Tô trocando e-mails em francês com uma curitibana. É bem legal isso, de conversar com gente de fora da aula e talz, mas ela fala francês há 10 anos! Coitadinha de mim, pra escrever um e-mail pequetico eu precisei de dicionário e do livro de conjugação, e ainda dei uma espiadinha nas minhas folhinhas sobre família pra ter certeza de como se escrevia grand-père (que é tipo uma das primeiras palavras que eu aprendi, mas bateu uma dúvida).
Já devo ter escrito umas 15 atrocidades, nem vou levar pra professeur corrigir os e-mails que já foram porque é muito mico. Mas vamos que vamos né? Se eu não fizer isso, nunca aprendo.
Se algum francês ou canadense alto, branquelo, moreno e nerd quiser se corresponder comigo é só avisar mmmk? xD
Yann é um cara que nasceu dentro de um avião, de parto prematuro. Durante toda sua vida, ele nutre uma relação de amor e medo com os aviões: trabalha como instrutor de vôo (ou algo do tipo), mas nunca andou num avião de verdade.
E o que faz as pessoas mudarem, senão o amor? Ok, tbem tem a vingança, mas neste caso é o amor.
Ma Vie En L’Air é mais um desses novos filmes franceses bonitinhos e levinhos, que a gente raramente encontra na locadora, e muito menos no Submarino. Olha só que coisa, foi lançado no Brasil e está à venda no Submarino sim, com o nome de O Amor Está no Ar.
Vamos todos dar um grande viva pro personagem principal, que não tem o nome do ator que o interpreta, nos proporcionando assim quase duas horas de diversão garantida sem problemas com a língua francesa…
Pra quem como eu detesta crianças prodígio, é melhor pensar duas vezes antes de asistir La Faute A Fidel xD
Anna é uma menininha mimada que precisa lidar com a mudança na sua família: depois da morte do tio, seu pai resolve virar comunista pra lutar pelas causas dos menos favorecidos nos anos 70 bla bla bla. De repente a patricinha precisa conviver com gente barbuda, se mudar pra uma casa menor e superar a troca de babás, cada uma de uma parte do mundo, com uma religião diferente. Não é fácil, mas no fim do filme a gente já começa achá-la bem simpatiquinha.
Ok, eu tentei elaborar um título mais caprichado pro post, mas fiquei com medo de cair no mesmo nível da tiazinha que soltou um “mai neime is vanessa” no busão outro dia. Mas o post não é sobre gente do ônibus.
O francês não empresta palavras de outras línguas, especialmente do inglês. A gente aqui no Brasil - principalmente quem trabalha com informática - já se acostumou tanto com palavras inglesas (blog, post, deletar, boot, a lista é imensa) que acha completamente normal. Tão normal que da última vez que eu topei com um dicionário inglês-português de termos de informática achei completamente desnecessário. E eu adoro dicionários.
Já no francês eles criam seus próprios termos pra cada nova palavra que surge. Tanto que o governo francês mantém o FranceTerme, um site que é tipo um dicionário online com as palavras que a Comissão de Terminologia e Neologia estabeleceu. Fala sério, quando eu li o nome dessa comissão imaginei um ministério que poderia muito bem estar nos livros de Harry Potter, de tão… pitoresco (fora que eu ainda tô na maratona HP e isso tá afetando meu cérebro).
Por exemplo, blog não é blog, é bloc-notes. Ou bloc, se você for íntimo. O verbo pra postar é publier: je publie, tu publies, il publie (pelo menos é um verbo regular). E assim vai.
Cada vez que eu vejo algum babaca reclamando como aprender inglês é difícil eu tenho uma variedade de reações, que vão desde um simples “vai aprender francês pra você ver o que é dificuldade” até o impulso de socar a cabeça dessa pessoa contra um dictionnaire, daqueles que o povo francês costuma chamar de petit (não é influência do humor inglês, eles realmente não têm noção de tamanho).
Por isso é que o dictionnaire d’informatique é item da minha wishlist. Mas tem que ser de papel, porque dictionnaire em ligne não faz volume na prateleira e precisa do ordinateur ligado.
Via Conexão Paris.
Persepolis (Persepolis, 2007) conta a história de uma adolescente iraniana tentando se encontrar em tempos de guerra. Baseada numa HQ auto-biográfica, a animação tem traços delicados, pra compensar o horror da primeira metade da história.
A dublagem é francesa, mais um ótimo motivo pra eu assistir até o final. As três personagens principais - Marjane, sua mãe e sua vó - foram dubladas por grandes atrizes francesas. [spoiler] A vida da Marjane não foi fácil, mas acho que a pior parte é voltar pra casa e aguentar os agregados da família dando palpite… [/spoiler]
Será que leva o Oscar? Apesar da história ser ótima e cheia de valor cultural/emocional eu ainda tô torcendo muito pra Ratatouille levar, mesmo que isso signifique que o DVD vai demorar mais alguns meses pra baixar de preço.