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Movimento anti-USB

Hoje em dia tudo é muito USB né? Tudo é USB.

Alguém mais já reparou que a outra ponta do cabo *nunca* serve em outro aparelho?

Aqui eu tenho duas cams, o scanner, a impressora nova e a extensão do MP3 player. Já tive a tablet que era USB tbem. Nenhum cabo serve com outro equipamento.

E a impressora nova veio sem o cabo. Eu sabia, mas esqueci de pedir um no Extra qdo fui comprar. E o vendedor tava com tta má vontade… obviamente é obrigação de quem vende uma coisa que não vai funcionar sem outra coisa vender a segunda coisa pra quem comprou a primeira coisa.

Agora tem uma impressora olhando pra minha cara aqui. E eu olho pra cara dela de volta. Romântico. Bonito mesmo vai ficar qdo eu acabar de arrumar todos os cabos e fios de energia que eu tenho aqui na mesa. Vou até tirar uma foto.

Ah sim, eu acabei comprando a impressora *e* indo atrás da renovação da carta. Eu ainda tenho mais nove anos e meio pra renová-la, e mesmo assim tudo o que eu vou precisar fazer se passar do prazo é o exame psicotécnico. Se eu não reprovei quando era uma adolescente, não reprovo nunca mais. Talvez só na quarta idade.

Universe and I

Rosana Hermann disse hoje que o mundo já acabou, a gente é que insiste em ficar até o final pra ler os créditos. Eu concordo.

O mundo anda bem esquisito mesmo. E sarcástico. Veja só você que eu não sou uma pessoa anti-Linux, sou apenas alguém que não trocaria um sistema operacional bem conhecido ou algum espaço precioso na HD minúscula por ele.

Então você começa a se acostumar com a idéia de um segundo computador com uma dessas instalações for noobies, assim, só pra ver como é trabalhar em Linux. Vamos combinar, minha principal ferramenta de trabalho é o bloco de notas, site é uma coisa que você pode fazer no DOS. Só não pode visualizar.

Mas o universo aparentemente não quer saber de Linux nesta casa e me agraciou com um Windows XP Home Edition original. Que eu já registrei no meu nome. E, céus, que parto é um sistema operacional original! Precisa estar online pra registrar, precisa registrar pra ligar, precisa ligar pra configurar a conexão e estar online.

Modem roteado. Suckz. Mais uma manhã de stress com o modem roteado dos infernos.

(eu sei, registro por telefone, mas eu não confio na MS a ponto de deixá-la discar pra algum número que ela escolhe)

Anyway, se eu não passei a tarde usando Linux a culpa não foi exatamente minha. Eu até era simpática à idéia…

E ter um Windows original não muda a vida de niguém, só te dá um puta cagasso de formatar o computador pra fazer uma instalação do seu jeito e cagar com tudo. Monica Geller não acharia mais desconfortável.

Shutdown Day

Depois do fracasso óbvio do World Jump Day, onde infelizmente ninguém conseguiu fazer a Terra sair de órbita por dias mais longos e fresquinhos, a nova é o Shutdown Day, um dia para pessoas ficarem sem usar o computador.

It is obvious that people would find life extremely difficult without computers, maybe even impossible. If they disappeared for just one day, would we be able to cope?

Be a part of one of the biggest global experiments ever to take place on the internet. The idea behind the experiment is to find out how many people can go without a computer for one whole day, and what will happen if we all participate!

Shutdown your computer on this day and find out! Can you survive for 24 hours without your computer?

Claro que a idéia não é sair usando o notebook no lugar da raquete como neste vídeo de divulgação, mas fazer as pessoas sairem pra tomar um ar ou ler um livro. Um livro, não um e-book. Como eu comentei lá no site, a campanha também deveria incluir um dia inteiro sem MP3 player, palm ou Nintendinho.

Pra mim não vai ser difícil participar. Sábado é dia de acordar tarde, me enfiar na entediante aula de inglês a tarde inteira e a noite fazer um tour pelas casas das avós. É só não ler e-mail nos extremos do dia que fica tudo certo.

Same old song

Velhos vícios são perigosos. Não existe ex-alcoólatra nem ex-drogado. Dizem que nem ex-prostituta nem ex-viado mas aí eu já não sei. Se você se afasta de um vício, deve ser pra sempre. Não existe o “só um pouquinho”. E dizem que a recaída é sempre pior.

Oi, eu sou a Kika e sou viciada em orkut.

Rá, eu sabia que não ia aguentar muito tempo. Essa coisa de “só estou na MAN e na SNP pra ver o que está acontecendo” nunca enganou nem a mim. Bom, pelo menos eu acreditava que isso tinha o propósito de stalkear a vida dos desafetos que por lá ficaram, mas não, é a velha mania de querer ser a nerd queen local de volta.

Ninguém avisou pra essas crianças que não podem alimentar o troll.

Ok, é bem sem noção circular por lá com o avatar da Mulher Gavião esperando que as pessoas que eu já conheço ali dentro não prestem atenção suficiente em mim pra ligar lé com cré. Onde $lé=(morar numa cidade do interior) e $cré=(meu sarcasmo, que é praticamente meu terceiro pet).

Uma hora ou outra vão descobrir a Shayera por trás da Mulher Gavião e aí vai ser uma merda federal.

Mas eu tô me divertindo. Analisando profiles, reprovando todos eles, recebendo cantadinha por scrap dos desesperados mais sem noção. God bless my GTalk, porque o MSN virou putaria. Por quase não apareço vocês já podem considerar só abro pra testar a web cam.

E, veja bem, web cam essa pra fazer o Frank e o resto dos nerds conversarem aqui em casa. Mas isso é tipo outro post.

Faxina

Como os meninos vão vir aqui domingo, fui fazer faxina no quarto.

O modem velho, aqueeeeele on the rocks, vai pro limbo, que é basicamente uma caixa onde eu guardo coisas de informática que eu não quero jogar fora.

Há alguns anos eu não tirava nada da caixa, só colocava.

Por exemplo, eu tenho um cooler. Não sei se funciona, mas até hoje a tarde se eu precisasse de um cooler, questão de vida ou morte, eu morreria.

Eu também tenho microfones. Um que eu usei muito pra karaokê no computador, mas isso saiu de moda. Um que eu não sei se funciona, então vai pro lixo. E um headset que eu amo mas que deu defeito de um lado do fone de ouvido, então vai pro lixo, mesmo o microfone estando ok.

E kilômetros de cabos de telefone. Da época da internet discada mesmo, o que nem faz tanto tempo assim. Cada novo modem vinha com um cabinho. Quando eu comprei meu próprio computador, a tomada do telefone ficava no outro quarto, então eu tinha um varal que atravessava o corredor, deixando minha mãe muito contente. E, claro, eu tinha um cabo de backup, caso algum idiota tropeçasse nele. Sinceramente foi um milagre que eu nunca tenha tropeçado.

Agora dá pra dar a volta ao mundo com tanto cabo. Falar direto com o Frank na extensão, sabe?

Também tem um telefone cor-de-rosa pavoroso que eu praticamente nunca usei. Não sou uma pessoa de telefone.

E finalmente cabos. Muitos cabos. USB, do vídeo, do DVD. Cabos que eu nem sei pra que servem. Um horror, um horror…

Que capacidade pra juntar porcaria…

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