Sheila Levine Está Morta e Vivendo em Nova York – Gail Parent
Sheila Levine decide se suicidar, e deixa um bilhete para a família e os amigos explicando o que a fez tomar essa decisão. Esse bilhete é o livro, Sheila Levine Está Morta e Vivendo em Nova York, de Gail Parent.
Basicamente ela se suicida porque nunca se casou. Desde pequena esse sempre foi seu sonho, e o sonho da sua mãe. Ela cresceu, foi pra faculdade, se mudou para Nova York, e nada. Mas aí você pensa “credo, que fúnebre, um bilhete suicida”, mas ela tá ok com a morte e encara isso de um jeito bem divertido. Quer dizer, não é uma paranóia muito diferente da Bridget Jones, só que acontece na casa dos 20, e não na casa dos 30.
O detalhe é que o livro foi publicado nos anos 70 – ou seja, de lá pra cá mulherzinhas com paranóia do casamento continuam existindo, só adiaram o começo oficial do desespero em uma década. Eu gosto de chick-lit no geral, mas esse cliché do casamento como final feliz obrigatório às vezes me cansa um pouco. Eu sou a única mulherzinha que entra em desespero por causa do trabalho e coleciona histórias bizarras de clientes ao invés de querer loucamente um marido e ter longas histórias de bolores pra contar?
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