Preciso admitir: o garoto que roubou meu layout me quebrou. Fucei o orkut dele antes de entrar em contato, e já estava preparada pra receber um palavrão como resposta e arrumar uma briga. Mas eu tava disposta, mexeu com filho meu mexeu comigo.
Só que o cara tirou o layout do ar e boa. Não sei no que é mais difícil de acreditar: na noção humana ou nos meus poderes de argumentação =D
Não é pq ele tirou o site do ar que o que ele fez da primeira vez é menos feio de qquer maneira. Opinião original mantida. E eu tenho que admitir que o email que o cara recebeu é uma obra prima do sarcasmo. Nem House seria tão sutil.
E se o caloteiro e o plagiador são as figuras mais odiosas pra quem trabalha com web, o que dizer dos blogueiros? Porque vamos combinar, o inferno são os outros, e mesmo que uma caixa de comentários raramente usada seja levemente desagradável, uma caixa de comentários usada por gente desequilibrada é bem pior.
O engraçado é que essas coisas nunca acontecem *aqui*, sempre nos blogs onde eu tento manter um certo nível (sabe como é, aqui é festa).
Semana passada eu reabri os comentários no blog de tricô. Ficou uns meses fechado porque uma psicótica cismou que eu tava depreciando a terceira idade. “Um dia você vai ficar velha também”, era o que ela dizia. Veja a falta que a interpretação de texto faz na vida da pessoa né? Eu lá dizendo que velhinhos são o único tipo de pessoa que desperta minha caridade, que eu tava fazendo os quadradinhos pras mantas que vão pra um asilo… e a menina me solta uma dessas.
Talvez estudar duas línguas estrangeiras esteja surtindo esse efeito sobre o que eu escrevo, já que no orkut não é raro alguém aparecer me ofedendo porque não entendeu alguma coisa que eu escrevi. Tô falando francês, bitte?
Essa semana a gente tava discutindo em um fórum o que fazer quando alguma alma desregulada cisma com o seu blog e fica enchendo o saco nos comentários.
Eu acho engraçado isso porque, como eu disse no fórum, se eu não gosto de algum blog, por mais ofensivo que o conteúdo possa ser em relação às coisas que eu acredito, eu simplesmente procuro outra coisa pra ler e não volto mais.
Dizem que a melhor coisa é fingir que a pessoa não existe pra ver se ela se toca. Eu tô sinceramente me esforçando nesse sentido.
Por exemplo o blog da Rosana Hermann. Gosto muito dela, mas como redatora de tv algumas vezes ela faz algumas piadinhas que eu não gosto. Mas o blog dela tem muito mais conteúdo agradável do que desagradável, por isso eu continuo lendo. Quando o rabino despirocado roubou as gravatas e tal, eu até tive vontade de comentar o blog dela perguntando se com isso ela faria uma piada. Mas não fiz. Seria de extremo mau gosto. Tudo bem, ela saberia exatamente como as pessoas se sentem quando mexem com suas crenças, mas deixei a tarefa pra pessoas com espírito de porco, que obviamente não se privaram de fazer a mesma pergunta.
Bem desnecessário né?
Mas como bem disseram tem gente que não encara assim, e por algum tipo de desequilíbrio mental/emocional fica usando a caixa de comentários alheia como latrina.
Se você não gosta de um blog, você fica voltando nele? Se você se sente ofendido com o que lê, você continua alimentando esse sentimento? Que tipo de pessoa doente pensa dessa maneira?
E, principalmente, como alguém pode se ofender com o conteúdo de um blog que só fala de tricô e livros de receita?
Pra mim isso só tem uma explicação: amor enrustido.
Não vou dizer inveja, porque pra uma pessoa ter inveja de um autor de blog… uma pessoa que nunca viu na vida? Cara, quando a gente cria um blog nasce um personagem junto! Por mais sincera que a pessoa seja, ela sempre monta um tipo. A prova disso é que eu sou uma pessoa só blogando de três maneiras bem distintas em cada blog que eu mantenho. Em nenhum deles eu sou falsa, só sou uma Erika diferente.
Ter inveja disso é muita doença pro meu gosto, e por mais cagado que o mundo esteja, eu prefiro acreditar que esse tipo de desequilíbrio ainda não chegou ao meu convívio.
Sei lá, acho caso de enrustimento mesmo. Aquela pessoa mexe com você, e como já existe uma tendência pra despirocagem, você sente aquele incômodo, a coceirinha no dedo, abre a caixa de comentários e sai falando merda.
Afinal, se meu blog é tão inútil pra que esperar ansiosamente os comentários voltarem pra dizer isso?
É o amor, minha gente. É o amor.
(bendito seja o sistema de comentários moderados)