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Get Smart


Eu nunca vi o seriado original (e não me animei a ver também não, eu já acompanho séries demais), então eu assisti Agente 86 sem esperar muita coisa.

Mentira, eu tava esperando que o Steve Carell estivesse foda.

E eu adorei o filme. Achei bem engraçado, sem perder a vibe 007 e sem virar Austin Powers . Nada de errado com Austin Powers, só que o susto com The Love Guru não passou ainda. E era pra eu ter assistido só um pedacinho mas fiquei acordada até tarde vendo o filme até o final. Isso explica muita coisa.

Também saiu um segundo filme, Agente 86: Bruce e Lloyd, mas isso me deu uma preguiça eterna. Boa coisa não deve ser.

E se você não viu o filme ainda, a próxima frase pode ser um spoiler:

Agora, a Anne Hathaway não tem mesmo cara de quem sofreu uma plástica completa pra mudar de identidade?

Filmeenhos

No sábado eu tentei assistir Vida de Solteiro, achei clichê e entediante.

Aí eu passei pra Paris. As pessoas ainda não cansaram de fazer filmes sobre Paris? Eu já cansei! E sabe o critério pra assistir um filme francês? Esse aí não passou: já começa com um cara que precisa de transplante. Desisti.


Então eu comecei assistir Enfin Veuve, e só terminei ontem. O cartaz faz alguma relação com Je Vous Trouve Très Beau, que eu achei mais interessante, mas eu não manjo dessas funções de diretor/escritor/produtor, só manjo de assistir o filme, sabe como?

Enfim, eu achei um pouco chatinho. Uma mulher linda e cheia de vida é casada com um cara insuportável e tem um amante. Aí ela fica viúva, mas quando ela está enfim viúva meio que nada acontece.

A melhor parte do filme, sem dúvida nenhuma, é o tema: Et si tu n’existais pas, do Joe Dassin. Eu twittei sobre ele ontem, e passei o resto da noite cantarolando - errado - o comecinho da música. Agora tô baixando um le meilleur de do cara, porque é exatamente o estilo de música francesa mais antiguinha que eu amo. Música com letras profundas, românticas e escancaradas. Adouro.

Je Vous Trouve Très Beau


Meu critério pra assistir filmes franceses é bem simples: qualquer coisa que apareça no legendas.tv e não seja um drama profundo, eu tô assistindo.

Aí pra começar a diminuir o volume de coisas pra fazer backup eu assisti Je Vous Trouve Très Beau - é, tem pra vender no Submarino. Claro que os filmes franceses que eu realmente gosto não estão a venda né? Mas é uma historinha até que bonitinha…

Tem esse fazendeiro coroa que vive com a mulher, que cuida da casa e dos animais da fazenda. Aí a mulher morre e ele vai procurar outra pra ajudá-lo no serviço. Na Romênia. Uma imigrante novinha e bonitinha.

Eu achei um filme bem fofo, mas a música tema vale mais do que a história inteira. Agradeço a São Google pela graça do MP3 alcançada:

Boomp3.com

Em Seu Lugar

A Internet me deixa exigente. Meio intolerante talvez.

Não gostou das primeiras faixas de um CD? Apaga. Não tá achando graça no filme? Apaga. Não é preciso honrar o dinheiro que foi gasto no CD ou no ingresso. Com livros eu sempre fui bem seletiva, até porque chick-lit é cara, mas agora que eu descobri o maravilhoso mundo dos e-books no celular, esquece. Se o livro não me prender logo de cara provavelmente eu não vou me dar ao trabalho de ler até o final, quanto mais de comprar um exemplar pra colocar na prateleira.

Porque eu comecei a ler Em Seu Lugar há mais de um mês, mas a coisa não foi. Não que a história seja ruim, ou mal contada: eu só não me identifiquei muito.


Porque sério, eu acho meio hipócrita essa coisa de “ela é minha irmã, ela é insuportável, mas a gente se ama”. Não entendo o amor incondicional por um membro da família que não faz por merecer. Em parte isso acontece porque eu não tenho irmãos e não tenho idéia de como isso funciona, mas muito provavelmente isso vem do meu egoísmo.

Enfim, o livro não tava fluindo, resolvi assistir o filme. Até onde eu li, a adaptação foi bem fiel. E eu achei o filme bem bonito.

Na real é que assim, eu tô meio cansada da personagem linda e descolada dos chick-lits. Não quando elas são lindas e descoladas e acabou, mas quando elas pisam na cabeça da não-tão-linda e não-tão-descolada, ou arruinam os seus sapatos, ou fodem as suas vidas, e tá tudo bem. Me dá no saco mesmo, quando a história começa com essas bostas eu já me desinteresso. Imagina que se é comigo uma irmã que vem invadir o meu apartamento e o meu guarda-roupa eu vou achar isso aceitável porque “ela é minha irmã, minha melhor amiga, bla bla bla meu cu”. Mas, de novo, filha única, sem experiência em amores fraternos incondicionais.

The Love Guru


Eu não sei se eu fui uma adolescente babaca que achava graça de qualquer coisa e agora sou uma tia velha, ou se Austin Powers foi o tipo de filme que o Mike Myers nunca mais vai conseguir fazer na vida.

Só sei que The Love Guru é uma bosta.

Não que eu não tenha dado várias gargalhadas durante o filme, mas é que gente, toda aquela coisa das piadinhas clichês envonvendo desenhos de pinto, coisas saindo e entrando do cu, trocadilhos… cansa, sabe? Uma coisa meio Austin Powers encontra Bollywood encontra uma dose extra de piadinhas ruins. Só terminei de assistir porque eu tava fazendo umas colagens aqui do lado e deixei o filme passando enquanto eu recortava papelzinho.

Não vale o download, muito menos um eventual ingresso no cinema.

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