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Minas

Eu odeio viajar pra Minas Gerais.

Veja bem, antes que este post vire a mesma coisa do post em que eu disse que vou renegar até o fim dos tempos a minha ascendência portuguesa (se é que ela existe mesmo), é preciso deixar claro que eu não tenho absolutamente nada contra Minas Gerais, nem contra os mineiros. Sotaque mineiro é uma coisa que me diverte, especialmente porque começa assim que você cruza a fronteira do estado.

Meu problema com Minas é o processo. Todo ano a família se arrasta pra lá. Minha mãe a trabalho, o resto da família por diversão, e eu pra não escutar semanas de “mas você precisa sair de casa”. E tem os doces né? Gastar uma boa parte de um job comprando doce de leite, queijo e coisas do tipo é bem legal.

Mas eu não gosto da viagem em si. A gente se aperta no carro. O carro é enorme, mas depois que reformaram ficou completamente desconfortável. Minha perna fica melhor instalada no banco de trás de um Uno, mesmo. E meu pai, que faz o mesmo caminho todo ano desde antes de eu nascer, resolveu de uns tempos pra cá se perder na estrada.

E aquelas estradas? De cagar de medo hein? Se acontece alguma coisa você não tem acostamento pra parar, não tem placa de sinalização dizendo o nome da rodovia nem o kilômetro que você está pra pedir ajuda… muito cagado… acho que eu prefiro cozinhar uma lata de leite condensado quando bater a vontade de comer doce de leite…

* * *

Como nem tudo é perdido, acabei voltando de viagem com um papagaio de pelúcia. Um papagaio de pelúcia! Tá, não é tão anatomicamente correto quanto a arara vermelha da Brinquedos Laura, top 5 da minha wishlist pra coisas absolutamente dispensáveis… mas também não é tão cara, sabe?

Agora eu só preciso achar uma calopsita de pelúcia pro meu quarto virar uma filial do resto da casa, completamente dominada pelos meus pets xD

2 de Abril

E finalmente o 1º de Abril passou. Coisa mais desagradável isso, e é só na internet que os humoristas de plantão (tipo 90% da internet) encontram seu elemento. Na rua, só gente muito, muito sem noção faz piadinha sobre isso. Nem na tevê. Ok, na tevê passou uma matéria sobre um senhor que guarda um saci vivo numa garrafa.

Nem é o 1º de Abril em si que me irrita, porque todo mundo sabe que naquele dia as coisas mais bizarras que acontecem são brincadeira. Pelo menos ninguém tá colando peixe de papel nas costas de ninguém por esses lados. Eu me irrito mesmo com os blogs que passam o ano inteiro brincando de contar mentirinha pra ver a reação das pessoas. Ok, algumas mentiras são completamente deslavadas e você só precisa de um par de neurônios pra perceber, então até um certo ponto é engraçado você observar gente completamente burra caindo. E gente completamente burra não deveria ter acesso à Internet bla bla. Mas e as mentiras tão bem contadas que acabam se espalhando como se fosse verdade?

Mas sei lá, isso sou só eu e o meu amplo mau humor. Logo passa.

Futilidade

Eu tava dando uma olhada em outras listas de 101 coisas, pra ver como andam alguns projetos que eu acompanho, e encontrei alguns comentários curiosos.

Tem gente que acha a coisa da lista fútil, porque a maioria das coisas que a gente quer cumprir envolve dinheiro pra comprar coisas ou conhecer lugares.

Bom, primeiro que eu não vejo absolutamente nada de errado em consumir o dinheiro que você ganhou trabalhando.

Segundo que a lista é uma coisa pública. Por mais diarinho que seja um blog, a gente precisa tomar cuidado pra não se expor demais, por isso é absolutamente natural que a gente prefira listar uma coisa do tipo “comprar um jogo de maquiagem” do que publicar um “sentar com meu irmão mais novo pra gente resolver nossas diferenças e nunca mais soltarmos comentários sarcásticos na mesa de jantar” (exemplos absolutamente aleatórios vindos de uma pessoa que não usa maquiagem nem tem irmãos).

Fora que eu encaro a lista como uma maneira de aprender a terminar tudo o que começa e completar metas. Deixando isso público na medida do possível é mais fácil de atingir os objetivos, especialmente se você visita listas alheias e vê como outras pessoas estão avançando.

E terceiro que, tudo bem, a partir do momento em que você abre os comentários do seu blog os jilós vão aparecer, e vão fazer comentários imbecis. Neste blog mesmo, o número de comentários irritantes de gente que ganharia mais ficando de boca fechada porque não tem nada de útil a dizer só perde pro número de spams (nota mental: instalar um bom filtro de spam aqui). Eu geralmente apago os comentários de jilós, se alguém disser que a minha lista é fútil vai ser tratado exatamente como alguém que promete aumentar meu pênis.

Só que, pra mim, uma pessoa que não te conhece e deixa um comentário no teu blog te criticando é mais fútil do que alguém que estabelece 101 metas consumistas na vida. Não canso de dizer que se você não gosta do que lê num blog, é bem melhor pra você fechá-lo do que deixar um comentário. Não é uma questão de não poder expressar o que você acha, ou de só deixar comentários do tipo “muito bom, concordo totalmente” (que também são ridículos e dispensáveis). É mais uma questão poupar o blogueiro da sua opinião estúpida, e de se poupar da frustração de ver seu comentário sendo completamente ignorado - ou pior ainda, o risco de topar com um blogueiro sarcástico que vai acabar com você em praça pública e ainda te mandar beijosmeliga no final.

Então sei lá, antes de criticar a lista de 101 coisas completamente pessoais de uma pessoa, defina futilidade. Cuidar da vida alheia não é a coisa mais digna do mundo.

Receitas

Digitar minhas trocentas receitas está sendo bem divertido. Eu tenho receita sem título, outras com instruções de preparo tipo “amassar bem, congelar na forma depois colocar em saquinhos, untar com um pouco de óleo”, assim, totalmente genéricas.

Quando é receita anotada à mão, tudo bem. Mas e as bizarrices das receitas que eu recebo pelo correio das empresas de alimento? Tem uma aqui de “massa alemã” que você serve com pão italiano. Tem outra que diz “acrescente o molho” mas não tem nada de molho nos ingredientes.

Fora o bom gosto pra coisa né? O pessoal da Nissin é louco pra socar erva-doce nas receitas de miojo. Tem outras, de várias empresas, que dá até nojinho. E teve um folhetinho que veio de brinde com umas forminhas com duas receitas de biscoito, como se fossem completamente diferentes - em uma as medidas estão em peso, e na outra em colheres e xícaras, mas é exatamente a mesma receita.

Em compensação, eu recebi cada livrinho de receitas que dá até dó de pensar em digitar e me desfazer deles. Provavelmente vou passar pra minha tia e talz, mas são tão bonitinhos… esses da foto por exemplo, recebi tem um tempinho já, mas são muito bem feitos (só que eu nunca experimentei nenhuma receita deles, rá).

Só que esse blog de receitas vai ficar restrito. Tô pensando inclusive em deixar ele apenas local enquanto eu estou digitando tudo, pra não depender do humor do WordPress. Imagina se eu coloco isso público? No Moi, Tricoteuse já me aparece jiló suficiente fazendo comentário imbecil (que eu modero, claro). Essas receitas que eu estou digitando são pra desocupar espaço, não são receitas testadas e aprovadas bla bla. Muita coisa aqui eu vou guardar por apego, mas jamais vou colocar em prática na cozinha. Se a receita não dá certo (ou se cita um molho que não está nos ingredientes), não quero ninguém me cobrando por isso.

Evitar a fadiga, sempre.

Receitas e tutoriais

Eu sou uma rebelde das receitas, tutoriais e gráficos de ponto-cruz. Não consigo fazer igual de jeito nenhum.

Mesmo que uma receita seja total desconhecida pra mim, eu vou mudar alguma coisinha logo da primeira vez. Se for receita velha de guerra então, pfff…

A mesma coisa com tutoriais. Tô seguindo o tutorial de um livro que manda a gente trabalhar com os canais do Photoshop ao invés de camadas. Economiza memória e tal. O rly? Eu sou uma pessoa com 2GB de RAM, acho que eu tô pouco me lixando pro consumo dessa memória…

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