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Em Seu Lugar

A Internet me deixa exigente. Meio intolerante talvez.

Não gostou das primeiras faixas de um CD? Apaga. Não tá achando graça no filme? Apaga. Não é preciso honrar o dinheiro que foi gasto no CD ou no ingresso. Com livros eu sempre fui bem seletiva, até porque chick-lit é cara, mas agora que eu descobri o maravilhoso mundo dos e-books no celular, esquece. Se o livro não me prender logo de cara provavelmente eu não vou me dar ao trabalho de ler até o final, quanto mais de comprar um exemplar pra colocar na prateleira.

Porque eu comecei a ler Em Seu Lugar há mais de um mês, mas a coisa não foi. Não que a história seja ruim, ou mal contada: eu só não me identifiquei muito.


Porque sério, eu acho meio hipócrita essa coisa de “ela é minha irmã, ela é insuportável, mas a gente se ama”. Não entendo o amor incondicional por um membro da família que não faz por merecer. Em parte isso acontece porque eu não tenho irmãos e não tenho idéia de como isso funciona, mas muito provavelmente isso vem do meu egoísmo.

Enfim, o livro não tava fluindo, resolvi assistir o filme. Até onde eu li, a adaptação foi bem fiel. E eu achei o filme bem bonito.

Na real é que assim, eu tô meio cansada da personagem linda e descolada dos chick-lits. Não quando elas são lindas e descoladas e acabou, mas quando elas pisam na cabeça da não-tão-linda e não-tão-descolada, ou arruinam os seus sapatos, ou fodem as suas vidas, e tá tudo bem. Me dá no saco mesmo, quando a história começa com essas bostas eu já me desinteresso. Imagina que se é comigo uma irmã que vem invadir o meu apartamento e o meu guarda-roupa eu vou achar isso aceitável porque “ela é minha irmã, minha melhor amiga, bla bla bla meu cu”. Mas, de novo, filha única, sem experiência em amores fraternos incondicionais.

Bienal comofas//

Acabei de chegar em casa, fui na Bienal do Livro com o Frank e o Ju.

Vamos encher a boca pra dizer com gosto: estava uma BOSTA!

Parece até piada, mas o Submarino tinha um estande cheio de livros, mas só vendia pela Internet.

Really? Seriously?

A Saraiva tava lotada e nada tinha preço. Tinha uma editora lá com uma atendente do lado dos livros, tabela na mão, se vc quisesse saber o preço precisava perguntar pra ela. Muito digno ter um trabalho que pode ser executado por uma folha de sulfite e uma caneta bic.

Não vi estande de livros de design, mas tinha um lindo, enorme, onde metade dos livros eram chick-lit. Lá dentro o Férias da Marian Keyes, que eu já li mas é o único que eu ainda não tenho, custava 55 dinheiros. No Submarino tá R$ 38.

Aí eu pensei “ótimo, tô aqui pra completar minha coleção do Discworld na Conrad. E este, senhoras e senhores, era o estande da Conrad:

Uma pracinha com crianças, idosos e um sorveteiro!

O que salvou um pouco foi o estande da Comix. Lá eu comprei o Quadrinhos e Arte Sequencial do Will Eisner, que eu já tinha em PDF, mas tudo bem porque eu gosto de livro em papel, e O Senhor da Foice, por R$ 27. Eu não quis comprar o Quando as Bruxas Viajam porque tava sujinho, mas no fim o que eu comprei também tava, me arrependi de não comprar.

Mais duas coisas que eu vi na Comix e meu gellerismo não deixou comprar: o Liberty Meadows, porque só tinha o primeiro volume e sabe-se lá quando vai sair o resto, e o Estranhos no Paraíso, que além de eu não saber a ordem dos volumes pelas capas porque eu li tudo online, cada exemplar era de um tamanho diferente.

E no fim eu acabei voltando pra casa sem meu dicionário de informática em francês. Ele existe tá? É que sério, eu esperava encontrar na Bienal por um preço com dois dígitos.

Comida, claro, muito cara, mas a raspadinha e o favinho valeram a pena. O busão de graça entre a Bienal e a Tietê tinha uma fila imensa, mas tava bem rápido (e eu acabei descobrindo que tem um Rei do Mate na Tietê, só falta um McDonalds agora \o/).

Próxima Bienal? Provavelmente não vou. Ao invés de passar meses juntando dinheiro pra um evento meia boca, eu prefiro deixar o dinheiro disponível pra quando rolar *a* promoção em alguma loja na Internet com alguma coisa interessante.

The Godfather. Not.

Tem um tempão que eu estou querendo ver a trilogia O Poderoso Chefão. Mas vamos combinar, só o primeiro filme tem três horas. Eu tentei, eu juro que eu tentei. Claro, eu posso ter ficado completamente desinteressada porque hoje é sábado mas mesmo assim eu preciso aguentar cliente pedindo alteração no job e questionando os valores que já foram negociados há meses.

Sério, esses jobs atuais pagam muito pouco (e atrasam o pagamento, porque já era pra eu ter recebido tudo e não recebi nem metade ainda) e me me irritam demais.

* * *

Enfim. Hoje é uma porra de um sábado, vamos deixar pra falar de trabalho outra hora.

Já que eu não assisti O Poderoso Chefão eu tô vendo a segunda temporada dos Simpsons enquanto arrumo alguns arquivos e talz. Não sei se eu vou cumprir o item de assistir todas as temporadas dos Simpsons. Tô ficando com preguiça.

* * *

E falando em preguiça… muita preguiça de ir ao cinema! Não é por falta de bons filmes, porque né, The Dark Knight, Wall-E, Kung Fu Panda e Nome Próprio só pra começar. Mas eu acho que vou esperar eles sairem em DVD (sabe, qualidade de DVD). Não consigo mais passar duas horas com a bunda colada na cadeira, tô preferindo ver os filmes em pedacinhos…

Talvez, talvez eu vá no cinema assistir isso aqui.

* * *

Ah, eu esqueci de blogar que eu terminei de ler O Último Segredo, continuação de A Conspiração do Graal que eu já tinha lido.

No segundo livro a Cotten está na merda, completamente sem moral, e se mete numas escavações onde encontram umas plaquinhas relacionadas ao grande dilúvio e talz. Ficção religiosa. Um pouco mais viajado que o primeiro, mas ainda interessante.

E tá em promoção no Submarino, A Conspiração do Graal com O Último Segredo grátis por 27 dinheiros.

Maybe Baby, Quando em Roma


Filminho que eu tinha começado assistir antes do meu PC pifar: Maybe Baby.

Depois que eu terminei Blackadder eu joguei Hugh Laurie no mininova e baixei tudo o que eu ainda não tinha visto. Só que eu não achei legenda pra esse aí (e o outro filme que eu baixei só tem legenda em inglês) e tô meio boiando na história. Só sei que o Hugh Laurie é casado com a vaca do Nip/Tuck, não gosto dela. Eles estão tentando engravidar e não conseguem. Aí aparece um bonitão no trabalho dela. E o Hugh tem a idéia de escrever um roteiro sobre a tentativa de emprenhamento, escondido da mulher. E dá merda. O que é legal porque as falas das pessoas bravas são mais fáceis de entender.

Hugh tá gracinha nesse filme, mesmo. Uma vibe meio Obi-Wan Laurie depois do jejum no final.

* * *

Eu tbem terminei de ler mais um e-book no celular semana passada: Quando em Roma… da Gemma Townley.

Protagonista burra. Tudo bem que se namorado meu fala “não faz tal coisa porque eu tô mandando” vai dar merda (comigo daria), mas quem é que cai na lábia do ex charmosão-que-não-presta duas vezes? Sei não, a história é até legalzinha, mas a burrice da Georgie me irritou um pouco. Outro livro que eu penso “tá, que bom que eu não gastei 30 dinheiros com isso porque não vale”.

Fronteiras do Universo

Um post que vem sendo adiado desde domingo…

Depois de todo aquele escândalo a respeito da capa de A Bússola de Ouro, finalmente terminei de ler a trilogia do Philip Pullman.

Bom, como é que eu vou colocar essa questão? Digamos assim que, depois do terceiro livro, eu meio que fiquei seriamente em dúvida se vale a pena gastar mais de 70 dinheiros na coleção.

O primeiro volume é ótimo, maravilhoso, de tirar o fôlego. Apesar de ser a história de uma criança, tem todo um tom de aventura fantástica que me prendeu. Eu não via a hora de terminar pra começar o segundo.

Quando eu cheguei no A Faca Sutil, comecei a achar a história um pouco forte. Não pra mim, óbvio, mas eu achei que pra um livro definido como “literatura infanto-juvenil”, aquela coisa toda de morte era meio pesada. Pode até ser que o livro não seja pra essa faixa etária, mas o filme vai ser. Mas até aqui, eu tava gostando.

E pra mim isso já é meio que o contrário de Harry Potter, que demorou anos pra ser escrito, e o personagem foi crescendo mais ou menos no mesmo ritmo. Uma criança que leu o primeiro livro quando ele foi lançado já estava crescida qdo começou a morrer gente - já uma criança que tá descobrindo Harry Potter agora e fosse ler tudo de uma vez teria sérios problemas quando chegasse no quinto volume. *Eu* quase morri de horror quando cheguei no sexto livro!

Quando eu cheguei no A Luneta Âmbar, fiquei bege e finalmente entendi porque a igreja católica odeia o Philip Pullman. Ele, que é “ateu fervoroso” até onde eu sei, desce a lenha mesmo.

Eu não faço segredo pra ninguém que já fui evangélica praticante há alguns anos. Adoro literatura cristã, tô louca pra terminar de ler a série Deixados Para Trás (não no celular, em papel, pra ter na prateleira, mas o preço absurdo de cada volume que nunca entra em promoção não deixa), mas por vários motivos que não interessam eu abandonei a religião. Mesmo assim eu achei aquilo tudo tão desnecessário… não a história em si, mas o modo como ela é conduzida. E isso me tirou um pouco a vontade de ter a coleção na prateleira (isso e a velha história da capa do primeiro volume, ainda), simplesmente porque não é o tipo de história que eu gostaria de reler daqui, sei lá, 3 ou 4 anos, só pela maneira como o terceiro livro trata a questão da religião.

Já que eu não vou conseguir a capa antiga*, pelo menos dessa procura eu desisti. Pode até ser que eu aproveite alguma promoção no Submarino pra comprar tudo junto com desconto (juro que o fato dos livros estar em promoção *hoje* é uma baita coincidência, porque eu nem tinha encontrado os três na lista de 500 livros em promoção quando eu olhei - devo ter olhado a lista com o rabo pra não ver, mas tudo bem). Ou talvez eu não compre e me arrependa por isso quando o segundo filme sair. Ou não. Não sei.

Na real, eu acho que eu tirei férias de mim mesma e sou outra pessoa no comando, porque nionde que uma Kika com saldo positivo no banco fica pensando se compra ou não alguma coisa?

* * *

* É preciso dizer que a Livraria Cultura tem um atendimento muito simpático - não apenas me responderam que não tinham mais a capa antiga em estoque nas lojas físicas, como entraram em contato com a editora pra ver se era possível consegui-la. A Editora Objetiva também me respondeu de uma maneira muito simpática, embora não tenha sido a resposta que eu esperava, porque não vão mais editar a capa anterior. O atendimento por chat do Submarino deve ser feito por macacos treinados pra abertar botão, não é possível. E a Fnac pelo jeito está muito acima desse tipo de questão pra se dar ao trabalho de me responder.

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