Centro

Hoje eu tirei a tarde pra dar uma voltinha no centro de Jundiaí*.
A idéia era encomendar a minha cesta, almoçar um pastel gigante que não cabe no prato no La Mama, comprar algumas coisinhas** em algumas lojas e voltar pra casa.
Primeiro choque: o La Mama do centro fechou.
Não, pára! Como assim? Tudo bem que eu não sou mais uma assalariada que trabalha e almoça no centro há anos, mas o que aconteceu com o La Mama???
Me sobrou almoçar na Tropicana, uma rede de lanchonetes estilo tropeça-em-uma-cai-na-próxima no centro. E aí eu faço a mesma pergunta: o que aconteceu com a Tropicana? Porque almoçar na Tropicana costumava ser um luxinho: um lugar demorado, mas com a comida tão boa que de vez em quando valia a pena.
Pedi uma coxinha de carne seca que estava oleooosa e sumiu em três mordidas. E eu tento ser pheena pra comer em público, pq se fosse na frente do computador eu tinha enfiado a coxinha inteira na boca, de tão minúscula. O rocambole de pizza que costumava ser divino estava uma merda. O suco de framboesa custou 3,50 - gente, a polpa de framboesa custa UM REAL no supermercado vai… gastei 8 pilas num almoço que decididamente não valeu a pena. Porque o La Mama fechou.
Outra coisa que fechou foi a Juju.
Pára, a Juju não existe mais!
Cara, me deu uma tristeza profunda quando eu vi que a Juju tinha fechado. Era tipo a rainha de todas as lojas de quinquilharias. Quer dizer, continua lá, mas com outro nome, e arrumada de outro jeito. Aquele estilo de loja em que as comidinhas ficam em volta da fila dos caixas, e ou você fica lá escolhendo e atrapalhando a fila ou você pega qualquer coisa pra andar rápido.
Um minuto de silêncio pela Juju e por todas as porcarias que eu não vou mais trazer pra casa quando for pro centro da cidade.
* Definindo centro de Jundiaí: conjunto de quarteirões comerciais em volta da catedral (que sim, é bonita desse jeito) que aos finais de semana se resume ao pipoqueiro que dá plantão na porta da igreja.
** Definindo coisinhas: um all star novo, comida, cosméticos pro cabelo. Jamais que eu saio da minha casa pra comprar roupa. Maquiagem é uma coisa que pra mim inexiste. Bolsa raramente eu compro fora do Brás. E essa é a minha definição de shopaholic.
