Posts na categoria ‘mundo cagado’

Horror a pobre

E o bazar das coisas do Abadía hein?

3 posts na mesma manhã? alguém tá adiando alguma coisa mais importante que deve ser feita, não?

Acho muita pobreza. Não interessa quanto as pessoas pagaram pelos itens lá dentro, não interessa a classe social dessas pessoas, é pobreza e pronto. Do tipo “você tira a pessoa da pobreza, mas não tira a pobreza da pessoa”. Tanto que rolou tumulto.

Eu entendo que essas peças tenham que ir pra algum lugar, acho legal vender tudo (pra onde vai o dinheiro?) e talz. Tem muita coisa cara lá dentro, mas minha amiga… quer pagar 300 conto por uma bolsa que vale 1200? Vai na 25 e compra uma genérica nova, que dá o mesmo efeito…

Fora as pessoas comprando roupas. Na tevê ontem uma mulher dizia que queria comprar toalhas de banho. Nojo. Nunca ouviu falar do Brás né? As roupas deveriam ter sido doadas pra caridade, isso sim. Não dá pra acreditar em gente classe média comprando cueca usada. CUECA!

É muita falta de higiene dentro do coração.

Pelo menos as obras de arte foram pro museu.

Fora que oi?, o cara é um herói agora? Que poha de sociedade distorcida é essa que transforma um traficante responsável pela morte de trocentas pessoas num super star?

Essa gente não merece ter uma vida melhor. Não mesmo.

Se Caco Antibes ainda estivesse no ar, qualquer domingo desses ia rolar altas piadinhas com esse show de horrores.

Falou a pessoa que tem nojo de sebos, brechós e se souber que alguém já experimentou uma peça de roupa prefere não comprar aquilo porque né? Eca!

What a feeling e as mãos macias de Inri Cristo

Eu não vi Flashdance, mas todo mundo conhece o tema do filme.

Aí você vê esse vídeo das discípulas de Inri Cristo e quando chega no refrão você pensa WTF?! Sim pessoas, fizeram uma versão de What a Feeling homenageando o Inri Cristo!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=qCQB98LwE_Y&hl=en]

Achei luxo os chapeuzinhos, uma coisa meio aeromoça nos anos 50.

Muito bom. Inri Cristo, emissário do poai, é muso. E tem site oficial, que será devidamente visitado mais tarde com tempo. Olhando de relance vi que tem até piadas no site! Veja você, Inri Cristo, um fanfarrão.

Ah, como eu adoro o Brasil…

Vi aqui.

Futilidade

Eu tava dando uma olhada em outras listas de 101 coisas, pra ver como andam alguns projetos que eu acompanho, e encontrei alguns comentários curiosos.

Tem gente que acha a coisa da lista fútil, porque a maioria das coisas que a gente quer cumprir envolve dinheiro pra comprar coisas ou conhecer lugares.

Bom, primeiro que eu não vejo absolutamente nada de errado em consumir o dinheiro que você ganhou trabalhando.

Segundo que a lista é uma coisa pública. Por mais diarinho que seja um blog, a gente precisa tomar cuidado pra não se expor demais, por isso é absolutamente natural que a gente prefira listar uma coisa do tipo “comprar um jogo de maquiagem” do que publicar um “sentar com meu irmão mais novo pra gente resolver nossas diferenças e nunca mais soltarmos comentários sarcásticos na mesa de jantar” (exemplos absolutamente aleatórios vindos de uma pessoa que não usa maquiagem nem tem irmãos).

Fora que eu encaro a lista como uma maneira de aprender a terminar tudo o que começa e completar metas. Deixando isso público na medida do possível é mais fácil de atingir os objetivos, especialmente se você visita listas alheias e vê como outras pessoas estão avançando.

E terceiro que, tudo bem, a partir do momento em que você abre os comentários do seu blog os jilós vão aparecer, e vão fazer comentários imbecis. Neste blog mesmo, o número de comentários irritantes de gente que ganharia mais ficando de boca fechada porque não tem nada de útil a dizer só perde pro número de spams (nota mental: instalar um bom filtro de spam aqui). Eu geralmente apago os comentários de jilós, se alguém disser que a minha lista é fútil vai ser tratado exatamente como alguém que promete aumentar meu pênis.

Só que, pra mim, uma pessoa que não te conhece e deixa um comentário no teu blog te criticando é mais fútil do que alguém que estabelece 101 metas consumistas na vida. Não canso de dizer que se você não gosta do que lê num blog, é bem melhor pra você fechá-lo do que deixar um comentário. Não é uma questão de não poder expressar o que você acha, ou de só deixar comentários do tipo “muito bom, concordo totalmente” (que também são ridículos e dispensáveis). É mais uma questão poupar o blogueiro da sua opinião estúpida, e de se poupar da frustração de ver seu comentário sendo completamente ignorado - ou pior ainda, o risco de topar com um blogueiro sarcástico que vai acabar com você em praça pública e ainda te mandar beijosmeliga no final.

Então sei lá, antes de criticar a lista de 101 coisas completamente pessoais de uma pessoa, defina futilidade. Cuidar da vida alheia não é a coisa mais digna do mundo.

Reporter Vesgo atrás da Britney Spears

É trash, eu sei. Eu atrasadíssima pra sair pra aula e pendurada no YouTube vendo o Vesgo correr atrás da Britney de peruca pink enquanto o segurança dela grita “make a hole, move, move”.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=xyTho4At1_A]

No finalzinho do vídeo ela fala “you are screaming in my ear, will you shut the fuck up!” pra ele. Se Vesgo eu fosse, um hematoma na cara dela eu faria.

Tipos que eu nunca gostei da Britney, mas tô adorando acompanhar essa coisa popstar-decadente-sem-dignidade dela…

Bomba, bomba

Entupida de trabalho até o gargalo, larguei tudo o que eu tava fazendo e fui pra primeira aula do curso de Padaria Artesanal. Ok, vamos deixar pra trabalhar durante todo o sábado e vamos aprender a fazer pão. Afinal é o que se espera de um curso de padaria, curso que eu escolhi justamente porque não levo muito jeito com nada que precise tomar uma sova, he.

Na primeira aula você imagina que o ritmo será mais paradinho, afinal as pessoas ainda estão se adaptando e bla bla. Mas não precisava ser tão parado assim né? As receitas da aula foram bomba de chocolate (uma receita fácil, porque tem receita de bomba que faz jus ao nome) e sequilhos de fubá.

Oi, deixa ver se eu entendi direito: eu larguei o trabalho pra ir até lá aprender a fazer sequilhos? Não é por nada não, mas eu sou a pessoa que ontem fez cookies maravilhosos, vai me tirar de casa pra fazer sequilhos?

 

E pensa que ficou bonitinho como os sequilhos da vó do Daniel? Pfff…

 
E além de tudo é um sequilho bem do ruinzinho, diga-se de  passagem.

Aí larguei mão né? Já que atrasei tudo, vou atrasar mais um pouco, só responder os e-mails e largar tudo pra amanhã, sábado =|

* * *

O curso não teria perdido tanto a graça pra mim se não fosse pela questão da higiene. Claro, todo mundo chega, coloca touca e avental, lava as mãos e passa álcool… mas o que adianta? Quando volta pra cozinha é um tal de colocar a mão na roupa, abrir a bolsa pra pegar caneta… a higiene foi pro saco, aí a professora manda todo mundo colocar a mão na massa… ai que nojo, putaquepariu.

Outro dia eu li não-sei-onde que nunca existiram tantas pessoas com alergias e crises respiratórias e coisas do tipo porque o mundo está ficando muito limpo. Não sei onde! Todo mundo chegou ali de busão, por mais que você lave as mãos, a roupa ainda tá suja. Aí com a mesma mão que você fuçou a bolsa suja você vai sovar a massa do sequilho? Ah faz favor, mete uma luva nessa mão minha senhora.

É feito povo que trabalha em açougue com roupa branca, bota e chapeuzinho. Você passa na frente do açougue e tá o camarada lá, conversando com um fulaninho na porta, pisando com a bota no chão da rua. Ou enfermeiros que pegam o ônibus de jaleco.

Eu sou paranóica demais com essas coisas. Não como sem antes lavar as mãos, não sento no sofá com roupa de ônibus, não coloco bolsa suja em cima da cama, não entro com sapato dentro de casa… imagina se eu não ia morrer de nojo de fazer um curso onde todo mundo encosta na comida…

O que os olhos não vêem o coração não sente… por isso eu evito de esticar o pescoço pra dentro dos fast foods enquanto o pedido não sai =P

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