Posts na categoria ‘família’

Ho Ho Ho

Como foi o Natal de vocês, pessoas?

Diarinho mode on

O meu foi a mesma merda coisa de sempre: dia 24 eu passo com os meus avós maternos, encho o rabo de comida (castanha portuguesa + eno + castanha portuguesa + ceia + sidra cereser). Assistimos o especial da Xuxa, que se revelou uma grande decepção porque eu vi meu marido por meio segundo lá no fundo (pronto, contei).

Dia 25 a gente passa com a família do meu pai, e graças a todos os deuses do multiverso hoje fomos pra num restaurante (porque reunir a família inteira na propriedade de um dos exemplares bate qualquer castigo que possamos vir a enfrentar um dia no inferno). Encontrei um dos garotos que é mesário comigo, que fingiu que não me conhecia porque a namorada tava do lado. Eu retribuí porque entendo perfeitamente, ela realmente não iria gostar nem um pouco de saber que por exemplo ele deu o chocolate dele pra mim na última eleição. Eu tava tão mulherzinha quanto eu posso estar hoje, e além do mais não tenho a intenção de roubar o namorado de ninguém no momento. Especialmente o dela. Mas né, fico pistache com essa necessidade de se comportar feito um carneirinho que alguns relacionamentos exigem.

Ganhei um par de brincos, o que eu achei fantástico porque afinal a pessoa nunca me viu usando brincos na vida exceto por um par de argolas prateadas gigantes que eu amo mas que me dão alergia, mas sei muito bem que não combina com tiara de tecido xadrez e por isso não estava usando hoje, obrigada.

Essa coisa de me presentear com maquiagem e biju é uma tentativa de me desbarangar? Porque oi, não tá rolando.

A mesma pessoa me pergunta qdo eu vou pra praia. “Ah, nunca dá né, cada final de semana é uma coisa”. Na real meu estoque de desculpas esfarrapadas tá esgotando, gente! Quer dizer, sempre tem a desculpa do trabalho, mas como meu tio usa essa desculpa pra comer a secretária do outro tio, trabalhar virou qualquer coisa menos um bom motivo pra não ir pra praia quando se trata da minha família.

Porque sério né, eu tomo 15 minutos de sol na cidade e minha pele fica um caos (de verdade, a ponto de ter me feito marcar dermatologista, quer dizer, acho que vou pedir um atestado pra ela), se eu for pra praia eu tenho certeza que vou desintegrar feito aqueles vampiros de filmes de baixo orçamento.

Será que pessoas com namorados conseguem se livrar desse tipo de situação colocando a culpa nele? Tipo “ah, poxa, não posso ir pra praia neste final de semana porque é o aniversário do afilhado do meu namorado! É, sim, ele tem 27 afilhados e é muito próximo de cada um deles, obrigada por perguntar.”

E eu quase chorei qdo minha prima disse que o público da loja onde ela trabalha é diferenciado. Depois disso fiquei esperando alguém soltar um logomarca na presença da refeição e o capeta vir buscar o herege ali mesmo. Tem palavras que a gente não deve pronunciar enquanto outras pessoas estão comendo, sabe?

Olhando assim, perdi várias oportunidades de twittar durante o almoço. Não que eu tivesse algum receio de parecer nerd porque já tinha ficado um tempo brincando com o notebook enquanto o resto da família não chegava (nota mental: deixar o notebook mais interessante, porque a única coisa que eu tinha pra fazer era ler As Mulheres Francesas Não Engordam, que parece legal porque trata de hábitos franceses, mas eu nunca passo da introdução). Só guardei o notebook porque né, eu não como na presença dele.

Meu pai, que depois do almoço foi fazer um social com o resto da família dele, muito se preocupa porque os parentes dele são uns cuzões que nem perguntaram da gente. Muito embuída do espírito natalino, eu viro pra ele e declaro “Você não vai gostar do que eu vou te dizer, mas eu amo meus avós – o resto, dos tios pra lá, eu pouco me fodo, então pára de se preocupar se essa gente pergunta de mim ou não porque eu quero que eles se fodam”.

É o Natal me deixando ainda mais boca suja, não é mesmo minha gente.

 
Eu sei que eu tinha dito que não iria mais falar mal da minha família aqui no blog depois que o meu priminho querido me chamou de Kika, mas né, pouco me cago.

Advogada previdenciária picareta em Jundiaí? Eu conheço uma!

Você que está em Jundiaí ou região, quer se aposentar e está procurando um advogado pra dar entrada no seu processo no INSS: fica esperto, meu bem!

Minha tia contratou uma advogada pra cuidar do processo dela. Há três anos essa mulher enrola, enrola, enrola. Minha tia encheu o saco, foi lá no INSS e descobriu que o processo dela, depois de aberto, nunca foi mexido. Então ela arrumou outro advogado (de confiança), e ontem fomos buscar a documentação dela.

Eu não vou citar nomes. Também não vou citar o endereço porque outras três ou quatro advogadas atendem no mesmo endereço. Mas se você conhece uma advogada que atende do centro de Jundiaí e tá na dúvida, me manda um e-mail e a gente conversa.

Chegamos lá, a sala de espera estava cheia de idosinhos. Todos com o mesmo perfil: gente simples, sem filhos, acreditando que a mulher é uma santa, que está lutando há três, quatro, cinco anos pelo processo deles. Eu sei que o INSS é uma coisa complicada e demorada, mas né.

Quando fomos atendidas, minha tia explicou com toda a calma que ela queria os documentos de volta porque tinha um outro advogado que queria dar uma olhada pra ela. A advogada disse que tinha acabado de olhar no sistema e o processo da minha tia estava “em andamento”. Que sistema é esse? O site da Previdência Social certeza que não é, porque esse *eu* checo de tempos em tempos.

Enfim, minha tia falou que tinha ido lá no INSS, e o processo nunca tinha sido mexido desde então, e por isso ela procurou outro advogado. Gente, o que foi a reação da pessoa? Primeiro a tal advogada se fez de poderosa. “Quem te atendeu no INSS? Não, não me fala, eu mesma vou descobrir e essa pessoa vai se ver comigo!”. Não sabia que era proibido atender um cidadão no INSS hein? Sob pena de tomar uma sova da advogada da pessoa.

Foi quando ela ameaçou chorar. Não a minha tia, a advogada! Com os olhos marejados, ela disse pra minha tia que isso não se fazia, que a minha tia havia traido sua confiança. Eu fiquei quieta porque fui junto só por suporte moral, e prometi que não abriria a minha boca, mas tive que segurar muito pra não rir daquela ceninha. Sabe como são ceninhas de gente descontrolada na minha presença né? Quer dizer, jogar um drama pra cima da cliente? A idéia dela era o que, fazer a minha tia pedir desculpas?

Viemos embora (chamei ela de vaca, mas foi logo que eu passei a porta, então tecnicamente eu cumpri a promessa de ficar quieta lá dentro) e eu fiquei com aquilo na cabeça. Uma advogada chorona. Simplesmente não combina. Eu sei que é estereotipar da minha parte, mas eu imagino advogados como pessoas frias e sem sentimentos, pelo menos pra atender clientes. Não é matéria de faculdade isso de se controlar? Mas eu achei que era o cagaço de perder a comissão sobre a aposentadoria da minha tia. Eu também choraria se fosse perder uma grana dessas, certo?

E o draminha da advogada na minha cabeça, martelando, sem fazer sentido.

Aí me deu um estalo: entrei no site da OAB de São Paulo. Lá tem uma consulta de advogados registrados. E advinha? A madame não tem registro na OAB de São Paulo!

Agora tudo faz sentido. O desespero dela quando outro advogado entrou na história. O fato de todas as advogadas do prédio terem uma plaquinha na porta, menos ela. A clientela humilde e iludida.

Cara, eu não sei vocês, mas se eu tivesse sido descoberta assim também choraria na frente do cliente hein?

Por via das dúvidas, chequei também a OAB do Paraná (o sotaque dela não é jundiaiense). Nada. OAB do Rio de Janeiro. Nada.

Eu não quero apontar o dedo mas… PICARETA LAZARENTA!

Eu sei, culpa nossa que não fomos checar o registro na OAB antes, mesmo que ela tenha sido indicada (e calhou da gente descobrir só essa semana que a pessoa que a indicou também tinha descoberto que ela não fazia bosta nenhuma no INSS).

Então se você for contratar um advogado, pra qualquer coisa, checa o registro dele na OAB. Se ele for um registrado, vai te dar esse número com orgulho (vai estar no cartão de visitas dele!), aí você vai no site e dá uma espiadinha (mas também dá pra fazer a consulta pelo nome). Eu imagino que advogado nenhum se incomode com isso, afinal essa gente picareta que se passa por advogado é ruim pra classe profissional e tudo.

Estamos de olho, hein dona Lu!

The Clone Wars: eu vou na pré-estréia!

Eu sei que eu tinha colocado o blog em hiatus pra mudar de host, mas como o DNS ainda não propagou e eu consegui acessar o blog, lá vai.

Ah gezus, dá até medo de blogar sobre isso e dar alguma merda federal até lá, do jeito que eu ando cagada.

Mas né? Me ligaram do Conselho Jedi hoje que eu ganhei um par de ingressos pra ver The Clone Wars na pré-estréia domingo sábado.

Só que domingo é dia dos pais. Veja bem, eu moro com o meu pai e almoço com ele praticamente todo dia. O presente oficial, ele já ganhou. O almoço de família vai ser num restaurante caro? Vai, mas eu prefiro The Clone Wars e almoçar McDonalds no shopping. E o principal: meu pai liberou, e eu vou!

Depois vou aguentar o mimimi eterno da família dele, mas foda-se. Ano passado minha prima tava fazendo intercâmbio e mandou um e-mail citando todo mundo da família, aquele bando de gente hipócrita chorou litros, e hoje a menina tá processando o pai dela, então acho que a minha família não tem lá muita moral em datas comemorativas criadas pelo comércio pra vender mais (se bem que eu adoraria ver o climão entre ela e o pai dela no domingo xD).

Claro que as chances do mundo acabar amanhã são enormes, especialmente reforçadas pelo fato de (1) eu ter ganho alguma coisa e (2) meu pai ter me liberado, é muita sorte de uma vez só, mas vamos fazer pensamento positivo, mmmk?

Porra, é sábado! O que deu na minha cabeça pra achar que era domingo eu não sei, só sei que é sábado, e sábado eu não vou poder levar ele comigo, então não sei de mais nada.

Mas eu vou, certo?

Quem tem boca

Outro dia, com a família reunida, saiu um papo de que alguns ditados populares são grandes palavrões que a gente repete feito papagaio. Tá, eu passei um bom tempo sem reparar no trocadilho da frase “vontade é uma coisa que dá e passa”.

Mas aí que tavam falando que “quem tem boca vai à Roma” é uma patza coisa horrorosa. Joga no Google. Primeiro que o Google deveria banir o Yahoo! Respostas dos resultados das pesquisas, porque lá dentro só tem gente estúpida, vítima da inclusão digital. Tranca as portas e as janelas e taca fogo dentro, agora.

Bom, o Google não me disse nada sobre a teoria da minha família, de que era uma vez uma menina que não tinha dinheiro pra ir à Roma e usou a boca pra isso e se você não entende o que há de errado nisso não sou eu quem vai explicar fim. Muita gente diz o óbvio, que o ditado é um jeito de se dizer que perguntando e pesquisando você descobre qualquer coisa bla bla bla. Uma meia dúzia diz que o ditado certo é “quem tem boca vaia Roma”, e surgiu na época em que o protestantismo era moda etc.

Minha família tem problemas, definitivamente. Bando de gente maluca.

Vivência

E aquela tua parente que tá nos EUA, hein?

Eu sei que muita gente de classe média vai pros EUA nessa mesma situação pra pegar “experiência de vida” e “aperfeiçoar o inglês”, mas minha opinião sincera? Em tempos de Skype, arruma uma meia dúzia de amigos americanos e treina o inglês pela Internet (coisa que eu mesma faria se não fosse especialista em procrastinar). Experiência de vida você arruma de n outras maneiras.

Acho graça na pessoa que tem tudo aqui no Brasil, que não levanta a bunda da cadeira nem pra buscar um copo d’água, e vai pros states trabalhar de mopeira/babá/camareira. A família acha lindo, mas posso falar? Nos EUA até mendigo fala inglês, então isso não é nem um pouco glam.

Não sou contra viajar pra outros países, muito pelo contrário! Só que no dia em que eu pisar na França, vai ser pra estudar, não pra lavar prato. Não quero ser chef de cozinha, não preciso começar por baixo na hierarquia de uma cozinha, só quero o conhecimento porque eu sou metida e acabou. Não que tenha alguma coisa errada em lavar prato, mas isso você faz no seu país e tua mãe não vai encher a boca pra admitir isso, né?

Se bem que na minha família tem mãe que enche a boca até pra contar que a filha saiu de casa pra morar na favela com um chefe de torcida organizada, então não tem muita esperança pra noção entrar e se estabelecer…

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