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Um Amor de Detetive

Melhor. Chicklit. Que. Eu. Li. Este. Ano.

Eu nem esperava grandes coisas do livro, só baixei porque vi na comunidade de chick-lit e enfiei no celular.

Tá, Um Amor de Detetive foi um título que chamou a minha atenção, mas eu achei que a protagonista era detetive e não é bem isso. Ela é repórter e vai passar umas semanas cobrindo a vida de um detetive chatão pra fazer um diário.

Comecei a ler porque era a opção menos ruim no celular (Samanta Sweet não me prendeu, Becky Bloom eu achei um porre e vou tentar ver o filme, e Deixados Para Trás me dá peso na consciência).

*Eu* não achei um livro pra ler em público ou quando o resto da família já foi dormir, porque me deu uns ataques sérios de riso. Acho que o melhor momento da Holly é quando ela vai entrar no carro e dá com o joelho na própria testa. Quando ela tropeça numa bala também é bom, até que chegava um ponto em que eu parava de ler porque sabia quando ela tava perto de se acidentar de novo.

Falou a pessoa que vive tropeçando, dando trombada com o batente da porta e enroscando o braço na maçaneta da porta.

Decididamente material de prateleira, se não estivesse em falta no Submarino eu já teria o primeiro auto-presente de aniversário (se tivesse uma livraria decente nesta cidade eu me daria de presente de Dia do Designer amanhã, mas a Nobel fica tão longe e é tão pequena que duvido que tenham em estoque).

Daqui pra baixo *vai* rolar um certo spoiler, então continue lendo por sua conta e risco…

 
Tá, eu confesso que esse é o meu tipo de história preferido, protagonista que se apaixona pelo mocinho que tem uma namorada bitch e vamos fazer alguma coisa pra livrá-lo dessa piranha loira, mas no meio tempo vamos sofrer bastante com o sentimento que não deveria estar lá.

Ô saudades da época em que a minha vida era uma chicklit hein? Só não reclamo porque pior do que não acontecer absolutamente nada é acontecer uma merda federal gigante. Já tive a minha cota pra esta encarnação.

Achei o final uma graça, uma fofura - tava com medo dos dois acabarem casando ou coisa parecida, porque chicklit tem essa tendência péssima de terminar em casamento.

Em Seu Lugar (o livro)

Meu celular tá cheio de e-books, mas nada me atrai. Então eu resolvi terminar de ler Em Seu Lugar, pra ver o quanto ele era diferente do filme.

Bem diferente.

A essência é a mesma, só mudaram o jeito de chegar no mesmo final. O Simon por exemplo, gostei mais dele no filme. Bem mais.

Vale a pena gastar 40 conto pra ter o livro na prateleira? Não. Primeiro porque 40 conto justifica o meu recém desenvolvido amor pelos e-books no celular. Segundo porque - e eu já disse isso sobre o filme - tô de saco meio cheio da personagem linda-e-descolada que pisa na cabeça da não-tão-linda e não-tão-descolada.

Agora eu comecei a ler Um Amor de Detetive. Se eu gostar e chegar no final eu falo sobre isso, mas eu gostei bastante de uma opinião de cliente no Submarino: “não é uma literatura que vai te acrescentar em nada”. Tô podendo com nada muito profundo não. Mas eu já me matei de rir quando a protagonista vai entrar no carro e dá uma joelhada na testa. Identificação total.

Em Seu Lugar

A Internet me deixa exigente. Meio intolerante talvez.

Não gostou das primeiras faixas de um CD? Apaga. Não tá achando graça no filme? Apaga. Não é preciso honrar o dinheiro que foi gasto no CD ou no ingresso. Com livros eu sempre fui bem seletiva, até porque chick-lit é cara, mas agora que eu descobri o maravilhoso mundo dos e-books no celular, esquece. Se o livro não me prender logo de cara provavelmente eu não vou me dar ao trabalho de ler até o final, quanto mais de comprar um exemplar pra colocar na prateleira.

Porque eu comecei a ler Em Seu Lugar há mais de um mês, mas a coisa não foi. Não que a história seja ruim, ou mal contada: eu só não me identifiquei muito.


Porque sério, eu acho meio hipócrita essa coisa de “ela é minha irmã, ela é insuportável, mas a gente se ama”. Não entendo o amor incondicional por um membro da família que não faz por merecer. Em parte isso acontece porque eu não tenho irmãos e não tenho idéia de como isso funciona, mas muito provavelmente isso vem do meu egoísmo.

Enfim, o livro não tava fluindo, resolvi assistir o filme. Até onde eu li, a adaptação foi bem fiel. E eu achei o filme bem bonito.

Na real é que assim, eu tô meio cansada da personagem linda e descolada dos chick-lits. Não quando elas são lindas e descoladas e acabou, mas quando elas pisam na cabeça da não-tão-linda e não-tão-descolada, ou arruinam os seus sapatos, ou fodem as suas vidas, e tá tudo bem. Me dá no saco mesmo, quando a história começa com essas bostas eu já me desinteresso. Imagina que se é comigo uma irmã que vem invadir o meu apartamento e o meu guarda-roupa eu vou achar isso aceitável porque “ela é minha irmã, minha melhor amiga, bla bla bla meu cu”. Mas, de novo, filha única, sem experiência em amores fraternos incondicionais.

Bienal comofas//

Acabei de chegar em casa, fui na Bienal do Livro com o Frank e o Ju.

Vamos encher a boca pra dizer com gosto: estava uma BOSTA!

Parece até piada, mas o Submarino tinha um estande cheio de livros, mas só vendia pela Internet.

Really? Seriously?

A Saraiva tava lotada e nada tinha preço. Tinha uma editora lá com uma atendente do lado dos livros, tabela na mão, se vc quisesse saber o preço precisava perguntar pra ela. Muito digno ter um trabalho que pode ser executado por uma folha de sulfite e uma caneta bic.

Não vi estande de livros de design, mas tinha um lindo, enorme, onde metade dos livros eram chick-lit. Lá dentro o Férias da Marian Keyes, que eu já li mas é o único que eu ainda não tenho, custava 55 dinheiros. No Submarino tá R$ 38.

Aí eu pensei “ótimo, tô aqui pra completar minha coleção do Discworld na Conrad. E este, senhoras e senhores, era o estande da Conrad:

Uma pracinha com crianças, idosos e um sorveteiro!

O que salvou um pouco foi o estande da Comix. Lá eu comprei o Quadrinhos e Arte Sequencial do Will Eisner, que eu já tinha em PDF, mas tudo bem porque eu gosto de livro em papel, e O Senhor da Foice, por R$ 27. Eu não quis comprar o Quando as Bruxas Viajam porque tava sujinho, mas no fim o que eu comprei também tava, me arrependi de não comprar.

Mais duas coisas que eu vi na Comix e meu gellerismo não deixou comprar: o Liberty Meadows, porque só tinha o primeiro volume e sabe-se lá quando vai sair o resto, e o Estranhos no Paraíso, que além de eu não saber a ordem dos volumes pelas capas porque eu li tudo online, cada exemplar era de um tamanho diferente.

E no fim eu acabei voltando pra casa sem meu dicionário de informática em francês. Ele existe tá? É que sério, eu esperava encontrar na Bienal por um preço com dois dígitos.

Comida, claro, muito cara, mas a raspadinha e o favinho valeram a pena. O busão de graça entre a Bienal e a Tietê tinha uma fila imensa, mas tava bem rápido (e eu acabei descobrindo que tem um Rei do Mate na Tietê, só falta um McDonalds agora \o/).

Próxima Bienal? Provavelmente não vou. Ao invés de passar meses juntando dinheiro pra um evento meia boca, eu prefiro deixar o dinheiro disponível pra quando rolar *a* promoção em alguma loja na Internet com alguma coisa interessante.

The Godfather. Not.

Tem um tempão que eu estou querendo ver a trilogia O Poderoso Chefão. Mas vamos combinar, só o primeiro filme tem três horas. Eu tentei, eu juro que eu tentei. Claro, eu posso ter ficado completamente desinteressada porque hoje é sábado mas mesmo assim eu preciso aguentar cliente pedindo alteração no job e questionando os valores que já foram negociados há meses.

Sério, esses jobs atuais pagam muito pouco (e atrasam o pagamento, porque já era pra eu ter recebido tudo e não recebi nem metade ainda) e me me irritam demais.

* * *

Enfim. Hoje é uma porra de um sábado, vamos deixar pra falar de trabalho outra hora.

Já que eu não assisti O Poderoso Chefão eu tô vendo a segunda temporada dos Simpsons enquanto arrumo alguns arquivos e talz. Não sei se eu vou cumprir o item de assistir todas as temporadas dos Simpsons. Tô ficando com preguiça.

* * *

E falando em preguiça… muita preguiça de ir ao cinema! Não é por falta de bons filmes, porque né, The Dark Knight, Wall-E, Kung Fu Panda e Nome Próprio só pra começar. Mas eu acho que vou esperar eles sairem em DVD (sabe, qualidade de DVD). Não consigo mais passar duas horas com a bunda colada na cadeira, tô preferindo ver os filmes em pedacinhos…

Talvez, talvez eu vá no cinema assistir isso aqui.

* * *

Ah, eu esqueci de blogar que eu terminei de ler O Último Segredo, continuação de A Conspiração do Graal que eu já tinha lido.

No segundo livro a Cotten está na merda, completamente sem moral, e se mete numas escavações onde encontram umas plaquinhas relacionadas ao grande dilúvio e talz. Ficção religiosa. Um pouco mais viajado que o primeiro, mas ainda interessante.

E tá em promoção no Submarino, A Conspiração do Graal com O Último Segredo grátis por 27 dinheiros.

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