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Olha a Fnac fazendo escola.
Semana passada comprei os livros do italiano no site da SBS (Special Book Services), que foi recomendado pela professoressa (não sei se ELA costuma comprar no site, ela só disse que era o único site que tinha o livro em estoque pelo preço de tabela). Aqui em Jundiaí algumas livrarias não tinham o produto em estoque, iria demorar pra chegar, e mesmo pagando um frete absurdo eu preferi comprar pela SBS pra não ter que esperar muito tempo pelo material.
Aí hoje me mandam um e-mail dizendo que eles não têm o livro em estoque e não sabem quando vão recebê-lo. A mesma coisa da Fnac, uma loja que anuncia um produto que não pode vender.
Quer dizer, não tem em estoque, mas o site permite a compra?
Eu ia fazer a mesma pergunta que eu fiz pro atendimento da Fnac: “seu estoque é controlado por macacos?”. Mas eu pensei bem. O que é a SBS? Sinceramente, você já ouviu falar dessa loja/editora/livraria antes? Eu nunca tinha ouvido, então não é como se eles tivessem uma imagem pra manter né? De repente o pessoal do atendimento resolve que é melhor enfiar meus 180 reais no cu só pela diversão, e eu não tô podendo me dar ao luxo de perder esse dinheiro, nem quero ter que apelar pro Procon pra receber.
Agora lá vamos nós esperar a SBS devolver meu dinheiro. E bora bater perna no centro da cidade pra caçar o cazzo do livro.
Meu deos, o mundo é dos incompetentes!
Meu pai arrumou um desses receptores USB de televisão e como não funcionou eu fui ler o verso da caixa:
Adoro essas traduções toscas. Como chegaram de “versão superior” em “maior temperatura ambiente” é um mistério pra mim.
Eu geralmente evito assuntos polêmicos no blog porque não tenho muito saco pros comentários depois (e já aviso desde já que isso aqui não é uma democracia e que se eu não gostar de algum comentário ele não será publicado, simples assim). Mas essa falação toda sobre o dublador que se recusou a dublar o Sean Penn em Milk tá me incomodando um pouco pela falta de coerência.
Então ele recusou um trabalho porque não se sentia confortável. E daí? Como se a gente vivesse num mundo em que fosse fácil recusar dinheiro pra começo de conversa. Deixa o cara. É a vida dele, ninguém tem nada com isso. Não é como se ele fosse chegar no estúdio e simplesmente ler um pedaço de papel – ele precisa colocar emoção nisso, e que raio de trabalho vai sair se ele não acredita nas emoções que precisa passar? Ele sabe muito bem que pode perder outros trabalhos por causa disso, então acho que isso já é castigo suficiente, sem precisar de um bando de gente histérica fazendo escândalo sobre isso.
Não sou contra as pessoas acharem o que ele fez errado, veja bem. Cada um acha o que quiser. Mas nego que aponta o dedo e critica tá sendo ainda mais preconceituoso, ainda mais intolerante, porque não é capaz de respeitar a opção religiosa do cara e como isso afeta a vida dele. Muita gente no meu twitter perdeu completamente a moral comigo por causa dessa história, mas nem por isso eu enchi o saco de ninguém (mas engraçado que metade dessas pessoas são do mesmo tipo que reclama que odeia filme dublado, então veja só como no final das contas isso afeta muito pouco a vida delas).
Pra quem ainda não ligou o nome à pessoa, ele dubla o Michael Kyle de Eu, a patroa e as crianças. Meu deeeeeeeeeeeos tava me matando ouvir a voz do cara e pensar “tá, mas não é nada disso, de onde eu conheço essa voz???”. Dubladores me causam muita aflição com isso. Mas nem por isso eu jogo pedra neles, ficadica.
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Ok, discursinho sobre “cada um deve cuidar do próprio rabo” vindo de alguém que mantém um blog pra chochar design alheio é hipócrita. Eu sei.
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Eu já trabalhei em dois lugares onde a religião era muito forte, e totalmente contrária ao que eu acredito (ou pelo menos que acreditava na época). Me incomodava, mas não afetava meu trabalho e não foi por isso que eu saí de nenhum dos dois empregos (uma empresa fechou, e a outra era uma bosta sem futuro). Experiência própria, é mais desconfortável trabalhar com alguém da sua família que você não gosta do que com alguém que faz macumba.
Por outro lado nesses lugares eu nunca precisei fazer um trabalho a favor de alguma crença que eu fosse totalmente contra, senão provavelmente teria me recusado, com jeitinho. Agora, como freelancer eu recuso sim trabalhos quando não concordo com eles (e não é fácil porque né, dinheiro minha gente – felizmente também não é comum). Mas também já fiz muita coisa de má vontade porque eu pensava “isso é uma merda tão grande, que merda, mas vamos lá que eu preciso do dinheiro”. E porra, é horrível você olhar pra um trabalho seu e pensar isso, mesmo quando ele não é assinado. É um sentimento quase tão ruim quanto olhar pro seu saldo no banco e ver que ele tem dois a menos do que o normal. Quase.
Eu faria um site pornô? Faria, porque gente que consome pornô não me incomoda diretamente. Faria um site sobre cigarros? Nem morta, porque cigarro é uma das coisas que eu mais odeio no mundo. Mas e aí, fumantes do mundo e seus simpatizantes vão se unir pra apontar o dedo pra mim e dizer que eu sou preconceituosa?
Bom, se apontarem também eu mando pro inferno, porque nenhum deles tem nada com a minha vida. Fácil assim.
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update: Sério que o PRIMEIRO comentário me acusa de comparar a causa gay com a indústria do cigarro? Mesmo? Olha, se der eu gostaria que as pessoas lessem o post direito antes de sair por aí comentando uma merda desse tamanho. Só se ser.
Minha primeira (e provavelmente última) compra na Fnac online foi, previsivelmente, uma merda.
No começo do mês eu procurei O Aprendiz de Morte no Google e caí na Fnac. O livro já está esgotado em todos os lugares e, segundo dizem, não vai mais ser editado pela Conrad (mas a Conrad foi vendida então ainda há esperança blá blá), mas a Fnac tinha o livro a venda.
Eu sabia que isso daria merda, mas fui lá e comprei. Mas o meu conceito de merda seria receber o último exemplar de todas as lojas, que foi encontrado amassado e sujo num cantinho escuro atrás de alguma prateleira do estoque. Claro que me passou pela cabeça que eles poderiam colocar a venda no site um produto que não existe, mas eu queria tanto esse livro, o último que falta pra completar a minha coleção do Discworld…
Enfim, hoje me mandaram um e-mail dizendo que o produto não entrará em estoque e o valor vai ser devolvido. Espero que devolvam em dinheiro, porque eu não quero cupom pra fazer outra compra na loja online – e na loja física as coisas são sempre bem mais caras que no Submarino, e os livros ficam abertos, onde todo mundo pode pegar na mão (sim, eu já deixei de comprar livros ótimos por preços absurdamente vantajosos na Fnac da Paulista por causa disso).
Quer dizer, assim fica óbvio que comprar o livro usado não é uma opção pra mim, certo? Guardem essa sugestão pra outra pessoa.
Confesso que eu respondi perguntando se a organização do estoque era feita por um macaco mal treinado. Eu sei que ser grossa nessas horas não ajuda a resolver o problema. Mas e daí? Fui eu quem fez a cagada de deixar disponível pra venda um livro que não se encontra em lugar nenhum? Não.
Agora a próxima novela vai ser receber os 35 dinheiros na conta. Coragem!
update: Olha só, hoje é dia 27 e a Fnac realmente devolveu o meu dinheiro. Claro, não faz nada mais do que a obrigação, mas a obrigação seria vender um produto não-imaginário em primeiro lugar hein?
Eu tento não ser uma xiita repetitiva, mas nego dá motivo hein?
Depois do mega post reclamando das caixinhas slim em relação às caixinhas amaray (olha, aprendi o nome certo delas), vem o James e me manda um link que acabou de despedaçar meu coração: DVDs originais sendo vendidos em embalagem de papelão!
James honey, notícias assim precisam de preparação psicológica.
É a Fox provando que você sempre pode cavar com a unha quando chegar no fundo do poço.

Foto tirada do Blog do Jotacê.
E eu, toda ingênua, me preocupando porque a minha DVDteca ficaria desatualizada com a popularização do blu-ray. Pelo jeito minha DVDteca tende a morrer é AGORA, porque se é pra colecionar filme ou seriado que vem num envelope de papelão eu começo a fazer minhas próprias capas pro material que eu baixo da Internet.
Até as caixinhas slim eu tava conformada, porque era uma questõs de juntar uma boa quantidade de DVDs e deixá-los separados das caixinhas amaray e pronto, uma prateleira de DVDs que até ocuparia menos espaço e bla bla. Mas qual é o próximo passo depois do papelão? Pelo menos é papelão reciclado pra ser ecologicamente correto? Filmes sem extras nenhum com apenas um som em mini-DVDs dentro de mini-envelopes de papelão?
Concordo com quem disse nos comentários do link que esse foi provavelmente o maior tiro no pé que a Fox poderia ter dado. O consumidor por impulso, que não se importa com a embalagem, vai preferir pagar a metade do preço (ou até menos, aqui em Jundiaí a maior parte dos camelôs vende 4 filmes por R$ 10,00) por um DVD piratão comprado na feira e que depois vai ficar encostado ou rodar entre os amigos. O colecionador fresco (_o/ oi!) vai querer uma embalagem melhor. Quem é o público alvo dessa nova embalagem? Vendendo cada filme a R$ 9,50 depois dele já ter sido lançado há meses no camelô da feira, não vem me falar que o público é o povão.
Mais alguém imagina esse selinho maldito do preço rasgando a embalagem pra sair? Ou deixando um rastro grudento de cola que nunca mais vai sair, pelo contrário, só vai atrair poeira? E a Americanas vai colar aquele selinho magnético de alarme que estupra qualquer DVD (eu nem comentei aqui, mas um dos meus DVDs de Star Wars tinha essa etiquetinha maldita colada NO PAPEL DA CAPA – claro que amassou, claro que eu emputeci).
Minha impressão é de que o povo tá aproveitando o clichê da crise pra fazer merda. Acho que é isso que os especialistas querem dizer quando mandam a gente ficar com medo da crise mundial.
update: Essa discussão me deu uma ótima inspiração: vou baixar de novo o The Colour of Magic (a adaptação do livro) em alta resolução, queimar um CD com a legenda já embutida, e fazer uma capinha bem bonita em papel fotográfico pra deixar na prateleira. Da minha parte eu garanto que a capa fica bem melhor do que a do Missão Especial de Natal, em que eles só precisavam traduzir o título, só isso, e conseguiram cagar.
update 2: Nem vai longe, a capa original e as imagens dos dois discos estão disponíveis pra download, só preciso comprar o papel de qualidade e a caixinha transparente. Só que lá fora foi lançado pela Fox. Aqui no Brasil – *se* for lançado, obviamente – virá como, embrulhado em papel de pão?
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