Eu não fazia idéia, mas a vida de Edith Piaf foi completamente despirocada. Sim, com o glamour que existe sobre qualquer personagem francês, só que completamente porraloca.
O trailer do site oficial passa a impressão de um filme muito mais sublime, este sim que combinaria com o ridículo título que escolheram aqui no Brasil, Piaf – Um Hino ao Amor (La Môme, 2007).
O único problema do filme é ser longo demais: 2h14 não dá, hein?
Então a nossa formatura começou com mais de uma hora de atraso porque o senhor prefeito não aparecia.
Sinceramente, senti um certo clima ali com o narrador locutor apresentador do evento, que babou o ovo do prefeito por demais da conta. Senti uma vibe. Eu pessoalmente já não ia com a cara do prefeito porque ele não sabe se vestir bem, mas depois de ontem (“parabéns aos alunos de inglês, espanhol, italiano e alemão“) titio prefeito tem conceito -10 comigo.
Juntanto o atraso do prefeito e o povo do discursinho que resolveu contar a vida, a parte que interessa da coisa começou quase 10 da noite. Porque sério, todo mundo ali tinha uma história de infância pra contar. Super relevantes, como o prefeito contando os anos de casamento com a primeira dama, ou a senhora de inglês cacoantibesco que aprendeu italiano pra fazer um discurso mas hoje em dia não manja nem o buona sera (arram).
E teve o representante dos alunos, que oi, representava o que ali? Porque ninguém perguntou pra gente se rolava uma representação, então no mínimo o cara deve estar comendo alguém. Imagine um cara chato. Eleve ao cubo. Acrescente uma personalidade retiscente e um ego do tamanho da cidade. Eu estava sem relógio, mas o discurso demorou pelo menos 15 minutos. Lá pelos 5 o povo começou a aplaudir em qualquer brechinha pra ver se o nobre colega se tocava e vazava dali, mas nada. Na metade, ele soltou um “já dizia Mario Covas que discurso bom é discurso curto”, mas nem sendo ovacionado pela platéia sem janta ele não calou a boca. Notei uma certa pirraça na verdade.
Depois de toda essa relevância, as apresentações (péssimas, todas, hahahahah) atrasaram e já passou da hora de comer pizza. Na verdade, metade das pizzarias já estava fechada, e não rolava ir pra um rodízio às 11 da noite. Por isso, combinamos outro dia, ao que a turma da noite prontamente se incluiu no programa.
Eu acredito que falo por pelo menos metade da minha turma quando digo que o povo da noite não é bem vindo no nosso rodízio coma-até-estourar. Te dou uma inveja? Uma das chateenhas circulou com uma cestinha muito xoxa no evento. Nós, pessoas com timing e bom senso, mandamos nossa mega cesta de importados pra professeur uma semana antes. Bafão né? Não podia ter tido outra idéia? Precisava dar o mesmo presente? Precisava se reunir no mesmo lugar e no mesmo horário que a gente? Só não customizaram as camisetas (lindas e minhas) porque não ficaram sabendo das nossas…
Pessoa educada que sou, farei a reserva só pros queridos. Asifudê.
Aí que a inveja é uma merda, não é mesmo minha gente? Eu meio que me emputeço com isso…
Aí que o curso de francês terminou oficialmente ontem, e hoje é a formatura.
Oi, eu sou a Kika e fechei com dez…
Há muito tempo eu não convivia com gente tão divertida, então eu vou morrer de saudade da minha turma. Nesses últimos meses mais da metade desistiu, então viramos uma grande panela onde todo mundo conversava com todo mundo.
Obviamente não vou sentir nenhuma falta de urubu que quer o dever de casa pronto nem de gente que vem de outra cidade chupinhar o curso daqui e acha tudo muito ruim.
Agora é assim: meia dúzia quer formar uma turma pra continuar estudando, outra meia dúzia quer marcar um dia pra gente ir pra Deliparis… mas as chances disso acontecer são tipo mínimas né? Todo mundo sabe disso.
E agora eu vou ali sair na chuva pra fazer uma escova e mais tarde vou pagar mico subindo uma escadinha bamba pra um auditório lotado.
Coragem!
O orkut pode não me servir mais pra quebrar o pau com micreiro nem pra exercitar meu sarcasmo, mas quando você participa das comunidades certas, de vez em quando aparece alguma que vale a pena.
Por exemplo, na comunidade de Música Francesa começaram um tópico sobre uma música, que levou a outra, que levou a uma terceira, Je Survivrai da Michel Richard, que é a versão em francês de I’ll Survive. Clássica.
E serviço bem feito é isso: alguém upa o arquivo no 4shared e disponibiliza o link pra download. Adoro.
Como ela é meio longa, vou deixar só o link pra letra dessa versão.