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Bêbada, bêbada

Eu tenho um amigo, que tem uma ex namorada.

Essa garota, que nunca despertou a simpatia do grupo, é uma psicótica que usa a mesma desculpa do Theozinho pros seus ataques de bipolaridade: remédio pra emagrecer. E cara, assim como Theozinho essa menina pode ser facilmente definida como demente viu. Vai por mim.

Enfim, depois que tomou um merecido pé na bunda (“ai gente, espera eu acabar a faculdade pra dar um pé na bunda dela vai, que eu tô cheio de problemas e essa louca vai ser mais um”) caiu na vagabundagem e sai por aí dando pra qualquer um.

Como eu sei disso tudo? Eu sei disso tudo porque a gente não perdeu o contato e continua recebendo relatórios periódicos da vida pessoal e sexual dela. Por SMS. Que ela manda pro ex namorado ao invés de mandar pra melhor amiga.

Não se sabe se é de propósito pra pagar uma de “olha como eu te superei” (e todo mundo sabe que quem supera mesmo faz isso sem precisar jogar na cara do ex hein) ou se é imbecilidade pura e simples. Eu prefiro acreditar na primeira hipótese, porque muito me apavora um mundo onde uma engenheira civil não consegue operar um celular.

Mas enfim, por motivos de responsabilidade jurídica eu não vou dar o nome dela aqui, nem vou fazer o Gagliasso e dar o celular pra vocês passarem trote a vontade. Por enquanto. Mas decidimos que já que ela quer dividir a vida com quem não deve, o negócio é facilitar e dividir a vida dela com todo mundo.

04/07/2009 – 02:59:56am
Ju, AMEI… vc merece, a festa foi fodaaaa!!! Vou dormir, acho q to bebada, bebada, hahaha, bjsss…

Olha só gente, não venham me pedir o celular dela em pvt só porque ela tá facinha e dá pra qualquer um, porque eu sou uma pessoa que tem higiene no coração e me recuso a facilitar pro lado da galinhagem.

PS: depois dessa eu vou pensar duas vezes antes de virar um keep cooler e entrar no MSN viu, se bem que eu não sou burra o suficiente pra ficar falando com o meu ex namorado.

PPS: se você é a engenheira civil bipolar que manda SMS pro teu ex ao invés da sua melhor amiga e está lendo isso aqui porque fuça a vida dele através da vida online dos amigos dele, parabéns pelas estrelas que você viu outro dia quando o cara que a tua amiga te apresentou te pegou, mas eu vou continuar postando as mensagens que você manda pra ele até o dia em que eu cansar e resolver twittar seu celular pra galera te fazer trocar de chip, beijos.

Publicidade maldita from hell

Ai gente, olha só, tô tentando twittar menos. Eu sou adepta da filosofia unfollow é seu amigo, mas tem dias que nem eu me aguento. Ninguém manda ficar com o twitter aberto o dia inteiro, escrevendo qualquer coisa que venha à cabeça, não é mesmo minha gente.

Então antes que eu perca gente querida de verdade por lá, vou ver se eu uso mais o blog. E criei um tumb… tum… essa porra aqui ó, que se não é o Firefox completar o endereço sozinho nunca que eu iria conseguir acessar esse troço.

Mas pra não dizer que eu só falo de esmalte ou faço mimimi de menininha aqui no blog…

Vi no Te Dou Um Dado?. Senti uma vibe Dollynho nessa merda. Eu realmente acho que existe um inferno separado só pros publicitários, porque nem o capeta merece essa raça maldita, mas a pessoa que cria uma coisa dessas nem pra lá não merece ir.

Pessoas pedantes no ambiente de trabalho

Hoje não vou falar de nerds pedantes sebosos que não se tocam (porque meio que não adianta falar deles, eles não se tocam e ainda são capazes de achar que você tá dando em cima deles. argh, que NOJO puta merda!).

Hoje eu tenho que trabalhar mas tô de saco cheio de gente folgada que quer encostar nos outros pra tentar chupinhar alguma coisa, então vou botar pra fora.

Final de semana o número de gente pedante que me procurou pra tentar conseguir meu MSN e me fazer de suporte técnico esteve dentro da média, mas o conteúdo se superou. Obviamente não vou colar trechos aqui, mas posso dizer que já teve gente que me mandou e-mail que começava com venho por meio desta.

Ri mesmo, ri pq não é com você.

Eu já estou velha e quando eu me formei não existia o maldito conceito de “inclusão digital”, mas mesmo assim eu nunca cheguei pra nenhum programador fazendo a fangirl “olha seu programador, você é ótimo, seu trabalho é maravilhoso, agora que eu já puxei seu saco me passa seu ICQ pra quando eu tiver uma dúvida eu poder te fazer de suporte técnico 24/7.” Aí eu desisti de ser programadora e fui ser designer. Mesma coisa. Na real, mesmo agora eu tenho pouquíssimo contato com colegas de profissão. Designer é um bicho egocêntrico do cacete, tenho pouquíssima paciência e ainda sim só com um grupo muito seleto de colegas (e eu sei que eu tô errada, mas foda-se).

Outro dia conversando com o RedJay eu cheguei à conclusão de que seria bom ter alguém mais experiente que eu orientando meu trabalho. Mas ó, nem vou encher a porra do saco de ninguém tá? Se eu conseguir um trabalho com alguém foda, que vai botar defeito no meu trabalho pra ele ficar melhor e ganhar mais dinheiro com o que eu faço. Isso é motivação, o resto é pelação de saco. Dispenso.

Tipo, eu aprendi WordPress sozinha. Encho a boca pra falar mesmo, sozinha. Não sou a deusa do WordPress, ainda tenho muito o que aprender, mas nunca puxei o saco de ninguém, nunca me pendurei no MSN alheio pra trocar umas idéias. Que raio de idéia você vai trocar com alguém que não sabe porra nenhuma?

Ainda tem uma porrada de coisas que eu quero e preciso aprender pra trabalhar. Eu vou atrás. Sozinha. Um curso com certificação está nos meus planos, mas enquanto não rola eu me viro. Eu tô online, peloamordesãogoogle! Nunca cheguei pra nenhum especialista nas coisas que eu quero aprender mendigando atenção. Se a pessoa tem um blog sobre o assunto, eu vou lá e leio a porcaria do blog, inteirinho, até o final.

A maioria dos e-mails que eu recebo é de gente que obviamente não teve a pachorra de fazer isso.

Nem me dou ao trabalho de responder. Tá, às vezes, quando eu posso ser sarcástica eu até respondo. Tô nessa vida pra fazer o dever de casa dos outros não. Quer dizer, posso até fazer, contanto que pague bem.

Léo do Paulista lidera o troféu Nei Paraíba

Léo, meia-atacante do Paulista Futebol Clube e cidadão que ilustra este post, lidera a votação do Troféu Nei Paraíba do GloboEsporte.com, que vai eleger o jogador mais gato do Paulistão 2009.

Eu, que hoje ganhei o dia porque levei de brinde a camiseta vagabunda do kit centenário ao fazer uma compra na Passarela, voto no apresentador loirinho do Globo Esporte que tem um ataque de riso porque o Léo foi fazer escova. Isso porque ele nem é jundiaiense, não percebe as nuances do vídeo. Tipo o fato do cabeleireiro ser, obviamente, o Paulo Freitas.

Ok, eu sou a primeira a admitir que Paulo Freitas faz m-i-l-a-g-r-e-s. E é genético, pq o irmão dele (e concorrente da periferia, adoro essas famílias super ajustadas, parece a minha) tem a mesma mão santa. Só ele pra deixar a minha bendita franja no lugar. Enfim.

Mas beleza, eu fui em sei lá, metade dos jogos do Paulista, e nunca reparei na existência do Léo. Fico em dúvida se devo marcar um retorno com o oftalmo ou se acho isso normal, pelo fato dele ser o tipo de cara que aparece na tevê com a bunda sentada na cadeira do Paulo Freitas fazendo escova (ou seja, o meu tipo de cara NOT).

Obrigada Meu Paulista. Se não fosse pelo seu feed eu teria perdido esse momento de lazer.

PS: Obviamente no GloboEsporte.com só trabalha cueca, já que ninguém teve a pachorra de colocar fotinhas dos jogadores ao lado da enquete. Tipo, assumindo que os marmanjos que frentam o site (1) conhecem todos os jogadores de todos os times pelo nome e (2) param pra reparar nos mais bonitcheenhos. Bem coerente.

PPS: Joguei no Google pra ver quem era o tal do Nei Paraíba e encontrei isso aqui. Confere? Deos, adoro uma ironia bem aplicada, quem deu nome pra esse troféu é gênio! E o pior é que o cara me lembra muito alguém que eu conheço.

PPPS: Futebol é tão divertido, cara!

Pobreza

Ontem eu disse no twitter que pobreza não tem nada a ver com quanto dinheiro uma pessoa tem. Filosofia barata porém verdadeira, que brotou depois que eu parei pra pensar nas diferenças entre meus dois clientes da semana. Obviamente não vou entrar em detalhes sobre eles aqui porque né, este blog não é pra isso e um dos trabalhos eu estou pensando seriamente em não assinar.

Enfim.

Aí hoje eu vi, de novo, como a pobreza de espírito é uma coisa horrorosa.

No mesmo ônibus que eu vou pro italiano vai uma outra aluna da minha turma. Hoje a gente se cumprimentou quando desceu no ponto e fomos trocando aquele papinho neutro até chegar na aula. Por causa do problema com o livro eu fui ver onde as outras pessoas estavam comprando e perguntei pra ela se ela já tinha encontrado o livro em algum lugar. Ela disse que não pretende comprar e que vai enrolar por um tempo porque está procurando emprego e não sabe se vai continuar no curso.

Tá.

Assim né. Se ela pretende sair do curso tão cedo, devia ter deixado a vaga pra outra pessoa que pudesse frequentar as aulas da manhã. Eu me comprometi com esse horário, pra mim tá sendo péssimo, mas a vida de freela precisa me dar alguma vantagem, certo? Se eu conseguir transferência pra noite no meio do ano, ótimo. Senão eu me viro, trabalho de madrugada, marco compromisso com os clientes à tarde. Não é como se eu pretendesse sair do curso tão cedo, não tô procurando emprego (deveria, mas não estou). É uma oportunidade de ouro que eu não vou desperdiçar tão fácil.

Mas até aí, isso é o que *eu* acho né? Eu acho errado tirar a vaga de outro aluno que pode aproveitar melhor o curso, mesmo por lazer, mas desde quando eu fiz o francês eu percebi que nem todo mundo pensa assim.

Nisso a cidadã me solta a pérola: “Mas é um absurdo a prefeitura obrigar a gente a comprar os livros! Imagina, onde já se viu, *eles* é que deveriam fornecer o material”.

Tá vendo a pobreza?

Que prefeitura neste país dá curso de idiomas com 2 anos de duração e de boa qualidade de graça? Sério, deve até existir, as eu nunca ouvi falar. O mesmo curso nas escolas particulares da cidade custa entre R$ 120 e R$ 150 por mês, e mais o material didático.

Os R$ 180 que a gente gasta do livro agora (e que a maioria das livrarias divide no cartão) vão servir dos dois anos de curso. Na Wizard eu gastava isso com o material por semestre, e eu não acho que nem o francês nem o italiano da prefeitura fiquem devendo nada aos cursos da Wizard. Meu livro de francês eu uso até hoje.

Eu fiquei apertada este mês por comprar os livros? Fiquei, mas eu sabia muito bem que teria esse gasto quando fiz a minha inscrição. E eu me apertei porque apareceram outras coisas, bem menos agradáveis que um curso de idiomas, gastar R$ 180 em livros pra mim é um prazer.

Que ela pense assim, vá lá, direito dela. Economizar R$ 180 sempre é interessante. Mas não desdenha né? Pra ela, o espanhol foi uma porcaria, e o curso de Photoshop não presta. Aí eu fico pensando se os cursos são ruins ou ela é uma ciucca que não consegue aprender porra nenhuma e coloca a culpa nos outros.

Me lembrou uma das aposentadas insuportáveis do francês, que vinha de Louveira pra fazer o curso aqui, não pagava ônibus e ainda achava defeito em tudo. Inclusive na professeur, que é tipo um amor de pessoa e uma excelente professora. Reclamou tanto que agora faz aula particular (e paga) com a mesma professora que não prestava até pouco tempo atrás. E o francês continua não entrando na cabeça dela do mesmo jeito. Então né.

Reclamar das coisas é um direito que todo mundo tem, mas tem gente que reclama de bucho cheio. Mas pra mim foi bom conversar com ela, vou ver se eu paro de falar que eu detesto espanhol com cara de nojo. No máximo um “não é um idioma que me interesse no momento”.

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