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Comprar, comprar, comprar

Sabe que eu ainda tô com raivinha do Submarino porque não publicaram minha resenha né?

Mas passa.

Tanto passa que hoje eu fui dar uma voltinha por lá e me atolei nas promoções. Não na de leve-três-pague-dois de livros que eu tinha recebido por e-mail por causa do programa de afiliados. Essa é só de livros clássicos, e vamos combinar que literatura cabeça não é muito o meu gênero.

Eu morri nessa página aqui: 30.000 livros por até R$ 19,90. Logo na capa tinha Anjos e Demônios por R$ 18,80!

O último livro que me faltava do Dan Brown!

Código da Vinci tá R$ 13,30. Eu quaaase comprei a Edição Ilustrada por 19,90.

E é por isso que eu amo modinhas: elas passam. Eu não vejo a hora do DVD do Código da Vinci chegar nos 19,90.

Loucura loucura loucura

Aí tem um tópico na comunidade falando sobre livros.

Horrível falar “na comunidade”, parece que eu vou terminar o post com um “alou periferia”.

Enfim.

Estavam comentando lá sobre livros, o que leva à discussão sobre como livros são caros, o que obviamente nos leva a sebos e bibliotecas.

Eu ia comentar qualquer coisa por lá, mas eu acho que não é todo mundo que encara legal esse meu nojo por livro usado. Tem gente que se orgulha de pagar barato por um clássico. Eu me orgulho por pagar caro por um clássico branquinho que parece que nunca foi lido na minha prateleira.

Tipo meu Harry Potter, ninguém diria “foi lido 4 vezes”…

E de repente alguém na comunidade estava dizendo que era totalmente contra sebos, porque não sabe onde a pessoa andou com o livro, porque tem senso de higiene… demorou um tempo pra eu perceber que não tinha sido eu, mas sim aquela louca que briga comigo por qualquer motivo.

Se eu abrir a boca pra dizer que concordo totalmente com ela eu morro! Se eu disser “cara, tirou as palavras da minha boca” ela vai é tirar meus dentes da minha boca. Pela Internet. Porque eu não duvido da capacidade violenta de uma psicopata, jamais.

Cara, isso não faz o menor sentido…

Garoto Encontra Garota

Sabe o que é ler um livro em menos de 12 horas, incluindo as horas de sono no meio?

Garoto Encontra Garota é bom. É ótimo na verdade. E fofo, tão fofo quanto O Garoto da Casa ao Lado, mesmo porque é tipo uma série, com alguns personagens em comum e também escrito em e-mails (além de telefonemas, mensagens instantâneas, diários e cardápios de restaurantes).

A Mel Fuller (agora Fuller-Trent, *morri*) dá umas bandeiras no livro, e deu vontade de reler os dois sentada no chão, com uma cartolina e um pincel atômico, e ir anotando a ligação entre todos os personagens.

Eu não ligo muito pra série da Princesa da Meg Cabot. Nem pra série da Mediadora, não deve fazer muito meu gênero. Historinhas românticas, desencontros e finais previsíveis? That’s what I’m talking about. De verdade.

Tem um terceiro livro mas eu nunca lembro se ele já foi lançado aqui nem como e ele se chama. Por isso eu fico enchendo o saco da Roxy por email.

update:

Every Boy’s Got One. Sai esse ano ainda no Brasil, acho. O nome provavelmente vai ser Todo Garoto Tem.

Nada como ir falar direto com a especialista.

* * *

Só não vou chorar por ter comprado na loja mais cara do JáCotei porque eu usei cupom de desconto. Isso sempre me dá a falsa sensação de que minhas compras de 200 reais são na verdade uma pechincha.

* * *

E por falar no Submarino, ontem aconteceu um pequeno mal entendido sobre o DVD do House. Eu fui perguntar se eu poderia devolver o DVD mesmo sem o plástico original e acabei dando a entender que eu queria com 200% de certeza devolver.

E eu não quero devolver!

Eu quero um DVD com o áudio perfeito, legendas impecáveis e aquele box igual da foto pra guardar os discos. Acorda, não é como se a Universal fosse fazer uma edição ilimitada só pra mim de uma temporada perfeita. Então não vai adiantar trocar, porque de qualquer jeito House é uma meta de vida, eu vou ter que comprar de novo, vai vir ruim de novo… vamos poupar o trabalho né?

Amanhã eu vou ter todo o trabalho de ligar lá no Submarino e dizer que não, eu não quero devolver na verdade. Que eu me arrependi de ter me arrependido. Se o entregador aparece aqui como é que eu vou explicar pra ele que a viagem foi à toa? O cara simplesmente me mata. É isso que dá ficar amiga do entregador, você dá toda uma liberdade pra ele te avacalhar.

Mas de qquer jeito eu vou ligar* na Universal e reclamar, muito. Porque eu descobri que o menu do DVD de extras tbem tem erro, vc clica num título e ele abre outro vídeo. Lixo. Lixo, lixo, lixo.

* Sim, ligar. No site deles não tem uma área de contato, mas pelo menos tem um telefone, já é alguma coisa. Mas se tivesse contato tambémw, ninguém te responderia, como acontece em todo grande site. Aliás, tanto a Universal quanto a Warner precisam urgentemente de profissionais pro serviço. Os sites conseguem ser piores do que os DVDs!

Melancia

Dos livros da Marian Keyes publicados no Brasil, Melancia era o último que faltava pra eu ler. Ainda não tenho o Férias*, que eu li na biblioteca municipal**.

Bom, é o livro mais famoso dela né? Por isso eu não conseguia entender como ele era tão chato no primeiro terço. Chato mesmo, a protagonista só reclama da infelicidade de ter sido largada pelo marido ainda na maternidade (não é spoiler, isso tá na orelha do livro, embora algumas pessoas - às vezes eu - não leiam orelhas).

Enfim, enquanto a próxima leva do Submarino não chegava eu precisava terminar o livro, até pra colocá-lo na prateleira. E não é que chegou uma hora em que a coisa ficou boa de verdade?

Claro, é tudo muito previsível. Mas em termos de cena de pegação, é o melhor livro de todos. Pena que, se a gente pensar que eu li fora da ordem, as cenas de pegação foram na verdade ficando mais fracas a cada livro.

Pena que o o final deu uma esfriadinha. Quer dizer, mesmo assim eu li uns 60% do livro em uma noite. Hellow, Marian Keyes minha gente… 60% de um livro dela significa que eu comecei às 22h e terminei quase às 3h.

Mas valeu. Os finais da autora são sempre os mesmos: a vida da pessoa volta ao normal e não vale mais a pena virar história. Eu achei forçadinho, mas gostei, valeu a pena.

Quando sai o próximo livro dela no Brasil mesmo?

* Férias tá pra virar filme, provavelmente com a Zeta-Jones no papel principal. Adoro ela, acho ela a cara da Rachel, mas a protagonista não era mais… nova?

** Bibliotecas não são pra mim. Quantas pessoas já andaram com o livro pra baixo e pra cima, fazendo sabe-se lá o que com ele? Minha primeira e última experiência com livros públicos foi bem desagradável, porque o livro era encardido e ensebado, e eu sou a pessoa que gosta de ler na cama, em cima do travesseiro. Não nasci pra ter nojo de livro.

Praticamente Cagado

Terminei de ler Praticamente Inofensiva, não sei um certo desapontamento por achar que o Douglas Adams viajou demais, e no mau sentido…

[Nesse momento eu ia dizer que tudo isso surgiu porque eu tô sem nada pra fazer... quando na verdade eu queria dizer que meu trabalho deu uma acalmada essa semana, porque se a gente for pensar em quantidade de coisas pra fazer, sempre tem uma louça pra lavar, um chão pra varrer, um HD pra desentulhar, essas coisas. A gente nunca tem nada pra fazer se for pensar direito.]

Enfim, juntando alguma socialização no último dia, alguns posts sobre ignorância que eu li em vários blogs (muitos, tantos que eu nem vou linkar) e uma dose de ficção científica nonsense, eu me pergunto…

Será que as outras Terras estão tão cagadas quanto esta?

Sabe, eu não estou falando de política, corrupção, fome, miséria, nenhum desses assuntos clichês que as pessoas poderiam passar menos tempo falando e mais tempo agindo no sentido de resolver alguma coisa etc. Meu problema sempre foi e sempre vai ser com a burrice.

Já reparei que a burrice e a falta de noção andam de mãos dadas. Por isso, tanta gente lê o que as pessoas blogam e se dão ao trabalho de fazer um comentário absolutamente deslocado e desnecessário. E dessa vez eu nem tô falando dos meus blogs.

Aí também tem o pidão, que é burro demais pra se virar sozinho, sem noção demais a ponto de pedir e tão cara de pau que acha que tá tudo certo. Porra, ser suporte técnico é muito chato! Algumas pessoas viram a versão online do médico de família, que todo Natal tem que aguentar aquele parente mala que quer uma consultinha particular e de graça. Se virar e responder “passa lá no meu consultório que a gente acerta um preço pra isso” nossa, caiu o mundo. Porque o cara-de-pau quer tudo de graça, e na hora.

Por isso é que eu sou totalmente contra a inclusão digital, e hoje arrumei um argumento muito mais simpático do que a síndrome de Caco Antibes: ao invés de gastar dinheiro com computador, as pessoas deveriam gastar dinheiro com a educação básica. Aprender a escrever direito, entender o que estão lendo, pra daí gastar R$999 nas Casas Bahia com um computador.

Enquanto isso essas pessoas deveriam ser privadas do acesso à internet, pq só servem pra entulhar os bancos de dados de comentários e vir com desculpinhas do tipo ah mas faz pra mim porque dá muito trabaaaaalho

Pagando bem, que mal tem. Agora, de graça… obrigada, não, obrigada…

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