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Kit Brasileirão da Promoção Nestlé nós torcemos por você

  brindes

clica que cresce

Pra não dizer que a gente não ganha nada nem em bingo de igreja, depois de enviar uns 40 códigos pra promoção da Nestlé a minha tia ganhou um kit brasileirão: 4 ingressos pra um jogo do campeonato brasileiro, uma camisa promocional do time, um daqueles negócios cafonas de pendurar crachá, uma flâmula, uma toalhinha de mão, um joguinho num CD e um bagulhinho de recado pra colocar na geladeira, tudo numa lata do time escolhido.

Na hora que você manda o SMS com o código já retornam uma mensagem dizendo que você ganhou o kit e é só aguardar a ligação. Aí um funcionário da Nestlé te liga durante horário comercial, confirma seus dados e eles entregam o kit em casa.

Aí que eu queria conhecer o Parque Antártica, mas o kit do Palmeiras já esgotou – o que é uma pena porque meu vô é palmeirense, iria usar a latinha pra guardar os trequinhos dele e talz. Aí eu peguei um kit do São Paulo mesmo, pra tentar conhecer o Morumbi.

Tentar porque alguém já viu o calor que tá fazendo lá fora? Então, meu ingresso é pro jogo dia dia 6 de dezembro contra o Sport. Se eu não saio de casa pra ver o meu time jogar na sombra da cadeira numerada, bem provável que eu vá sair embaixo desse sol pra ver o São Paulo hein? Mas também, até dia 6 de dezembro tem chão, quem sabe uma frente fria simpática não aparece?

PS: Não, eu não posso vender os ingressos pra outra pessoa se eu não for no jogo. Adoraria, mas na qualidade de sobrinha da ganhadora eu preciso estar lá pra retirar.

Paulista 1 x 1 São Caetano

Ontem foi o último jogo do Paulista em casa no campeonato deste ano. Ainda não se sabe se no ano que vem esse time (definição dos bengalos, não minha) lazarento vai disputar a primeira divisão, então bora aproveitar enquanto há Jayme Cintra (que se o Paulista não disputar a série D do brasileiro esse ano e ficar de joguinho em centro esportivo eu esqueço da existência do futebol até janeiro de 2010 hein?).

Teoricamente nem daria tempo de sair do cinema e ir pro jogo, já que eu queria passar em casa pra tirar a roupa de cinema pra colocar a roupa de jogo (que é muito mais confortável e eu posso sujar de cal na arquibancada a vontade), mas quando o ônibus passou lá na rua de baixo do estádio deu a louca e eu fui.

Atrasadíssima, no meio do caminho ouvi os fogos e o hino, e ainda tinha toda uma ladeira pra chegar na bilheteria. Definitivamente esse ano eu perdi o melhor dos jogos porque cheguei em cima do horário em todos eles. Eu devo estar mesmo precisando muito de uma distração, porque não deve ser muito normal ficar completamente arrepiada com uma queima de fogos hein?

Sobre o jogo: no primeiro tempo o Paulista foi muito bem, mas no segundo tempo pra variar deu aquela senhora esfriada. O São Caetano marcou um gol e logo em seguida rolou um gol contra empatando o jogo. Depois de algum tempo saiu um pênalti a favor do Paulista, que eu não sei quem cobrou mas a mãe desse cidadão foi bem comentada, já que ele PERDEU o pênalti. Aliás, quantos pênaltis o Paulista MARCOU no campeonato? Não lembro de nenhum, só lembro dos QUATRO PÊNALTIS PERDIDOS.

Enfim, ele explica esse tipo de coisa melhor que eu.

Né fácil ser torcedora de time capenga não viu? Sábado é o último jogo. Em pleno ano do centenário o time tá essa bosta. Dá um desânimo…

E na saída? Pessoa vai dar uma de esperta e resolve cortar caminho. Já não basta eu ter me perdido todas as vezes que saía do exame da auto escola ali na frente do Jayme Cintra, eu precisava desbravar, de novo, um caminho alternativo. Às 21h30. O que eu tava pensando? Obviamente eu me perdi animal lá pros meios do Jardim Pacaembu, não tinha idéia de onde eu estava nem como eu fazia pra voltar pra civilização. Até que eu saí numa rua conhecida, do outro lado do bairro, e catei um ônibus pra ir pra casa.

Bom, pelo menos eu cheguei mais cedo em casa né? Mas ó, nunca mais.

Paulista 1 x 1 São Paulo

Sabe-se lá o que é esperar mais de três meses pelo 22 de Março e acordar com barulho de chuva? E quando você olha pela janela e pensa “bom, é só uma garoa” imediatamente começa a cair uma chuva pesada? Aí realiza o que é sair sol às 15h30. Eu nem tinha processado o fato de que a chuva tinha ido embora quando o celular tocou, minha vó perguntando se eu ia ou não ia pro Jayme Cintra ver o tão esperado jogo do Paulista contra o São Paulo.

Não só fui como cheguei lá em 18 minutos (o que é um recorde, mas nunca senti tanta dor nas pernas como hoje, amanhã certeza que eu vou estar quebrada na hora de sair da cama pra ir pra aula, vai vendo).

E foi LINDO! Paulista empatou, mas não foi o tradicional “abre o placar e deixa o adversário empatar”. Eu não entendo o Paulista. Empata com o São Paulo, empata com o Santos, mas perde feio do Mirassol. Espero que na quarta-feira não faça feio contra o Botafogo, que é um daqueles jogos que o povo adora chamar de “jogo de seis pontos”, coisa que não faz o menor sentido pra mim. Enfim, ganhei o ingresso de quarta-feira, se não chover estarei lá. Mas se chover também, nem ligo.

       

Paulista 0 x 3 Santo André


Nota mental: celular não tira foto boa à noite

Não é frustrante quando uma tradição é quebrada?

Nos últimos dois ou três anos (preguiça de ir pegar os ingressos guardados pra checar desde 2006, olhei os arquivos do blog) o Paulista sempre fazia um dia de damas grátis até a meia-noite mulher não paga pra comemorar o 8 de Março. Era a única face do Dia Internacional da Mulher que eu aceitava (porque mulher não é índio pra ter um dia só pra ela hein). Tudo bem que sábado passado eu iria ao Jayme Cintra de qualquer jeito, e não é por causa de R$ 10 que eu vou ficar mais pobre, mas não entendi pra que acabar com o cavalheirismo. Qual o próximo passo, acabar com a meia-entrada pras damas?

Humpf.

Falando em dama, quando eu vi que o uniforme do Santo André era azul me bateu toda uma culpa por estar com um esmalte da mesma cor. Se eu fosse do tipo que guarda superstição teria tido um ataque.

No intervalo fizeram promoção dos ingressos contra o São Paulo no dia 22 (mesma coisa do ano passando contra o Palmeiras), mas também não estavam vendendo meia-entrada. Muita gente que comprou o kit com os ingressos e aquela camisa horrorosa (pensando bem, nunca vi ninguém usando aquilo) reclamou porque vai pagar mais caro pelo ingresso, mas sei lá, eu até entendo o marketing da coisa (casa cheia contra o Santo André bla bla). Tadinho do Galo, tá falido gente, vamos encarar o preço do ingresso como uma esmolinha de caridade.

* * *

Mas então né, perder de 3×0 foi uma pena porque o jogo começou muito bem e os 2500 presentes estavam numa animação linda. Só que o Santo André não tem o Luis Caldas Zé Carlos, que fica parado esperando a bola cair no pé dele. Próximo jogo alguém leva uma rede e uma água de coco gelada pro moço. O Marcelinho Carioca pode ter a altura da minha perna, mas pelo menos trabalha pra fazer valer o salário que ganha.

* * *

Como a melhor parte de ir ao jogo é conversar com o meu vô sobre isso no dia seguinte, esse foi o assunto da hora do almoço de domingo. Ao que, muito kikamente e totalmente fora do contexto, eu solto um “mas na hora que a gente chegou…”. A gente quem cara-pálida, se eu tava sozinha? Ok que meus pais tiraram um sarro com a minha cara do tipo “a gente você e seu celular”, porque eles sabem que se eu tivesse companhia pro jogo seria obrigatoriamente alguém que me trouxesse de carro pra casa depois da partida, mas foi difícil terminar de comer na mira do olhar acusador da minha tia. Eu hein.

Paulista 4 x 1 Guaratinguetá

Lá vai a Kika pro Jayme Cintra, sob um calor dos infernos e um sol de meio dia às 19h (da tarde? da noite?). Eu já falei que eu tô medicamente proibida de tomar sol? Não né. Pois é, eu tô. Banho de filtro solar e uma caroninha básica até o estádio.

Qualquer coisa é melhor do que ficar em casa, e além do mais eu descolei uma sombra na arquibancada atrás do gol, o território oficial dos velhinhos xexelentos e da família das cheerleaders. O cheiro não é dos melhores, e só serve pro primeiro tempo, mas é na sombra! E de lá eu fiquei só observando a fauna local…

       

* Incrível como a torcida vai de “vagabundo filho da puta” a “uh urru matador” em minutos né? Não digo “coitado do Zé Carlos” porque coitado é o caramba, não fez mais do que a obrigação.

* Mulherada só no esmalte vermelho. Achei loosho. Próximo jogo vou providenciar um tom mais aberto do que o que eu tava usando (fala sério, em que outro blog vocês encontram futebol e esmalte no mesmo post?).

* De repente a torcida começa a mandar a Ponte Preta dar o koo e chupar rolis (não, eu não sou moralista, só não quero nenhum paraquedista vindo pro meu blog atrás dessas coisas). Irônico porque o jogo era contra o Guará. Eu fico pensando se, do nada absoluto, outras torcidas também começam a ofender seus inimigos de estádio mesmo jogando contra outro time.

* Cheerleaders. Acho válido, mas achei as meninas um pouco perdidas. Muito perdidas.

No final os R$ 10 do ingresso foram muito bem pagos. Mesmo toda a pequena fortuna que devo ter gasto twittando pelo celular valeu a pena. Nota mental: pro próximo jogo levar a cam pra tirar umas fotos decentes. Eu sei que eu vou super me perder no meio dos gadgets mas que seja.

Próximo jogo é contra o Corinthians, quarta-feira a noite, aqui. Oi, não vou nem que me paguem? Vão lavar bem o Jayme Cintra depois do jogo? Com Protex? Mas espero que passe na tevê, tô curiosa. Infelizmente se a Gamor começar a expressar seu amor pelo Ronaldinho da mesma maneira que eu peguei de orelhada ontem a televisão não vai exatamente dar destaque pra voz do povo.

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