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Natal

E aí, pessoas, como foi o Natal de vocês?

O meu foi tão inspirador que eu desisti completamente de montar a minha árvore genealógica.

Poético né?

Árvore genealógica

Eu sempre quis montar a árvore da minha família, mas do lado da minha mãe as pessoas têm a memória fraca, e do lado do meu pai não rola muito interesse em socializar. Até que eu descobri o Kindo (através do Querido Leitor).

Talvez no dia de Natal role a fatídica reunião familiar com todos os membros vivos (coisa que eu jurava que tinha acabado pra sempre e já estava mega feliz com isso). Não vou deixar toda aquela gente que eu demorei uns 18 anos pra decorar o nome me desanimar com a minha árvore - até porque eu tô muito mais interessada é na parte francesa da família, que não tem nada a ver com esse povo todo…

Step-cousin

Rá, família é uma coisa engraçada mesmo.

Minha prima foi pros EUA fazer intercâmbio. Contrariando minhas previsões pessimistas de quem gastaria 50 mangos com uma viagem pra Paris, achei que seria uma furada bla bla. Enfim, nunca fomos próximas de qquer maneira.

Aí vem essa menina americana pra ficar “no lugar” dela. Ela é descendente de mexicanos, então tem uma feição brasileiramente comum. Na verdade, familiar. Demais. No sentido ruim. Mas colé, a guria tem culpa qualquer coisa, menos de me lembrar alguém que eu não vou com a cara.

(note to self: ela não precisa saber da existência desse blog, pq eu realmente não quero explicar com “o que” ela parece)

Hoje era aniversário da minha avó e a casa estava cheia. Meu avô ficava fazendo sinal pra eu puxar conversa com ela, mas poutz, falar inglês com a Rá todo sábado é uma coisa, falar inglês com uma americana e todo mundo olhando é outra bem fora dos meus planos. Mas conforme as pessoas foram indo embora começamos a conversar e *bingo*, minha step-cousin precisa de uma guia turística com as tardes livres pra ensiná-la a andar de ônibus (quem mandou cair em família de patty onde todo mundo anda de carro, néam?). E a menina quer aprender a ir pra São Paulo de ônibus e a andar de metrô.

Sério, em uma noite eu conversei mais com a americana do que com a minha prima na última encarnação. É muito sem noção, porque de repente eu vou ser paga pra sair com ela, coisa que eu nunca fiz com a peça da minha família. Quer dizer, o host-father dela que pague as minhas despesas, já que teoricamente ele é meu godfather (bênça padínho, hahahaha). Adorei isso. Tô mesmo precisando de alguém que pague pra eu sair de casa, tô precisando treinar meu inglês (que na verdade é bem bom, so sweet), e ela precisa de uma hostess.

You can’t always get what you want
But if you try sometimes you just might find
You get what you need

Casa de vó

Dois dias numa rotina diferente. Quarenta e oito horas offline. Dois cafés da manhã completos, idas à padaria, lavar a louça depois de cada refeição, dormir numa cama que não é minha… sério, eu não sei como as pessoas gostam de viajar, pq eu detesto. A única coisa que me vem a cabeça qdo se fala em viajar é dormir fora da minha cama. Acho estressante.

Mas verdade seja dita, se a padaria da esquina da minha casa chuta bundas com o biscoito de polvilho, a padaria perto da casa da minha vó faz o melhor bolo de chocolate do mundo, pena que eu só comprei um pedaço. E ler o jornal local é tão inútil quanto, mas muito mais cool do que ler as notícias toscas sobre celebridades do Terra. Tipo a casa da vizinha da minha vó, que pegou fogo e é muito mais notícia que a ex do Ronaldinho se pegando na praia.

Tudo bem que eu comecei a baixar House agora, mas achei que chegando em casa a legenda já estaria pronta. Cansei de fazer tricô, néam?

E a música do próximo filme do James Bond, Casino Royale, já está por aí. Achei bonitinha, mas não tem cara de James Bond.

Filha do sobrinho

- Cadê aquele teu CD de fontes?
- (lá vem) Ah, não sei… mas aqui tem um monte de fonte, ó…

Eu lá sabia o que meu pai queria com o meu CD de fontes? Dei o primeiro CD de clipart, daqueles que vieram nas revistas que não sei pra que ele comprou.

Algumas horas depois (literalmente) ele me chama, Word aberto, sorriso no rosto.

- Vê qual você gosta mais.

Teoricamente aquilo foi um dia inteiro (duas páginas) de tentativa de criação de um logotipo.

Confesso que senti medo. Medo de ter algum restinho daquele Táglia wannabe no meu DNA. Medo de dizer a verdade e ser expulsa de casa por tamanha grosseria. Medo daquela coisa sair da tela e me pegar. Ou de chupar meu cérebro.

Tenho certeza que *se* eu dormir essa noite vou ter pesadelos.

Quer dizer, com duas páginas de logotipo, ele ficou esperando eu dizer quais eram os top ten ou coisa do tipo. E eu já, abismada, de queixo caído, congelada de medo.

Cara, meu pai vai me dar mais trabalho que a sobrinhada do orkut. Porque ele acha que sendo um gênio do grande porte, ele continua sendo um gênio em qquer área da informática atual. Porque dominando várias linguagens de programação desde antes de eu ser uma proteína, ele acha que eu nunca vou saber mais do que ele em absolutamente área nenhuma.

E eu aqui, pensando “olha que linda essa fonte do logotipo do jornal da universal”.

É, da Universal… queima e talz… os caras têm até podcast!

Mas enfim, eu queria uma coisa assim… formal… sóbrea

E o pior é que ele vai querer variedade. Acredito que o que ele ia dizer antes de eu sair correndo era alguma coisa do tipo “a gente pode variar as fontes, usar uma cada vez”.

Ó, dia boa, se a coisa ficar muito problemática eu pago 30 reais e o Diniz faz pra ele.

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