101 coisas?
Minha lista completa um ano na semana que vem, e bateu um desespero louco de cumprir mais alguma meta antes desse prazo. O que fazer?
Minha lista completa um ano na semana que vem, e bateu um desespero louco de cumprir mais alguma meta antes desse prazo. O que fazer?

Taí uma tarefa que não teve muita graça de cumprir: Ir a, pelo menos, um jogo do Paulista contra algum time grande, na numerada.
Acabei de chegar do jogo contra o Palmeiras e tipo, várias coisas:
* A numerada é confortável, mas em dia de estádio lotado é um saco porque todo mundo se acotovela. Pra estádio mais vazio deve ser uma beleza, pq a vista do campo é ótima.
* Numerada também tem o seguinte: não existe divisão entre as torcidas, então eu e mais meia dúzia de bengalos ficamos no meio da multidão palmeirense. Nada agradável.
* Outra coisa ruim da numerada em dia de estádio cheio é que você não pode levantar e ir sentar em outro lugar. Do meu lado, um mauricinho que pelo papo entrou com trambique no estádio, com uma namorada patricinha a tiracolo. Várias teorias de porque eu sou contra casaizinhos chatinhos que fazem tudo junto. Eu juro que escutei ele dizendo pra ela que o jogo tinha 2 tempos de 45 minutos. Ela passou o tempo inteiro tirando fotos, inclusive puxando a cara dele no meio de um lance, provavelmente pra colocar no orcú. Já ele era do tipo fanático, que passou o tempo inteiro gritando como se fosse técnico e batendo palma. Fiquei com dor de ouvido, assim, dor física mesmo.
* E eu passei a tirar fotos péssimas quando comecei a ficar irritada de verdade com o casalzinho nhé do meu lado.
* Ou a gente tira foto, ou a gente twitta, ou a gente vê o jogo. Não dá pra fazer tudo, especialmente se acotovelando com as pessoas do lado.
* A torcida do Palmeiras considera o Marcos um semi-deus. E tipos, ele pra mim é como o goleiro do São Paulo: se acha muito, mas só tá fazendo o que é pago pra fazer, fechar o gol. Torci muito pra ele tomar uns frangos, mas nem rolou.
* Por que não se pode ficar com a bola que cai na torcida? Vi um moleque que trabalha no estádio xingar tanto que acabaram devolvendo a bola pra ele, provavelmente pra ele calar a boca. Eu não devolveria, benhê.
* Não tem graça sair de casa e pagar 20 pilas (na promoção) pra ver seu time perder e jogar mal pra caramba (especialmente se vc tá na torcida adversária).
* Fez uma lua linda no intervalo, mas… é claro que, como eu deixei a capa de chuva em casa, choveu no final. Ótimo pra coroar uma noite bem meia-boca. Ano que vem, se o Paulista não cair pra série A-2 do campeonato paulista, vou tentar de novo… dessa vez no meu elemento: a arquibancada da torcida do meu time, com bastante espaço…
O andamento da minha lista de 101 coisas pra fazer em 1001 dias não anda tão bom quanto eu gostaria (ou poderia). Eu ia esperar até ela completar um ano pra fazer um comentário geral, mas tanta coisa pode acontecer até junho…
Uma mania que eu tenho, e que foi questionada na lista de discussão dos participantes, é de mudar os itens. Já tirei algumas coisas - é uma pena que eu não tenha o registro de quando-eu-tirei-o-que - não pela dificuldade pura e simples, mas porque perderam o sentido mesmo. Por exemplo, hoje eu tirei da lista o item “fazer algum projeto com a liga“. Te dou um realismo? Não vai rolar.
Também tirei o item “fazer o site do meu pai”, porque nenhum dos dois está interessado.
Não vejo nada demais em tirar itens que deixam de ser algo que você queira cumprir. 1001 dias é tempo demais, se as coisas mudam de uma hora pra outra não iriam mudar em quase três anos?
Algumas metas eu dei uma melhorada: “assistir 100 filmes” é covardia de fácil. Só faltam 27 e certeza que eu completo isso ainda no primeiro ano, então eu acrescentei uma dificuldade: assistir pelo menos 20 filmes da lista de top 250 do IMDb neste período. Eu já vi alguma coisa de lá, pelo menos outros 20 filmes, mas só vou contar a partir da criação da lista. E originalmente eram 10, mas quando eu dei uma segunda olhada na lista e contei 4 filmes já vistos ao invés de um, resolvi subir o número pra 20. Não vai doer assistir os clássicos.
Outra coisa que eu vejo em pouquíssimas listas é ter mais de 101 coisas. A lista é minha, se eu acho que eu tenho mais de 101 coisas essenciais pra cumprir neste prazo o problema também é meu. Não vejo necessidade na rigidez numérica da coisa, porque a coisa toda é pra fazer a gente se realizar, não entrar numa nóia de regras a serem cumpridas.
Se eu criar vergonha na cara, consigo cumprir mais algumas coisinhas antes da lista completar um ano. Claro, algumas coisinhas além do óbvio que eu sei que vou cumprir nos próximos dias…
Eu tava dando uma olhada em outras listas de 101 coisas, pra ver como andam alguns projetos que eu acompanho, e encontrei alguns comentários curiosos.
Tem gente que acha a coisa da lista fútil, porque a maioria das coisas que a gente quer cumprir envolve dinheiro pra comprar coisas ou conhecer lugares.
Bom, primeiro que eu não vejo absolutamente nada de errado em consumir o dinheiro que você ganhou trabalhando.
Segundo que a lista é uma coisa pública. Por mais diarinho que seja um blog, a gente precisa tomar cuidado pra não se expor demais, por isso é absolutamente natural que a gente prefira listar uma coisa do tipo “comprar um jogo de maquiagem” do que publicar um “sentar com meu irmão mais novo pra gente resolver nossas diferenças e nunca mais soltarmos comentários sarcásticos na mesa de jantar” (exemplos absolutamente aleatórios vindos de uma pessoa que não usa maquiagem nem tem irmãos).
Fora que eu encaro a lista como uma maneira de aprender a terminar tudo o que começa e completar metas. Deixando isso público na medida do possível é mais fácil de atingir os objetivos, especialmente se você visita listas alheias e vê como outras pessoas estão avançando.
E terceiro que, tudo bem, a partir do momento em que você abre os comentários do seu blog os jilós vão aparecer, e vão fazer comentários imbecis. Neste blog mesmo, o número de comentários irritantes de gente que ganharia mais ficando de boca fechada porque não tem nada de útil a dizer só perde pro número de spams (nota mental: instalar um bom filtro de spam aqui). Eu geralmente apago os comentários de jilós, se alguém disser que a minha lista é fútil vai ser tratado exatamente como alguém que promete aumentar meu pênis.
Só que, pra mim, uma pessoa que não te conhece e deixa um comentário no teu blog te criticando é mais fútil do que alguém que estabelece 101 metas consumistas na vida. Não canso de dizer que se você não gosta do que lê num blog, é bem melhor pra você fechá-lo do que deixar um comentário. Não é uma questão de não poder expressar o que você acha, ou de só deixar comentários do tipo “muito bom, concordo totalmente” (que também são ridículos e dispensáveis). É mais uma questão poupar o blogueiro da sua opinião estúpida, e de se poupar da frustração de ver seu comentário sendo completamente ignorado - ou pior ainda, o risco de topar com um blogueiro sarcástico que vai acabar com você em praça pública e ainda te mandar beijosmeliga no final.
Então sei lá, antes de criticar a lista de 101 coisas completamente pessoais de uma pessoa, defina futilidade. Cuidar da vida alheia não é a coisa mais digna do mundo.
O site da Pizza Hut, que é uma bosta em termos de conteúdo, atualização *e* usabilidade, não traz essa informação, mas lançaram uma pizza em que a borda é toda de pequenos pãezinhos de alho com recheio de catupiry. Como ninguém se dignou a publicar isso de uma forma indexável em lugar nenhum, uma foto de uma Pizza Hut americana vai ilustrar o post:

Parece bom? Velho, é *ótimo*! Devoramos duas dessas rapidinho. Claro, com mais classe do que aquela nojeira com o bolo de São Paulo. Aqui no interi-ôr, teve uma época em que o bolo de Santo Antônio era distribuído de graça na cadetral, tudo com muita higiene, noção e classe - cada pessoa pegava seu pedacinho e saía de fininho, sabe como?
Um pouco mais lentamente que a pizza, porque afinal tava todo mundo com o bucho cheio, também sumiram meus cookies de canela *e* de leite condensado com castanhas. Me redimi depois da receita de muffins que deu mega errado. A receita é a mesma que saiu essa semana no no Como faz?, só que a minha leva um Photoshop culinário.
Mas o dia não foi só de comilança desenfreada. Também teve a visita à Medieval Revistaria que só abre de sábado (veja bem, ano passado quando eles vieram pra cá a loja só abria durante a semana), mas oi? A Ciranda tava bem mais interessante (apesar do site vagabundo digno do Pérolas). Lá tem a boneca da Wonder Woman que é wishlist na minha vida. Próximo trabalho que eu fizer e que sobrar um troco eu vou deixar tudo dentro daquele shopping.
Aliás, das nossas conversas sai de tudo, até uniforme novo pra Mulher Maravilha que não pareça que ela saiu com a parte de cima da armadura e esqueceu a parte de baixo em casa, saindo com a calcinha do pijama na rua. Juro que se eu estivesse desenhando legal teria feito um esboço da coisa esperando o ônibus, antes mesmo de chegar em casa…