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Photoshop na feira

Então que saiu aquela revista com aquela biscate/dançarina/famosa/fruta na capa.

Vocês sabem de quem eu tô falando, e eu não quero ninguém interessado naquela aberração caindo aqui no blog por acidente.

Enfim.

Eu quero, mesmo, saber quem foi que photoshopou as fotos. Porque esse cara é ídolo! Transformou isso aqui nisso aqui. Ainda não tá bom, concordo que Photoshop faz milagre só até certo ponto, mas pelo menos ela saiu com cara de gente na revista. E, principalmente, sumiram os pneus!

Quem olha assim até acha que ela tem higiene e talz.

Gezuis, eu quero aprender Photoshop desse jeito.

 
Mais chochação na comunidade do Te Dou um Dado?.

Bandidinho

Desespero: todos os meus sites ficaram fora do ar por uns 5 ou 10 minutos. Tipo *t*o*d*o*s* eles. Já tava me preparando pra jogar uma pedra no suporte técnico da hospedagem, mas de repente tudo voltou ao normal.

Eu sou uma pessoa mergulhada no tédio.

Acho que é do cerumano nunca estar satisfeito. Quando você trabalha fora, acha que a idéia de trabalhar em casa de pijama é o paraíso. Só que depois de uns 2 anos trabalhando assim, você começa a se questionar se a falta de contato social não está contribuindo pra te transformar numa pedra.

Sabe a imagem da velha louca que vive rodeada de gatos? Eu olho pro futuro e tenho essa imagem de mim mesma, só que rodeada de passarinhos (porque eu não sou uma cat person).

Enfim, você pensa “foda-se, vou me dar uma tarde no cinema”. Existe a preguiça de sair de casa, existe a preguiça de fazer contato social com as pessoas (pra isso existe o auto-atendimento na bilheteria, ok), mas a gente supera essas coisas e o único dilema passa a ser que filme assistir, já que eu preciso fazer valer meus R$ 10 e qualquer coisa que esteja em cartaz agora vai estar passando na Argentina daqui no máximo alguns meses com qualidade de DVD e num monitor wide.

Aí você escuta um barulho na rua. Acha que é uma bombinha, porque criança é um bicho desocupado que adora bombinha, e continua a sua vida. Até que a sua mãe te chama pra ver um cara que acabou de tomar um tiro na esquina da tua casa.

Agora pipocam várias histórias, mas até agora todo mundo tem dito que foram dois moleques. Adolescentes mesmo. Do mesmo tipo que poderia estar assassinando o português no orkut. Incompetente. Deram três tiros no cara, e o cara foi vivo e conversando pro hospital.

Até no mundo do crime tem essas crianças que não prestam pra absolutamente nada né? Aliás, prestam… prestam pra acabar com a sua tarde no cinema, porque eu não vou deixar a minha mãe sozinha. Claro que as chances de acontecer outra vingancinha mal executada na esquina ainda hoje são nulas, mas ela está histérica em ter que trabalhar numa rua dessas, sabendo que os assassininhos-wannabe passam aqui na frente toda hora (pra assaltar a padaria da esquina, geralmente). Uma coisa que só quem mora nesta porra de bairro sabe.

O mais engraçado é que a cena toda aconteceu na frente de um condomínio de luxo que estão construindo. Coisa pheena (se bem que, se eu tivesse 200 pilas, jamais compraria uma casa num projeto idiota daqueles). Só que o povo de fora que vem dar uma olhada nos apartamentos nem imagina o que acontece da rua seguinte pra cima. De repente, eu tô morando em outro bairro e ninguém me contou (se bem que eu tenho mentido sobre o bairro onde eu moro desde… sempre?). Um bairro com muito comércio, muita indústria. Arram. Okey. Publicidade é coisa do demo, de qualquer maneira.

E a incompetência é outra coisa do demo, pq se os moleques que deram três tiros no outro tivessem acertado pelo menos um direito, o bairro inteiro se cagaria de medo, o comércio fecharia e eu poderia ir pro cinema sossegada sabendo que a minha mãe estaria segura dentro de casa. E ainda teria um bandidinho a menos na rua, porque oi, com aquela cara e tomando um tiro numa manhã de segunda-feira o cara é o que, santo?

Ok, modo distorcido de pensar é uma das minhas especialidades. Eu também pensei na possibilidade do ponto de ônibus estar cheio de gente e os moleques incompetentes matarem a pessoa errada, mas acho que isso é o cúmulo do óbvio, algo que todo mundo pensa nessas horas.

Vocabulário

A pessoa que chega dizendo “diferenciado” já perde totalmente o respeito comigo.

Não importa se é cliente querendo “um site diferenciado”, se é uma etiqueta de roupa que diz que você acabou de adquirir um “produto diferenciado”, pra mim é tudo a mesma bosta. Porque se você reparar, tudo o que diferenciado não poderia ser mais cliché, mais medíocre, mais comum.

Gente que fala diferenciado pra mim fica na mesma casta de quem diz logomarca. Não vamos entrar no mérito profissional da coisa, pelo amor dos meus filhinhos não enche o meu saco com isso, mas eu já vi várias vezes essas duas palavras bizarras juntas no mesmo briefing. Ou na mesma conversa. O tipo de conversa que me dá arrepios, no mau sentido.

E certeza que o cidadão que vai configurar um servidor e coloca como endereço de FTP um www.site.com.br é do tipo que adora dizer diferenciado e logomarca. Aposto isso com vocês.

Concurseira

Tá, eu mesma admito que vida de freelancer não é fácil. Aliás, é toda cagada, tanto que vira tirinhas com piadinhas em vários sites (uns bons, uns ridículos). Enfim, minha família acha que essa coisa de design é muito hobby, que legal mesmo é você ter uma profissão que as amigas da tua vó saibam o que significa. Se a profissão for funcionária pública, aí então melhor.

E o jornal daqui vive publicando concursos públicos. Outro dia era um do INSS com mais de mil vagas. Você abria o edital e era tudo pra trabalhar no Acre, ou em Brasília. “Mas presta, só pra ver como funciona”, porque né, R$ 65 de inscrição é praticamente o troco da padaria. Fora que concurso público funciona exatamente igual vestibular: eu tô senil, mas eu ainda lembro como é um vestibular.

Essa semana saiu nesse jornal uma lista de sites com vagas para concurso público. Eu não vi o jornal, mas a lista de sites foi passando por cada membro da família até chegar na minha mesa. Entrei em todos os sites e, sem brincadeira, não tem uma vaga que preste. Tem concurso que é pra todos os estados, menos São Paulo. O mais perto é pra prefeitura de Araraquara. Eu nem sei onde fica Araraquara, só sei que fica longe pra caralho (e antes que algum nativo se ofenda, fica longe de mim).

A vaga mais simpática era pra trabalhar na capital, mas exigia conhecimentos profundos em matemática (defina profundos). Eu não vou sair de casa pra passar vergonha nesse sentido, entende?

Além do mais, eu já prestei concurso público uma vez, e a única coisa que eu vi foi uma vizinha que ficou em trocentésimo lugar e que agora trabalha lá no lugar onde as vagas foram oferecidas. Né, super confiança na porra do concurso público.

Quem te viu

Sabe uma coisa que eu admiro no ser humano? A dislexia.

A pessoa tem a informação bem ali no nariz dela, mas não processa aquilo. É mais ou menos a evolução das pessoas que não lêem o manual. Nem o FAQ. Nem porra nenhuma.

Tipo, Vi seu currículo e queria agendar uma entrevista, a vaga é pra quem reside em Piraporinha da Boa Esperança, sendo que o seu currículo começa informando (1) a cidade onde você mora e (2) que você só trabalha como freelancer à distância.

Sei lá, de repente é um teste pra ver se você tem paciência, do tipo, se você der uma resposta sarcástica não se adequa ao perfil da empresa e talz. Ops, mals aí, agora já foi.

Mas também né? Se tem uma coisa que eu aprendi nessa vidinha besta é que, se existe uma empresa de desenvolvimento web, existe um site que é divulgado em qualquer oportunidade. Chegou querendo contratar na moitinha? Merci, pas pour moi.

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