Sheila Levine Está Morta e Vivendo em Nova York – Gail Parent

Sheila Levine Está Morta e Vivendo em Nova York - Gail ParentSheila Levine decide se suicidar, e deixa um bilhete para a família e os amigos explicando o que a fez tomar essa decisão. Esse bilhete é o livro, Sheila Levine Está Morta e Vivendo em Nova York, de Gail Parent.

Basicamente ela se suicida porque nunca se casou. Desde pequena esse sempre foi seu sonho, e o sonho da sua mãe. Ela cresceu, foi pra faculdade, se mudou para Nova York, e nada. Mas aí você pensa “credo, que fúnebre, um bilhete suicida”, mas ela tá ok com a morte e encara isso de um jeito bem divertido. Quer dizer, não é uma paranóia muito diferente da Bridget Jones, só que acontece na casa dos 20, e não na casa dos 30.

O detalhe é que o livro foi publicado nos anos 70 – ou seja, de lá pra cá mulherzinhas com paranóia do casamento continuam existindo, só adiaram o começo oficial do desespero em uma década. Eu gosto de chick-lit no geral, mas esse cliché do casamento como final feliz obrigatório às vezes me cansa um pouco. Eu sou a única mulherzinha que entra em desespero por causa do trabalho e coleciona histórias bizarras de clientes ao invés de querer loucamente um marido e ter longas histórias de bolores pra contar?

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2 comentários em “Sheila Levine Está Morta e Vivendo em Nova York – Gail Parent”

James Figueiredo

Olha, não sou mulherzinha (arguably), mas me incomoda pra caramba essa obrigatoriedade de igualar felicidade a casamento imposta `s mulheres na nossa sociedade.

Tipo, final feliz de mulher em filme ou novela NECESSARIAMENTE passa pelo casamento, como se uma mulher não pudesse se bastar, ela só pode se considerar feliz depois que tiver conseguido agarrar um homem.

Kika

NÉ? Obviamente eu gosto muito de chick-lit e comédias românticas, mas isso me cansa. Especialmente porque parece que, se você gosta do gênero, você É mais uma desesperada pra conseguir um macho na vida.