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U-Hero

Então que Jundiaí teve seu primeiro evento nerd em, sei lá, todos os anos da sua existência.

Hoje a gente passou o dia na U-Hero que, apesar de não ter sido nem metade do que foi prometido, foi muito bom.

O evento foi organizado pela minha escola de desenho. Finalmente saiu a famosa, a lendária exposição dos trabalhos dos alunos (um viva pra isso \o/) e eu fiquei com faniquito de voltar a desenhar tipo, ali, na hora - mas não vou agir por impulso e pagar dois meses de mensalidade pra desenferrujar: vou desenhar em casa primeiro, mas depois vou voltar pra escola sim, quem sabe ano que vem não tem desenho meu lá? ;D

E oi, eu ainda posso colar

A chuva estragou um pouco. Bom, os otakus estragaram um pouco. Muito exagero. Da última vez que eu chequei seria um evento sobre *comics*, o que tinha praticamente nada (até fui preparada pra comprar algumas camisetas lá, mas só tinha camiseta de mangá/animé e oi, não, obrigada, mas não). Muito auto-controle pra não gastar o dinheiro numa action figure da Poison Ivy hum?

O Osmar, mesmo organizando um evento que ocupou o Parque da Uva inteiro, ainda teve tempo pra ser simpático! É um fofo mesmo, pretendo retomar minhas aulas de cartoon com ele (só espero que não seja de sábado de manhã). E pra um primeiro evento foi beeem legal…

Fora o Mupy (não tomava Mupy desde a quinta série! gente, tô velha!) e aquele sorvete japonês de frutella caríssimo mas delícia.

Ano que vem eu prometo: vou participar das palestras e workshops de desenho. Aliás, ano que vem eu vou participar de palestras e workshops em geral. De qualquer coisa minimamente interessante.

Melhor descrição *ever*

Oi, tá acompanhando Heroes? Isso pode ser um spoiler pra vc…

A Elle *não* é a Veronica. Ela é a Felícia do Tiny Toons (”Eu vou pegar e abraçar e amassar!”).

Né?

Sunday morning 2

Continuação do post anterior

Mas como nem todos os humanos estão na mesma casta, ainda há vida inteligente no universo, então basicamente nem tudo está perdido.

Ok, talvez meu saldo esteja sim perdido por aí. Se alguém encontrá-lo, me avisa.

Anyway, o Frank voltou do Japão e, além da nossa tablet, tbem me deu um Mythology do Alex Ross xD

Aquela Lúcia Helena do Unibanco mima você demais…

Então num ato de extrema loucura disfarçada de necessidade, eu comprei na Cultura da Paulista um livro sobre design que parece ser maravilhoso e foi um verdadeiro achado (sou egoísta, não vou compartilhar o link) e um dicionário de francês, super barato.

É engraçado pq os franceses não têm um mínimo de noção de tamanho né? Aquele dicionário gigante que vira um sofá é o petit; o mediano chama-se micro; o menor, poche - que vamos combinar, não caberia em um bolso normal nem sendo muito simpático.

Cara, o que é aquela Livraria Cultura? O que é aquele livro do Snoopy que os caras têm lá? Aliás, acho que naqueles três andares tem de tudo, pena que os livros fiquem estragando nas prateleiras. Lá é meio lugar pra vc ver se a sua wishlist vale a pena (tipo eu já tô pensando sinceramente em comprar um Dona Benta no lugar do Cordon Bleu) e comprar pela Internet. A menos que seja (1) extrema necessidade (2) um lançamento fresquinho ou (3) um livro embalado.

Falou a Geller…

Aliás, falando em consumismo descontrolado, na Fnac tem os dois volumes de Kill Bill por 39,90.

E ainda no mesmo assunto, que loucura aquelas trufas das bancas de jornal da Paulista hein? Eu vi uma de melão com saquê numa banca perto da Fnac, e comprei uma de vinho do porto perto do Masp. Essa e mais nove. Sim, eu comprei 10 trufas. Sim, eu sou uma pessoa feliz. E sim, elas chegaram inteiras.

* * *

E putz, parece que o negócio tava encantado… dois meses combinando pra gente se encontrar e necas!

Espero que a próxima não demore muito. Se rolar o figurino adequado eu voto pela DeliParis…

Bad Nerds Network

Não posso esperar muito tempo pra falar do nosso novo brinquedinho; daqui a pouco perde a graça, todo mundo esquece o BNN num canto e não tem mais assunto.

Há uns dias eu descobri o Ning, uma ferramenta para criar redes sociais. Ou seja: você pode criar seu próprio orkut, de graça, e com muito mais recursos.

É claro que eu tive a idéia de criar uma rede social exclusivamente nerd: o Bad Nerds Network. BNN pros íntimos.

O primeiro que chegar lá perguntando “o que é ser nerd” eu chuto com gosto.

Sinceramente, o site é pesadinho pra carregar, mas acho que vale a pena. Dá pra personalizar o layout e o conteúdo do seu perfil (o meu é tipo pink), você compartilha arquivos, fotos, música e vídeos (inclusive dentro dos tópicos das comunidades), os tópicos aceitam HTML e vc acompanha as dicussões por e-mail ou por RSS.

Bem legal.

* * *

E minha idéia é ter poucas comunidades, mais genéricas, pras termos mais discussão num lugar só, e qdo um assunto se destaca, ganha uma comunidade própria.

Bom, deveria ser assim, mas o grupo de Cinema (sim, cada grupo tem um endereço próprio) já perdeu Star Wars e Senhor dos Anéis.

O grupo de Seriados também já perdeu Heroes.

Repare que nenhuma das baixas foi por minha conta. Obviamente meu gellerismo arde com a liberdade alheia de criar grupos, mas até agora tudo certo: Heroes e Star Wars são assuntos que realmente rendem discussões nerds muito grandes, e Senhor dos Anéis, por favor, vão discutir isso bem longe de mim.

Agora, imagina se *eu* for criar um grupo pra cada seriado que eu acompanho, cada filme que eu gosto ou cada um dos meus livros preferidos!

Tbém existem outros grupos sobre assuntos nerds: Animação, Quadrinhos, Desenho e Ilustração, Literatura (até agora um grupo só), Jogos… até grupo de Culinária eu criei, porque acho que o lance de ser nerd é gostar de aprender as coisas direito. Só não esperem me ver trocando receitas lá dentro que isso dá uma uruca desgraçada.

* * *

Como moderadora suprema e imperadora nerd praticante de p.i. não quero ver nenhuma comunidade anti nada lá dentro. Porque eu acho que se você não gosta de uma coisa, deve ignorá-la, não criar uma comunidade pra falar disso.

Tbém não quero saber daquelas comunidades “Eu me chamo Erika”, “nasci no dia 16″, “adoro chocolate”, “acordo de mau humor”… traços de personalidade devem ser descritos no perfil de cada um.

O BNN não é orkut, uma festa onde cada um faz o que quer não…

* * *

Sim, eu já tive pesadelos sobre. O BNN era um grande prédio, onde eu caçava pessoas que haviam criado comunidades nada a ver pra colocá-las pra fora.

Uma das comunidades, eu tô lembrando agora, era do tipo “Eu chamo Fulana”. E eu queria arrancar o couro da Fulana pra fazer pandeiro. A outra, criada por um cara que eu não sei quem é, eu não cheguei a ver o tema.

Psyco.

Bad, bad day

I’ll get by with a little help from my friends.

Se eu tivesse saído de casa hoje sozinha, diria que foi um daqueles dias *cagados*. Mas como eu estava com os meninos, a bad vibe virou mais uma piada do que qualquer outra coisa.

* * *

Eu já achei tudo muito cagado no Mortadela Brasil, no Mercadão da Cidade. Dizem que é uma filial da lanchonete do Mercadão de São Paulo, mas uma filial que tá precisando aprender como funcionar primeiro.

Quando a gente chegou eu fiquei meio chateada de interromper a conversa dos garçons. Eles estavam tão compenetrados na sua rodinha que eu acho que o assunto era importante. Tão importante que 11h30 da manhã ninguém tinha nem limpado as mesas ainda.

O lanche dos meninos eu não sei (sério que custou 18 pilas cada lanche de mortadela?), mas o meu pastel de bacalhau foi decepcionante. Era pequeno, e o bacalhau estava seco. Da próxima vez que os meninos vierem pra cá, vou levá-los no La Mama, pra comerem um pastel de verdade. Ou na feira.

E na hora de pedir a conta, de novo precisei interromper o assunto importantíssimo do grupo. Cara, que falta de educação a minha…

* * *

No Habib’s tudo ia muito bem, até a pastel da atendente esquecer dos meus Dedinhos. Aquele doce novo. Vinte minutos depois, eu continuava lá esperando. Os meninos comeram, as esfihas esfriaram, e eu lá plantada.

Fui pedir o dinheiro dos Dedinhos de volta, e a pastel se tocou que tinha *esquecido* do meu pedido. Tudo isso pra uns docinhos minúsculos, muito doces e gelados. Detestei.

* * *

<caco antibes mode on>

Aí hostess pobre é foda né? Não dá pra levar as pessoas pra baixo e pra cima de ônibus. Porque quando o busão chegou, já lotado, ainda tinha mais uma pá de gente pra entrar. E, claro, alguém lá do fundo começou a chingar o motorista.

Assim. O motorista geralmente não é como a atendente pastel do Habib’s que esquece o teu pedido enquanto atende todo mundo. Ali tá todo mundo no mesmo barco, poha. Eu tenho certeza de que se tem alguma classe no mundo que adoraria ver mais ônibus na rua pra que as pessoas andassem com mais espaço, seria a dos motoristas de ônibus. Por isso, eu acho que reclamar dentro do ônibus é uma coisa bem periferia desagradável sabe?

Eu vivo chingando busão no blog (blog é meu, faço o que eu quero, não gostou fecha, etc), mas *dentro* do ônibus eu não abro a boca. Vou direto no 156 pra reclamar, ué! Se o ônibus tá lotado, o motorista não vai resolver. Se o motorista não parou no ponto pra você descer, ele tá se cagando, não adianta berrar com ele - vai avisar o chefe dele.

E olha, nenhum dos malas que estavam reclamando tinham uma cecília na cara. Certeza. Até porque quando rola uma cecília a última coisa que você faz é falar, pra não precisar respirar aquele ar fétido.

* * *

E como quanto mais lotado o ônibus, mais ele demora pra chegar no terminal, deu tempo de duas coisas meigas rolarem lá dentro, pra gerar assunto de blog:

(1) A mulher que cacarejava sem parar no meu ombro… eu tava vendo que ela ia cuspir em mim enquanto falava. E ia voar pela janela né? Eu tenho certeza que conheço a peça de algum lugar. Cidade pequena é isso.

Nessas horas só falando em inglês pra expressar sua opinião pessoa sem gerar possibilidade de contato físico. Por isso eu sou super pró as pessoas falarem francês. Tenho certeza que ninguém entende o que vc tá dizendo.

Ela ainda insinuou que eu sou o tipo de pessoa que não precisa pegar ônibus pra trabalhar. Não sou mesmo ué! Vou chorar? Vou arrumar um emprego suburbano pra não ser diferente da maioria proletária? Sou pego o ônibus pra estudar, e graças aos céus nenhum lotado daquele jeito. E eu não tenho culpa se trabalho menos que ela e ganho mais (qdo trabalho, óbvio).

(2) O bêbado que fungou no meu cangote.

- Ô tio, fungada no cangote não hein!
- Que tio o que, sou mais novo que você…
- Alguém tem um isqueiro?

Hahahahha, ele não só estava visivelmente trêbado como ficava me chamando de buchinha. Como eu não tenho o *menor* interesse em dialetos regionais, tô cagando pro que isso significa. Mas eu tenho certeza de que pior do que chamar um tiozão de tio não é.

* * *

Porque vamos falar sério. A quantidade de manos que habita o mundo é uma coisa alarmante. O mundo merece um Live Earth só a respeito das pessoas que estão sobrando na Terra. E em todo grupo de mano sempre tem um que, ao invés do boné, usa um cata-ovo. Pra mim é a fêmea do grupo.

* * *

Essa foi em casa:

- Mas mãe, o pai nunca andou de ônibus… porque se é verdade que ele não me deixa pegar o carro porque tem medo, ele teria muito mais medo de me deixar andando de terminal a noite. Ele não tem noção do que é pegar um ônibus!
- Filha, teu pai não tem noção de nada.

Sabedoria.

* * *

Sei lá, a melhor coisa desses dias cagados é chegar em casa e tomar banho com Protex. E eu prometo que não deixo os meninos passarem por um dia tão cagado de novo. Pelo menos não com ônibus. Ninguém merece ônibus lotado domingo a noite.

Bom, pelo menos *eu* não mereço.

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