer na minha frente, mesmo que coberto de ouro branco. Questão de higiene, se bem que eu não posso exatamente falar sobre higiene num contexto de vingancinha-adolescente.
Todo mundo faz coisas das quais se arrepende. Faz parte da porcaria do processo de amadurecimento. Mas fala sério, eu era muito mais feliz quando meu universo se resumia às minhas barbies, embora se eu fosse materializar a minha mente pouca coisa mudou, nessa idéia de criar personagens que só existem na minha imaginação e manipulá-los como se fossem meus brinquedos de infância. Tudo num contexto socialmente aceitável, claro.
Agora, duas formaturas cagadas mal frequentadas em seguida é muito inferno astral alheio, cara! Fora que isso acaba totalmente com a graça da fashion-designer-corel-clipart-based. Eu desenhei as nossas camisetas, e você, já viveu o suficiente pra descobrir que a tua ascendência é um grande erro ortográfico?
Além de ser rolar toda a vibe de idioma-que-odiamos-até-o-fim. Ah, vá, podia ser pior: poderíamos compartilhar a mesma belle-mère. Aí não existe banho de protex que tire essa nhaca.
[piada (sem graça) interna mode off]
Ficar pendurada no orkut é isso: fuça o que quer, descobre o que não quer.

