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Bug

Nossa, que coisa mais anciã dizer que o computador deu bug. Bom, eu sou uma pessoa que conheceu o HD pelo nome de winchester, isso já diz muita coisa.

Mas aí que né, tava demorando, meu computador começou a implorar por uma formatadinha amiga. Já tem uns dias que eu tô achando ele esquisito, hoje de manhã eu até comentei isso no Twitter, e então meu Photoshop parou de funcionar assim, do nada.

Pra quem trabalhou durante anos sem o Photoshop, e só conheceu o programa há poucos meses, eu posso dizer com segurança que eu viciei totalmente, porque só faltou arrancar os cabelos aqui.

No alto de toda a minha ingenuidade, eu cheguei a verificar o preço de um Photoshop CS3 Extended original no site da Adobe porque passou pela minha cabeça assim, por um instante, que eu poderia ter um PS original sem me desfazer de um rim e do cu.

Agora eu tô tentando reinstalar o brinquedinho pra voltar a trabalhar. Porque, claro, essas coisas não dão pau quando você tá se divertindo.

Formatar o HD? Mánempensar! Sem chance. 17GB de filmes e seriados, mais uns 10GB de arquivos aleatórios, e outros 10GB de músicas. Onde eu vou enfiar tudo isso (opa!)? Eu quero muito formatar esse computador ainda este semestre, mas primeiro eu preciso organizar todas essas coisas aí. No máximo dou uma corrida na Sta Efigênia no sábado pra comprar um HD USB honesto, mas como as tragédias pessoais nunca vêm sozinhas, é capaz do HD vir de fábrica bichado, não funcionar, ou coisa do tipo.

Telas transparentes

Este grupo no Flickr com fotos de telas transparentes é ótimo. Eu já tinha visto uma ou outra foto disso por aí, mas nunca tantas juntas. Já tem um tempo eu pensei em fazer algo do tipo, mas atrás do meu monitor só tem cabos, poeira e a quina da parede. E vamos combinar que, pra não passar dois meses na base da tentativa-e-erro, o melhor mesmo é fazer isso com um tripezinho, coisa que eu não tenho.

E-books no celular

Provavelmente eu vou me arrepender muito, muito por este post. Provavelmente os comentários vão pipocar com jilós vítimas da inclusão digital que não conseguem nem anexar uma imagem num e-mail sem colar o arquivo no Word primeiro. Mas eu vou postar…

Se pendurar no telefone é para os fracos. Hoje em dia os celulares são tão cheios de recursos que às vezes a gente nem sabe o que o nosso pode fazer. Meu Nokia 5200 provavelmente faz mais coisas do que meu primeiro PC fazia. Fora a questão do status, né? Eu não troquei o meu Nokia azulzinho velho de guerra *só* porque ele estava começando a dar problema na bateria, troquei porque queria uma coisa mais fofa.

Só que eu mal faço e recebo ligações. Detesto falar ao telefone, só tenho celular pra emergências mesmo. Ouvir música? Só se eu conseguir um fone de ouvido que custe menos de 5 reais, porque eu troco o fone de ouvido do MP3 a cada 15 dias, e um fone original da Nokia tá 70 dinheiros…

Mas por que não usar o celular pra ler e-books?

Joguei no Google e descobri este tutorial aqui. Vamos combinar que se o cara já tá explicando como faz, eu não preciso fazer isso de novo né? Neste tópico da comunidade no orkut também explicam como faz.

Testei o tutorial com Harry Potter e o Cálice de Fogo, porque eu li os dois primeiros livros da série mais rápido do que eu esperava e o terceiro é o meu último livro em papel por enquanto. Eu queria mesmo é ler todos os livros em papel de uma vez só, mas (1) eu não aguentei esperar até comprar tudo (2) geralmente eu leio rápido pra caramba e (3) estou trabalhando com um jiló que está demorando mais do que o normal pra fazer o que tem que ser feito pra gente receber a segunda parte do pagamento.

Ler pelo celular não é tão ruim. Configurei a fonte do livro pra Verdana 9 e coloquei o texto na horizontal pra caber mais na tela. Ontem eu li o primeiro capítulo inteirinho meio sem querer antes de dormir.

Escolher o tamanho certo da fonte é muito importante. Eu baixei a série Fronteiras do Universo (A Bússola de Ouro, A Faca Sutil e A Luneta Âmbar), mas quem passou os livros pra .js usou a MS Sans Serif 10 negrito, e ficou muito ruim pra ler.

A única coisa chata é que eu não uso o Adobe Reader pra abrir arquivos .pdf, uso o Foxit Reader que é bem mais leve, mas na versão gratuita não permite um Ctrl+A pra selecionar o texto inteiro e salvar como .txt. Mas muitos livros do PDL estão em formato .rtf, que abre no Word, então fica bem mais fácil.

Uma pena que o PDL não tem o Los Angeles da Marian Keyes… taí uma coisa que eu adoraria ler nos intervalos de Harry Potter…

Ainda vou terminar de ler o Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban antes de ler o Cálice de Fogo no celular. Se realmente der certo e se não for tão cansativo quanto ler no computador, vai ser a minha tábua de salvação em reuniões familiares e filas de espera (contanto que eu esteja com a mão limpa, porque esse celular novo e branquinho com uma tela gigante só é manuseado com a mão lavada, ou em casos extremos, mas nunca, jamais que eu vou abrir o celular dentro do ônibus com a mão suja de povo pra ler um e-book… basicamente eu tenho quase toda a paranóia todos os cuidados que eu tenho com os livros pro meu bichinho novo…

E se você teve saco de ler o post até aqui, um bonus pra você: Harry Potter e o Cálice de Fogo em formato .js que abre em qualquer celular com suporte a Java, encodado por moi.

Também achei uma pasta no 4Shared com alguns livros encodados, porém de gosto duvidoso… e tipo, Google é pai, não é padrasto…

Será este o começo de uma nova era? Será que além de abandonar as salas de cinema em favor dos downloads de filme tia Kika também vai abandonar o sonho de uma prateleira cheia de livros coloridos de folhas branquinhas? Nos próximos capítulos…

Apesar de eu achar o 4Shared ou mesmo o eSnips lugares ótimos pra hospedar arquivos, onde tudo fica organizadinho e bonitinho, eu tô testando o compartilhamento de arquivos pelo EasyShare porque ele paga um centavo pra cada trocentos downloads de arquivo ou algo do tipo. Se não compensar em alguns meses eu passo tudo pra uma conta mais bonitinha e pronto…

A velha guerrinha Adobe x Corel

Com a Adobe dominando o mercado, essa briga não tende a durar muito mais tempo, a não ser que a Corel faça um milagre e volte a tomar conta do mundinho do design.

De tudo o que eu sou bairrista nessa vida, essa é uma briga que eu não compro. Sou usuária (que palavra feia, “usuária”, parece que você é viciado em cocaína ou vítima da inclusão digital) do Corel desde a versão 3.0 e sou feliz assim. Na falta de uma tela da versão certa pra publicar, vai uma da versão 2.5 mesmo. Não mudou muita coisa realmente.

Naquela época não existia a micreiragem. As pessoas tinham computador porque alguém na família era muito nerd ou trabalhava com isso, não porque estava em oferta nas Casas Bahia. Também não existia pirataria nem torrent, o que significa que a gente fez uma vaquinha aqui em casa pra comprar o brinquedo novo.

Eu lembro que quando o Photoshop chegou na versão 5.5 começou a virar modinha. Eu até tinha o CD mas nunca me interessei muito. Era mais chegada no vetor, mas pra questões de bitmap existia o Photo-Paint, que tinha a mesma interface conhecida do Draw. O mundo era mais simples.

Sempre achei a interface do Photoshop complicada demais, Mac demais. Nunca tive *vontade* de aprender a usá-lo, até que, mesmo trabalhando como freelancer nos softwares que eu quisesse, a necessidade falou mais alto. E apesar de fã da suíte Corel (só não instalei o X3 porque é fato que as versões pares são melhores), acabei de me apaixonando pelo Photoshop quando descobri como usar o programa corretamente. Tanto que a versão X4 do Corel não me abalou.

Mesmo assim, eu realmente não entendo quem acha que o Photo-Paint não tem camadas, não tem máscara, ou seja, não tem o *básico* do Photoshop. Claro que, quando você usa a ferramenta que domina o mercado, é muito mais fácil encontrar tutoriais, plug-ins, porque as pessoas que gostam de compartilhar esse tipo de coisa estão usando a ferramenta modinha. Acontece a mesma coisa com o WordPress. Acho que esse foi meu último fanatismo, detestar WP com todas as minhas forças, mas isso virou paixão quando eu aprendi a usar a ferramenta *direito*. Quanto tempo perdido, porra.

Mas quem garante que daqui uns 5 anos a Corel não vai voltar a dominar o mercado por um milagre supremo e os fãs da Adobe vão ser obrigados a se adaptar a isso?

No fim das contas, esse fanatismo pró-Adobe pra mim é ridículo. Estou amando o Photoshop, quero aprender Illustrator e preciso aprender Flash por mais que eu não goste da idéia, mas isso não significa que eu vou me desfazer do meu velho manual de Corel 3.0 que me ensinou tanta coisa.

Além do mais, não é a ferramenta que faz o designer, e sim seu conhecimento teórico aliado à criatividade. Se você não sabe o que está fazendo pode ter a versão mais recente do software lider de mercado que vai continuar fazendo merda, isso é fato.

Fora isso, tem uma razão muito boa pra eu continuar usando o Photo-Paint: além de eu ainda não ter aprendido a usar *todos* os recursos que eu tô acostumada no Photoshop, o Photo-Paint 12 é incrivelmente mais leve que o Photoshop CS3. Às vezes tudo o que eu quero é abrir uma foto da cam e redimensionar, ou tirar a transparência de um PNG, e até o PS carregar eu literalmente já fiz o que eu tinha que fazer no Photo-Paint velho de guerra. Talvez eu resolva isso instalando uma versão mais leve do PS no HD depois da próxima formatação anual. Talvez eu nunca largue da suíte Corel por um ou outro detalhe como esse. E sinceramente, pra mim não faz diferença.

* * *

Quanto ao Flash, minha birra com ele é antiga. É outro que eu sempre achei com a interface péssima, mas mesmo assim fui atrás de curso e talz, mas nunca achei graça de colocar isso em prática, especialmente porque não é o foco que eu escolhi pro meu trabalho. Pra mim o Flash é a ferramenta que mais mostra o quanto um bom trabalho depende da teoria do design e não do software: a quantidade de sites que aplicam o Flash de maneira errada, geralmente de maneira irritante, me preocupa. Eu sei muito bem apreciar um site com o conteúdo inteiro em animação, contanto que ele seja coerente. Mas a coerência é artigo em falta no mundo de hoje né? Deve ser alguma coisa na água…

Se eu pretendo aprender Flash é pra aumentar meu campo de trabalho de acordo com o mercado sim, mas pra trabalhar direito. Fazer um sitezinho meia-boca se mexendo eu sei fazer, mas eu sou adepta do “se vai fazer, faz bem feito”, especialmente se tem alguém me *pagando* pra isso.

Tendo uma visão completamente utópica do futuro, talvez as pessoas percebam que nem tudo precisa se mexer na tela de um site, os flashers sejam um tipo completamente diferente de designers e eu não precise me preocupar com isso. Mas isso assim, sendo *muito* otimista.

* * *

Um post inspirado (e um pouco atrasado) na discussão sobre fanatismo de software que rolou nos comentários da minha lista de 101 coisas. O tipo de coisa que eu só aprovei de primeira vez porque estava de muito bom humor, e que no fim acabou me fazendo pensar no quanto qualquer forma de fanatismo é ridícula a partir do momento que sai de dentro da sua cabeça.

Everything’s changin’

Dizem por aí que o Corel X4 já foi lançado. Realmente, acabei de encontrá-la pra download.

Saudades da época em que a gente podia ganhar um Corel original de presente de Natal, só pelo manual que vinha com ele…

Pela primeira vez na vida sai uma versão nova do Corel e eu não saio correndo loucamente pra baixar e instalar. Um pouco porque existe a lenda de que as versões pares do Corel são ruins - e eu já ouvi que o X4 é praticamente um X3.1 com muita cagada pra ser arrumada.

E em parte porque eu descobri o Photoshop e não estou louca de curiosidade pra ver como o Corel Photo-Paint X4 está.

Corel Draw X4? Estou numa fase tomando-vergonha-na-cara, no dia em que eu conseguir fazer um layout inteirinho no Photoshop vou avançar no próximo degrau da evolução espiritual e me jogar no Illustrator e no InDesign. De cabeça.

* * *

Agora vamos falar bem sério. Computadores temperamentais são uma constante na minha vida.

É fato que, toda vez que eu abro a boca pra dizer que resolvi trocar o computador, ele começa a dar problemas feios, muito feios. Depois, quando vira o computador-do-meu-pai, pára de palhaçada e volta a funcionar.

Desde que eu comecei a usar o Photoshop, meu Photo-Paint está tendo uma crise de ciúmes. Duvida? A ferramenta pincel simplesmente parou de funcionar. Não é falta de memória, não é ferramenta desconfigurada, então só pode ser chilique! Tá se sentindo abandonado e rejeitado (afinal, tudo o que eu tenho feito de colorização no Photoshop eu poderia muito bem fazer nele - as pessoas é que acham que o Photo-Paint não tem camadas, canais e nada disso).

Software fazendo birra porque se sente corno é o cúmulo…

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