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Vídeo aula

Talvez eu seja um pouco antiga, mas eu acho que as pessoas usam as novas tecnologias nos lugares mais errados.

Por exemplo, a vídeo aula.

Se você vai ensinar um artesanato, uma técnica de desenho, eu acho válido. Precisa mostrar como faz, tem coisas que não dá pra explicar verbalmente.

Mas vídeo aula pra ensinar a mexer em site e aplicativo eu acho tão uó…

Eu tô há uns 15 minutos tentando descobrir como colocar uma série no Já Assistiu do Orangotag e não consigo, porque isso está explicado num vídeo pesado que eu ainda não consegui assistir no último mês.

Ok, algumas pessoas são lentas e pra elas é preciso desenhar; outras pessoas só querem uma interface mais intuitiva ou pelo menos um jeito rápido e por escrito de se descobrir como se faz uma coisa.

 

update: e no fim é uma questão de conceito: pra botar uma série na área de “Já Assistiu” do Orangotag você marca os episódios que você já assistiu sem adicionar a série à sua watchlist. Assim os seriados que já terminaram e os que você começou a assistir mas não teve saco de continuar ficam lá, separados dos outros.

Um parágrafo. Um.

Urubu

Quer ver uma coisa que me deixa puta? Mas assim, puta de verdade?

Gente interesseira.

A pessoa passa meses sem falar com você, e quando fala é pra pedir um favor, com aquela desculpinha filhadaputa de “mas você é boa nisso”.

Sei lá, mas de repente existe uma razão pras pessoas serem boas pra fazer certas coisas… talves essas pessoas tenham estudado, tenham perdido tempo pra aprender alguma coisa, ao invés de encostar nos outros.

No francês tem essa senhora que na semana passada se enroscou em mim na hora da saída (oi? contato físico?) pra pedir cola na prova. Ontem ela se enroscou em mim (oi? desencosta?) pra pedir pra eu fazer o trabalho de final de curso pra ela.

- Eu vou na tua casa fazer o trabalho.
- Não vai. A gente tá reformando.
- Você não quer ir na minha?
- Não.

Sinceramente, se alguém tivesse passado os dos últimos anos pagando de ice queen comigo, a última coisa que eu faria na vida seria pedir cola/trabalho pronto pra rainha do gelo.

Cara, sitocol é artigo de luxo nessa vida.

Bem coisa de nerd isso né? Da última vez que eu fiz o dever de casa de alguém, eu cobrei alguns dinheiros por isso.

Vai lá pedir ajuda da outra idosa, que nem mora aqui, que usa o transporte público de graça, que estuda de graça e que acha que nunca nada tá bom. Vai pedir pra ela fazer o trabalho, ué! É o mínimo que ela pode fazer pela cidade, servir de monitora de alunos atrasados.

Não consigo sentir simpatia por essa gente. Mais da metada da minha classe é de aposentadas, mas algumas a gente sabe que estão aprendendo francês com a chance de um dia usar o idioma. Mas tem gente que tá lá assim, só passeando, “pra distrair a cabeça”, sem a mínima chance de ir pra França, que daqui um semestre já vai ter esquecido absolutamente tudo o que aprendeu, e tá lá tirando a vaga de gente que poderia aprender francês por um motivo real.

Quer distrair? Vai fazer ponto-cruz na igreja!

Eu não vou me queimar com a professeur pra fazer o trabalho de um urubu carniceiro. Não aguenta? Pede pra sair, minha senhora.

Fanfics

Eu descobri o que eram os fanfics lá por 1997, quando o meu site sobre o Sai de Baixo começou a ficar famosinho e pessoas sem a mínima noção começaram a encher o meu saco pra que eu publicasse fanfics no site.

Na boa, nunca achei que essa coisa de fanfics fosse uma boa, sabe? Roteiros. Porque são feitos pelos fãs mais obcecados, e gente obcecada tende a não enxergar e a não entender as coisas direito. E daí pra descaracterização total do personagem é um parágrafo. Às vezes, uma linha.

Eu digo isso porque eu tava dando uma olhada numa comunidade Huddy* e o povo lá se empolga, sai escrevendo roteiros em que o House entra na sala da Cuddy roxo de ciúmes e - pára tudo - isso é totalmente o oposto do House (a não ser quando se trata da guitarra, obviamente).

Se as pessoas querem inventar suas próprias histórias sobre seus personagens preferidos, poderiam ao menos intentar histórias que mantivessem um pingo de coerência. Ou poderiam deixar suas obras de arte impublicadas num arquivo .doc com senha.

*Huddy, do House com a Cuddy. Eu sou totalmente a favor do House dando uns pegas, mas eu sei o quanto isso é não-House, então eu gasto meu tempo viajando sobre outras coisas, tipo meus próprios relacionamentos imaginários. Que aliás, nem esses têm dado certo, how loser is that?

Des choses

Encontrei o técnico micreiro hoje numa fila. Aloof, unavailable ice-queen. Quer dizer, qual o sentido de você cumprimentar um cidadão que tentou espetar uma placa AGP num slot PCI-Express?

Quem lê acha que eu *concluí* o curso de hardware…

* * *

A frieza do ser humano é uma coisa única. Não dá pra prever o entusiasmo alheio. Uma coisa que você faz e muda a tua vida pode não fazer diferença nenhuma sobre as pessoas não envolvidas. Parte da vida e talz, mas broxa né? Porra como broxa.

* * *

E a pessoa que se finge de burra pra fazer piada? Coisa feia, sabe? Pra mim é o mesmo nível de ridículo do cara que estaciona na vaga de deficiente e sai mancando, só porque fica mais perto da porta. Não precisa. Se não sabe o que falar, fica de boca fechada. Se não é capaz de formular um comentário que vale a pena, só ouve. O que leva uma pessoa a se rebaixar, a passar por ignorante, em nome de uma piadinha? Necessidade extrema de atenção?

Tenho vontade de isolar pessoas que fazem isso. “Vai ali no canto, senta virado pra parede com esse chapéu de burro e pensa no que você fez”.

48h

Quarenta e oito horas sem Speedy.

Pelo menos foi uma gravação que me avisou do problema técnico na minha região. Tudo o que eu *não* preciso é falar com um atendente jiló.

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