Eu sei, diagramar jornal no Corel é digno de entrar pro Pérolas do Dizáine. Mas eu não vou gastar massa cinzenta instalando e reaprendendo a usar o PageMaker ou coisa que o valha. Não agora. Talvez daqui uns meses.
O problema não é esse. O problema é que a capa do jornal tem 35MB. Só a capa. Cheio de power clip pra fazer um efeito que dois ou três objetos normais fariam. Até aí, beleza. Demorou um século pra abrir no meu computador, no do meu pai nem abriu, mas tudo bem.
Aí hoje eu fui olhar as outras páginas e reparei que a página quatro tem o singelo tamanho de 165MB.
Cento e sessenta e cinco megabytes.
Tirei até um print, pra ter certeza de que eu não tô sonhando.
Pra ser sincera, eu tô até com medo de abrir o arquivo. Talvez faça isso amanhã lá pela 1h da tarde - aí eu vou pro centro da cidade fazer umas compras, vou pra aula de francês, e às 18h30 quando eu voltar tomo um banho e vejo se já abriu.
Duas perguntas não saem da minha cabeça: (1) como é que eu vou manipular esse arquivo pra deixá-lo num tamanho normal sem explodir meu desktop e (2) que raio de configuração tem o cara que criou esse arquivo pra achar isso aceitável?
Eu sou viciada em ícones. Adoro, não posso ver um ícone que salvo no computador. Devo ter uns 3 CDs só disso. Meus preferidos são os em PNG, porque mantém a qualidade e eu posso usar em qualquer lugar.
Não que eu efetivamente use ícones, veja bem. Eu só gosto de ter um banco de ícones.
Tem esse site, o IconBuffet, que antigamente era só um lugar que disponibilizava alguns sets bem bonitinhos. De uns tempos pra cá, transformaram o dito cujo numa comunidade, onde vc adiciona amigos, troca mensagens e compra e vende sets.
Claro, os melhores sets são os mais caros. Tem um, o Amsterdam High Seas, que custa 10 dinheiros, que é exatamente a “recarga” que vc ganha do site mensalmente (claro, vc pode pagar e ter mais). Ainda não fiquei íntima de ninguém pra chegar e pedir “viu, me manda por email só a arara em png por enquanto?”.
E já gastei tudo o que eu tinha. Saí pedindo 10 sets descaradamente, achando que cada um só custava uma moedinha, mas o “preço” é variável.
Pra quem se interessou, é só se cadastrar por este link, que já vira meu amigo (e eu ganho pontos que não sei direito pra que servem).
Porque a coisa toda em torno do Dolly Guaraná me intriga.
Tem os jingles ridículos. Tem os efeitos visuais manjados. Tem o site que é pavoroso. E tem o Dollynho.
O que é o Dollynho? Qual a sua função social? Entrar pra Praça é Nossa como mais uma piada ruim? Fazer quem está em casa rir pra não chorar?
“meu amiguinho um caráleo”
Pra mim, das duas uma: ou o cara que inventou aquela merda é o sobrinho do dono da empresa que ganhou um curso de Maya do tio no Natal, ou é algum peguete do chefão, estudante drogado de publicidade, que prometeu colocar no YouTube os vídeos picantes envolvendo orgias, o presidente que dá as caras no comercial e Guaraná Antártica se não descolasse uma boquinha (ops) na empresa.
E quem dubla aquela merda? *medo dessa pessoa*
Eu só me pergunto quantos litros de Dolly Guaraná os filhos da faxineira receberam pra aparecer nos wallpapers da marca. Nem a mãe deles não usaria essas fotos como papel de parede. Sério. Principalmente a menina que tá pagando de zéquisse. Se tem idade pra ter buço, tem idade pra fazer carão. Não faz a puta, bee.
Sei lá, cara… mas eu sinto vergonha alheia por todas essas pessoas…