Quem é que eu tô querendo enganar? Sabe quando eu vou completar 20 filmes do Top 250 do IMDb? É, então. Especialmente porque dos filmes que chamam atenção naquela lista eu já vi todos.
O que eu gosto mesmo é de filme comercial. Previsível. Quase bobinho. Tipo Baby Mama, que eu só assisti porque eu vi numa vinheta de rodapé no 30 Rock.
Comédia romântica sobre mulher bem sucedida que quer engravidar e não consegue. Zero de identificação. Talvez um pouco de inveja sobre a parte do bem sucedida, porque meu sonho de vida é ser workaholic mas nem tá rolando.
A liga é um lugar engraçado. A Clau começou a assistir todos os Star Wars, o que fez a gente começar a falar do Ewan McGregor, o que levou o papo pros filmes em que ele está fofo.
Eu não gosto de Moulin Rouge porque não tenho muita paciência pra musicais. Apesar disso eu adoreiAbaixo o Amor, ainda não comprei o DVD por acidente e Fly Me To The Moon é um dos temas de filme mais lindos *ever*. Peixe Grande é lindo. Miss Potter também. Mas eu tô longe de ter visto tudo do Ewan.
Aí surgiu no papo o Por Uma Vida Menor Ordinária, fui lá ver. Surreal. Dois anjos precisam juntar o Ewan McGregor e a Cameron Dias, e todo mundo sai por aí comentendo crimes. É romance sem ser mela-cueca. E sem um pingo de noção também. Adorei.
E a animação do final? Eu não encontrei no YouTube (mas também não procurei como se a minha vida dependesse disso), mas é *muito* bonitinha.
Agora eu acabei pegando mais uns filme do Ewan. Fora o surto quando eu entrei no IMDb dele e lembrei que ele vai estar na adaptação de Anjos e Demônios.
Sério, aquele sotaquezinho dele me mata. E eu nem sou chegada em loiros.
Eu já devo ter dito isso aqui, mas a Little Miss Sunshine é uma das poucas crianças que eu consigo achar uma coisinha fofa. O tipo de sobrinha que eu adoraria ter pra trocar figurinhas da Pucca e mimar e estragar. Uma vibe meio Felícia, sabe?
Em Três Vezes Amor - filme que eu levei três dias pra assistir - ela tá uma graça. Um dia ela quer saber do pai como ele e a mãe se conheceram, e ele conta a história que envolve três ex-namoradas diferentes e nomes trocados, enquanto a guria tenta descobrir quem é a mãe dela.
É uma daquelas comédias românticas bem fofas. Apesar do protagonista ter cara de bunda, e de uma das namoradas dele ser a mina insuportável que mentiu pro meu marido, eu ainda quero o DVD disso.
E a trilha sonora, fofa, que me fez baixar Nirvana só por causa de Come as you are. Cara, eu não ouvia essa música desde a faculdade! Mas assim, como quase todas as comédias românticas que eu gostei ultimamente, não se acha trilha sonora, só o score sem graça. Um saco isso.
Eu fiquei um pouco assustada com Jeux d’Enfants. O filme é uma graça, todo colorido, todo inocente, mas ao mesmo tempo é de uma crueldade que só criança é capaz.
Esses dois amigos de infância criam um jogo, onde um desafia o outro a fazer loucurinhas, tipo desobedecer professor, cantar em velório e talz. Eles crescem juntos e continuam com o jogo, até que obviamente um dos lados se apaixona e se machuca. O tempo vai passando, o jogo continua - e vai ficando cada vez mais absurdo e particular.
Até certo ponto, é uma história linda. Mas o final me deixou assustada. Mesmo assim, a primeira reação quando o filme terminou foi procurar o DVD no Submarino. Só achei o importado. Bom, já é um avanço que existam legenders especializados em filmes franceses, que o Moviecom tenha horários dedicados pra esse tipo de filme, quem sabe daqui um tempo os filmes franceses não vão estar na prateleira facinho né?
Fora que La Vie En Rose é sempre *algo de*, mas conseguiram deixar a bagaça de arrepiar os pelinhos da nuca, especialmente quando o Julian canta pra Sophie, ainda mais do que na versão (com spoilers do filme) da Patricia Kaas.
A preguiça foi maior, eu acabei não escrevendo sobre Dedication, um filme estranhamente gracinha que eu assisti sábado a noite. Aqui no Brasil *parece* que vai chamar “Uma História de Amor”, mas eu não tenho certeza.
Daqui pra baixo pode ter spoilers, mmmk?
Tem esse escritor de livros infantis completamente esquizofrênico, que trabalha com um ilustrador muito foda, que é tudo o que ele tem na vida. Aí o cara morre ele precisa começar a trabalhar com uma outra ilustradora, a Mandy Moore que finalmente perdeu qualquer traço da mina de A Walk to Remember.
Claro que ele não aceita outra pessoa na vida dele, mas ele começa a ter umas visões do melhor amigo morto conversando com ele, muito muito boas.
- She deserves better than him.
- Now you’re talking.
- Better than me too.
- Yeah, but she doesn’t know it yet.
A Lucy por sua vez tem problemas com uma mãe completamente insana, que coloca ela pra fora por não pagar o aluguel e acha que tá fazendo um bem enorme pra filha. E um ex namorado, que é só o Tim do The Office inglês.
É um romance? É. Mas não é aquele romance água com açúcar. Muito pelo contrário. E tem uma das melhores declarações de amor *ever*, não porque seja bonita ou poética, mas porque é sincera. Ele diz que passou a vida inteira buscando uma coisa e fazendo de tudo pra não encontrar, mas que aí ele tem essa coisa acorrentada ao pescoço. Acredite, esse tipo de coisa faz todo o sentido quando você é o tipo de pessoa que faz de tudo pra não encontrar o que tá procurando.