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Ano passado eu comprei uma agenda linda da Pucca! Sou completamente apaixonada por ela, tanto que além de ter usado o ano inteiro pra anotar coisas de trabalho e contas pra pagar, eu estou usando as páginas em branco como sketchbook.
Este ano achei que a agenda da Pucca fosse igualmente linda e encomendei por catálogo. Só que a diagramação interna é horrível!!! Eu já tô reclamando dela há semanas no twitter, agora resolvi tirar uma foto pra provar que não é birra minha não, ela é que é feia demais mesmo:

Dá uma olhada nessa tipografia e me diz se não é pra chorar no cantinho? E essas linhas grossas?
Gosto é gosto. Vou passar o ano inteiro olhando pra agenda e pensando “nossa, que agenda horrorosa”? Não vou! Burra fui eu quando comecei a usar né? Só que essa budega custou caro demais pra eu jogar fora. As linhas são grossas demais pra usar de sketchbook de desenho. Sketchbook de design eu já tenho. Alguma sugestão de uso pra essa agenda?
PS: na real, eu fiz esse post mais pra não ficar um monte de posts sobre esmaltes seguidos na página inicial do que por motivo de revolta com a diagramação cagada da agenda da Pucca, huahuhua
tags: Pucca
Hoje não vou falar de nerds pedantes sebosos que não se tocam (porque meio que não adianta falar deles, eles não se tocam e ainda são capazes de achar que você tá dando em cima deles. argh, que NOJO puta merda!).
Hoje eu tenho que trabalhar mas tô de saco cheio de gente folgada que quer encostar nos outros pra tentar chupinhar alguma coisa, então vou botar pra fora.
Final de semana o número de gente pedante que me procurou pra tentar conseguir meu MSN e me fazer de suporte técnico esteve dentro da média, mas o conteúdo se superou. Obviamente não vou colar trechos aqui, mas posso dizer que já teve gente que me mandou e-mail que começava com venho por meio desta.
Ri mesmo, ri pq não é com você.
Eu já estou velha e quando eu me formei não existia o maldito conceito de “inclusão digital”, mas mesmo assim eu nunca cheguei pra nenhum programador fazendo a fangirl “olha seu programador, você é ótimo, seu trabalho é maravilhoso, agora que eu já puxei seu saco me passa seu ICQ pra quando eu tiver uma dúvida eu poder te fazer de suporte técnico 24/7.” Aí eu desisti de ser programadora e fui ser designer. Mesma coisa. Na real, mesmo agora eu tenho pouquíssimo contato com colegas de profissão. Designer é um bicho egocêntrico do cacete, tenho pouquíssima paciência e ainda sim só com um grupo muito seleto de colegas (e eu sei que eu tô errada, mas foda-se).
Outro dia conversando com o RedJay eu cheguei à conclusão de que seria bom ter alguém mais experiente que eu orientando meu trabalho. Mas ó, nem vou encher a porra do saco de ninguém tá? Se eu conseguir um trabalho com alguém foda, que vai botar defeito no meu trabalho pra ele ficar melhor e ganhar mais dinheiro com o que eu faço. Isso é motivação, o resto é pelação de saco. Dispenso.
Tipo, eu aprendi WordPress sozinha. Encho a boca pra falar mesmo, sozinha. Não sou a deusa do WordPress, ainda tenho muito o que aprender, mas nunca puxei o saco de ninguém, nunca me pendurei no MSN alheio pra trocar umas idéias. Que raio de idéia você vai trocar com alguém que não sabe porra nenhuma?
Ainda tem uma porrada de coisas que eu quero e preciso aprender pra trabalhar. Eu vou atrás. Sozinha. Um curso com certificação está nos meus planos, mas enquanto não rola eu me viro. Eu tô online, peloamordesãogoogle! Nunca cheguei pra nenhum especialista nas coisas que eu quero aprender mendigando atenção. Se a pessoa tem um blog sobre o assunto, eu vou lá e leio a porcaria do blog, inteirinho, até o final.
A maioria dos e-mails que eu recebo é de gente que obviamente não teve a pachorra de fazer isso.
Nem me dou ao trabalho de responder. Tá, às vezes, quando eu posso ser sarcástica eu até respondo. Tô nessa vida pra fazer o dever de casa dos outros não. Quer dizer, posso até fazer, contanto que pague bem.
Ontem eu disse no twitter que pobreza não tem nada a ver com quanto dinheiro uma pessoa tem. Filosofia barata porém verdadeira, que brotou depois que eu parei pra pensar nas diferenças entre meus dois clientes da semana. Obviamente não vou entrar em detalhes sobre eles aqui porque né, este blog não é pra isso e um dos trabalhos eu estou pensando seriamente em não assinar.
Enfim.
Aí hoje eu vi, de novo, como a pobreza de espírito é uma coisa horrorosa.
No mesmo ônibus que eu vou pro italiano vai uma outra aluna da minha turma. Hoje a gente se cumprimentou quando desceu no ponto e fomos trocando aquele papinho neutro até chegar na aula. Por causa do problema com o livro eu fui ver onde as outras pessoas estavam comprando e perguntei pra ela se ela já tinha encontrado o livro em algum lugar. Ela disse que não pretende comprar e que vai enrolar por um tempo porque está procurando emprego e não sabe se vai continuar no curso.
Tá.
Assim né. Se ela pretende sair do curso tão cedo, devia ter deixado a vaga pra outra pessoa que pudesse frequentar as aulas da manhã. Eu me comprometi com esse horário, pra mim tá sendo péssimo, mas a vida de freela precisa me dar alguma vantagem, certo? Se eu conseguir transferência pra noite no meio do ano, ótimo. Senão eu me viro, trabalho de madrugada, marco compromisso com os clientes à tarde. Não é como se eu pretendesse sair do curso tão cedo, não tô procurando emprego (deveria, mas não estou). É uma oportunidade de ouro que eu não vou desperdiçar tão fácil.
Mas até aí, isso é o que *eu* acho né? Eu acho errado tirar a vaga de outro aluno que pode aproveitar melhor o curso, mesmo por lazer, mas desde quando eu fiz o francês eu percebi que nem todo mundo pensa assim.
Nisso a cidadã me solta a pérola: “Mas é um absurdo a prefeitura obrigar a gente a comprar os livros! Imagina, onde já se viu, *eles* é que deveriam fornecer o material”.
Tá vendo a pobreza?
Que prefeitura neste país dá curso de idiomas com 2 anos de duração e de boa qualidade de graça? Sério, deve até existir, as eu nunca ouvi falar. O mesmo curso nas escolas particulares da cidade custa entre R$ 120 e R$ 150 por mês, e mais o material didático.
Os R$ 180 que a gente gasta do livro agora (e que a maioria das livrarias divide no cartão) vão servir dos dois anos de curso. Na Wizard eu gastava isso com o material por semestre, e eu não acho que nem o francês nem o italiano da prefeitura fiquem devendo nada aos cursos da Wizard. Meu livro de francês eu uso até hoje.
Eu fiquei apertada este mês por comprar os livros? Fiquei, mas eu sabia muito bem que teria esse gasto quando fiz a minha inscrição. E eu me apertei porque apareceram outras coisas, bem menos agradáveis que um curso de idiomas, gastar R$ 180 em livros pra mim é um prazer.
Que ela pense assim, vá lá, direito dela. Economizar R$ 180 sempre é interessante. Mas não desdenha né? Pra ela, o espanhol foi uma porcaria, e o curso de Photoshop não presta. Aí eu fico pensando se os cursos são ruins ou ela é uma ciucca que não consegue aprender porra nenhuma e coloca a culpa nos outros.
Me lembrou uma das aposentadas insuportáveis do francês, que vinha de Louveira pra fazer o curso aqui, não pagava ônibus e ainda achava defeito em tudo. Inclusive na professeur, que é tipo um amor de pessoa e uma excelente professora. Reclamou tanto que agora faz aula particular (e paga) com a mesma professora que não prestava até pouco tempo atrás. E o francês continua não entrando na cabeça dela do mesmo jeito. Então né.
Reclamar das coisas é um direito que todo mundo tem, mas tem gente que reclama de bucho cheio. Mas pra mim foi bom conversar com ela, vou ver se eu paro de falar que eu detesto espanhol com cara de nojo. No máximo um “não é um idioma que me interesse no momento”.
Hoje é dia.
Muita preguiça de colocar links. Não conhece a empresa? Joga no Google.
Não vou enfrentar mais um suporte técnico agora. Vou esperar até amanhã, antes que eu mande alguém da WebNames tomar no cu como eu fiz com a Telefonica. E eu não quero fazer isso com ninguém da WebNames.
Tá, eu já falei que o badnerds.org tava cagado né? Tava tudo configuradinho na hospedagem da Insite, mas os subdomínios não funcionavam, então eu apaguei a conta pra criá-la novamente, não consegui criar, precisei do suporte, o suporte entendeu que o domínio era badneds.org mesmo eu soletrando, e só resolveram isso HOJE (duas semanas depois?).
Fui lá, criei a conta, finalmente funcionou beleza, a parte da Insite tá chuchuzinha. Hora de trocar as gambiarras dos redirecionamentos pelo endereço definitivo de DNS na WebNames (que é a empresa que administra o domínio) pra voltar a usar meu blog, linkar posts antigos e tudo o que eu pago pra ter direito.
Mas, claro, que ingenuidade da minha parte né? Quando eu comprei o ovelha-negra.org eu tive mais de um mês de suporte técnico me enrolando até conseguir liberar o domain – porque o PagSeguro não liberou o pagamento e a WebNames travou tudo porque achou que eu não tinha pago. O que me fez pensar que transferindo o badnerds.org pra WebNames e fazendo o pagamento pelo PagSeguro de novo iria ser diferente?
Gente, sério, se vocês comprarem alguma coisa pela Internet e tiverem outra opção de pagamento, CORRÃO do PagSeguro que até hoje eu nunca vi aquilo funcionando direito.
Taí, a mesma velha cagada de domínio que não é liberado por falta de um pagamento que já foi feito. Pior que assim, teoricamente a culpa nem é da WebNames, é do PagSeguro mesmo.
Eu fico puta da vida com essas coisas, porque todos esses serviços cagados estão sendo pagos, nada é de graça (e eu confio bem mais em certos serviços grátis – taí o Google que não me deixa mentir). Eu não atraso as minhas contas, muito pelo contrário, sou a rainha de pagar boleto adiantado pra não correr o risco de esquecer. Meu dinheiro não vem fácil, desde que essa maldita campanha eleitoral começou toda a grana que entrou foi mais suada do que qualquer outro dinheiro que eu já recebi na vida inteira, e eu ainda quase tomei dois calotes. Eu não cago dinheiro, e mesmo se cagasse, eu tenho o direito de ser bem atendida por um serviço pago.
Nem vou começar a falar do meu plano de saúde e do que aquele hospital de merda vez com o meu vô. E se for somar o que a família inteira paga a gente começa a entender como gente que tem renda bem menor mas não paga plano de saúde consegue sustentar vários luxos que a minha família não tem, tipo FÉRIAS.
Tá bem difícil ter paciência com essas coisas – e principalmente educação. De uns tempos pra cá eu tô realmente tentando me controlar pra ser uma pessoa menos boca suja quando fico brava com alguma coisa, principalmente quando eu tô tratando com outra forma de vida baseada em carbono pessoa, mas tem horas que não dá.
Sabe o que seria a cerejinha do bolo? A única coisa que tá faltando é receber cobrança da Modelos de Sites. Sim, porque foi fácil demais cancelar o serviço de hospedagem de bosta deles, o suporte técnico me disse que bastava não pagar o boleto que a conta seria cancelada. Do jeito que eu ando cagada, não duvido se der merda.
Deve ser o inferno astral da minha conta bancária, né? Só pode.
* * *
PS: CORRÃO é ironia tá? E daí que eu tenho 26 anos de idade, o blog é meu e se eu quiser usar twitês como se eu tivesse 12 o problema é meu.
Em Julho eu recebi uma carta dizendo que podia ligar no suporte do Speedy e pedir pra aumentarem a velocidade da conexão sem aumentar a mensalidade.
Eu até fiz um post sobre isso na época, mas tá nos arquivos do blog, que estão temporariamente offline porque a Insite é outra que também não anda me descendo direito e o badnerds.org tá com problemas e eu tô só com meio blog.
Perguntei pra atendente umas 15 vezes se não era pegadinha, palhaçada ou coisa do gênero. Fiz ela repetir várias vezes que não, não iriam aumentar a minha mensalidade. Anotei na própria carta o número do protocolo e a data, só por garantia. E acreditei no Speedy.
Acreditar no Speedy. Gente, onde eu tava com a cabeça pra acreditar no Speedy?
É claro que era mentira, é claro que na conta deste mês eu vou pagar pelo Speedy de 4 Mega. Minha conta subiu pra absurdos 99,90. Sabe quanto trabalho sacal eu preciso aguentar pra conseguir 100 pilas de mensalidade de um cliente?
Mas não se pode culpar a Telefonica por ser oportunista. Fala a verdade, de todas as pessoas que receberam a carta sobre o upgrade (e ligaram lá, perguntaram se não era mesmo palhaçada e agora estão pagando mais caro por um Speedy que não deveria ter aumentado), quantas vão se dar ao trabalho de ir até o Procon por causa de um aumento de R$ 13? A grande maioria das pessoas (e eu confesso que eu estou muito tentada a fazer parte desse grupo) se conforma, deixa quieto, “ah, mas a velocidade realmente aumentou, 13 reais não é tanto assim vai”. E é nessa que a Telefonica enche o rabo de dinheiro.
* * *
Só pra constar, eu tô pouco me lixando se os funcionários do Speedy são humanos, têm sentimentos e só estão fazendo o trabalho deles. Foda-se.
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