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Pucca

Sim, eu comprei. E já comprei 23 pacotes de figurinhas ao longo do dia. E passei quase uma hora colando tudo com um capricho digno do meu gellerismo.

E aí eu descobri pq tá tão difícil de encontrar figurinhas por aqui: não é só criança pequetica que tá comprando não. Segundo o tio da banca (um doce de pessoa, que troca figurinha pras pessoas) a maior parte das clientes dele tem 18… 20… ou seja, um bando de marmanja que tem grana pra comprar figurinha.

Não tem nem graça, não topei com uma criança durante o dia inteiro pra fazer invejinha.

Oi, eu sou a Kika, idade psicológica 12 anos.

Bienal comofas//

Acabei de chegar em casa, fui na Bienal do Livro com o Frank e o Ju.

Vamos encher a boca pra dizer com gosto: estava uma BOSTA!

Parece até piada, mas o Submarino tinha um estande cheio de livros, mas só vendia pela Internet.

Really? Seriously?

A Saraiva tava lotada e nada tinha preço. Tinha uma editora lá com uma atendente do lado dos livros, tabela na mão, se vc quisesse saber o preço precisava perguntar pra ela. Muito digno ter um trabalho que pode ser executado por uma folha de sulfite e uma caneta bic.

Não vi estande de livros de design, mas tinha um lindo, enorme, onde metade dos livros eram chick-lit. Lá dentro o Férias da Marian Keyes, que eu já li mas é o único que eu ainda não tenho, custava 55 dinheiros. No Submarino tá R$ 38.

Aí eu pensei “ótimo, tô aqui pra completar minha coleção do Discworld na Conrad. E este, senhoras e senhores, era o estande da Conrad:

Uma pracinha com crianças, idosos e um sorveteiro!

O que salvou um pouco foi o estande da Comix. Lá eu comprei o Quadrinhos e Arte Sequencial do Will Eisner, que eu já tinha em PDF, mas tudo bem porque eu gosto de livro em papel, e O Senhor da Foice, por R$ 27. Eu não quis comprar o Quando as Bruxas Viajam porque tava sujinho, mas no fim o que eu comprei também tava, me arrependi de não comprar.

Mais duas coisas que eu vi na Comix e meu gellerismo não deixou comprar: o Liberty Meadows, porque só tinha o primeiro volume e sabe-se lá quando vai sair o resto, e o Estranhos no Paraíso, que além de eu não saber a ordem dos volumes pelas capas porque eu li tudo online, cada exemplar era de um tamanho diferente.

E no fim eu acabei voltando pra casa sem meu dicionário de informática em francês. Ele existe tá? É que sério, eu esperava encontrar na Bienal por um preço com dois dígitos.

Comida, claro, muito cara, mas a raspadinha e o favinho valeram a pena. O busão de graça entre a Bienal e a Tietê tinha uma fila imensa, mas tava bem rápido (e eu acabei descobrindo que tem um Rei do Mate na Tietê, só falta um McDonalds agora \o/).

Próxima Bienal? Provavelmente não vou. Ao invés de passar meses juntando dinheiro pra um evento meia boca, eu prefiro deixar o dinheiro disponível pra quando rolar *a* promoção em alguma loja na Internet com alguma coisa interessante.

Mulherzinha

Feriado mulherzinha.

Bolsa do Snoopy pra momentos mulherzinha, *a* bolsa do Snoopy que eu tô paquerando há meses versão 2.0, bolsa cor-de-rosa com estampa de mangá pros momentos eu sou a Kika e tenho 12 anos, carteira do Snoopy para momentos mulherzinha porque a minha carteira da Betty Boop é super mal planejada.

Oi, eu sou a Kika e gastei muitos dinheiros em bolsa no Brás.

All Star rosa 40 que era o último da Americanas.com porque sumiu do site, All Star azul de bolinhas 40, DVD da Rita Lee.

Porque nerd que é nerd compra tênis pela Internet e ganha DVD de brinde.

Pilha de roupas que eu comprei ontem em São Paulo. Tudo bem mulherzinha obesa vai às compras pensando na porra do apartamento na praia: batinha, blusa larguinha e talz. Olha bem. Tem uma peça branca! O mundo tá acabando! E uma arara de pelúcia que eu tô paquerando desde a semana passada, e que é muito mais bonita pessoalmente.

Feliz bagarái

             

Tô feliz: acabei de comprar a 3a temporada de House e a 1a temporada de Heroes por módicos R$ 39,90 cada, e com frete grátis.

House ^^

Aliás, tanto a 1a temporada quanto a 2a temporada de House estão por esse preço também.

Promoção do dia dos pais no Submarino e eu basicamente acabei de gastar muito mais comigo do que com o presente do meu próprio pai (na real já é um milagre que tenha partido de mim a iniciativa de comprar um presente pra ele - especialmente um presente legal).

Sinceramente eu mereço por ter trabalhado loucamente nas últimas semanas.

Provavelmente é uma daquelas promoções relâmpago, e em meia hora o estoque acabou. Deus me ajude que o Submarino não faça alguma merda federal e foda com o meu pedido né?

A minha felicidade é um crediário nas Casas Bahia

Casas Bahia abertas nesse domingo, aproveite!

E lá vai a família pras Casas Bahia. Minha mãe gosta de olhar, de planejar comprar uma geladeira e uma máquina de lavar roupas a longo prazo, pra pagar a vista e pegar desconto. Minha tia vai pra comprar, porque ô casa pros móveis durarem pouco, mesmo com todo o cuidado que todo mundo toma. E eu fui dar uma olhadinha numa batedeira, porque o cartão do Submarino tá demorando demais pra chegar.

Enqto minha tia comprava, eu fui pra prateleira de batedeiras e me encantei com duas: uma da Arno, e outra da Walita. As duas pretas (a da Walita é o modelo dessa da foto), as duas com batedor de massas.

Nota mental: putaquepariucaralho, a mesma batedeira que eu comprei tá TRINTA REAIS mais barata no Submarino! Morram, Casas Bahia!

Como a minha última batedeira quebrou enquanto eu batia manteiga, eu tava afim de saber qual das duas era mais potente, qual aguentava mais tempo ligada, esse tipo de coisa. A vendedora veio me atender e eu perguntei qual a diferença entre as duas.

- Ah, uma tem uma tigela, e a outra tem duas.
- Tá, isso eu vi, mas você não tem mais detalhes sobre o funcionamento delas?
- Olha… uma é Arno, a outra é Walita.
- Ah tá, brigadão hein?

Ahtomanocu né? Será que eu tenho cara de ser tão panaca que não consigo *enxergar* isso? Aqui foi uma questão do jeito como se diz as coisas. Ela tava me tratando como se eu fosse extremamente burra. Ou como se *ela* fosse tão burra que achasse aquela resposta idiota completamente normal. Ou, no mínimo, como se eu fosse uma pessoa que não vai comprar uma batedeira de 170 reais num domingo a tarde. Se ela tivesse me dito a mesma coisa, num outro tom, eu entenderia que não tem diferença nenhuma entre as duas e que a escolha seria baseada no design (a da Arno era mais bonita) ou na marca (eu queria uma batedeira da Walita mesmo).

Juro que se eu não tivesse comprando por impulso e soubesse que no Submarino a batedeira ainda tava mais barata, eu nem teria saido de casa. Eu não tenho culpa se a vida dela se resume a passar paninho na prateleira de liquidificadores num domingo a tarde! Meu trabalho também tem várias coisas chatas, mas eu montei um blog só pra reclamar dele, não fico descontando nos outros!

Mas foda-se a vendedora infeliz das Casas Bahia. Pagando trinta conto a mais desnecessariamente ou não, agora eu tenho uma batedeira preta da Walita. Se ela durar um nada do jeito que durou a anterior, eu enfio ela no cu do primeiro vendedor que eu encontrar na frente xD

* * *

Por mais que eu adore um consumismo e essa vibe de trabalhar-e-comprar-uma-coisa-legalzinha-pra-mim-mesma, eu sempre me sinto culpada qdo olho as tralhas que se acumulam aqui em casa. A batedeira velha, que é tão porcaria e custou tão barato que provavelmente não vale a pena consertar e continuar usando. O celular anterior, que tá com a bateria dando problema e ninguém quer comprar porque já caiu da moda. O computador antigo, que tá razoavelmente bom mas o HD dá uns paus de vez em qdo, e eu até instalaria Linux nele se eu tivesse espaço pra um terceiro computador na minha mesa, o 4º PC numa casa com três pessoas (vou começar a distribuir computador pros meus pets, inclusão digital total) e não rola vender porque se pifar de vez na mão de outra pessoa eu não quero aguentar mimimi.

O que fazer com toda essa tralha que custou dinheiro? Ontem eu fiquei sem coragem de jogar a batedeira no lixo, mesmo sabendo que se alguém comprá-la por causa das peças eu vou gastar o dinheiro que me for pago com o ônibus, pra levar e voltar pra casa. O monitor antigo (um IBM 14″, quase entrando na linha da raridade) e a impressora antiga (uma HP Deskjet que ainda funciona muito bem, só que foi substituída por uma que funciona melhor quando começou a dar pau) eu poderia até doar pra algum lugar que sei lá, desse cursos gratuitos de conserto de computadores ou coisa do tipo. Mas o computador é sacanagem, pq ele ainda tá ótimo. Se bem que doar é uma coisa complicada, qdo eu doei a minha escrivaninha de 10 anos pra uma casa de caridade, ela chegou até o portão em perfeito estado, mas qdo foram colocar no caminhão já fizeram um risco de fora a fora na lateral, e aí eu fiquei pensando em qto tempo a madeira dela viraria parede de barraco enqto aqui em casa poderia estar fazendo qualquer coisa mais digna.

Desculpa, mas eu não confio no poder de conservar um móvel de uma pessoa pobre. Aqui em casa a televisão durou mais de 20 anos e a gente só trocou porque minha mãe não sabia o que dar de presente no aniversário do meu pai. A geladeira que tem a minha idade ainda tá sendo usada pra gelar verdura e ovo. Eu não vou sair por aí distribuindo uma coisa que custou pra ser comprada, não mesmo. Prefiro fazer uma birdhouse com as minhas tralhas.