Italiano

Voltando do limbo das pessoas tão pra baixo que não querem saber de compartilhar porra nenhuma com absolutamente ninguém, nem do blog, muito menos no twitter…

Hoje eu comecei o curso de italiano. Foi meio em cima da hora, me ligaram ontem dizendo que se eu não fosse hoje não precisava aparecer nunca mais [/drama] e por isso eu perdi a primeira e preciosa metade do dia. Depois disso eu fui cumprir minhas obrigações para com a justiça brasileira, mas isso é interno demais pro blog, e lá se foi a outra metade. Porque trabalhar, ganhar dinheiro e pagar as contas é para os fracos.

De qualquer jeito as duas coisas valeram a pena, por motivos diferentes. Ganhar uma piscadinha meiga da Irmã Yoda não tem preço, gente!

Mas não era disso que eu tava falando. O italiano.

A professeur já tinha me dito que a professoressa desse horário era (palavras dela) “extrovertida e uma ótima professora, mas um pouquinho desbocada”. Gente, não é pra isso que estamos nesta vida? Pelo menos *eu* estou nessa vida pra aprender a ofender pessoas em quantos idiomas eu conseguir assimilar. Vamos combinar, amo muito minha professeur, mas o máximo de palavrão que ela ensina pra gente é peido, mesmo nas aulas particulares. E outra: praticamente todo jundiaiense é descendente de italianos, então todo mundo já ouviu a nonna soltando um cazzo de vez em quando. Bom, a minha vó pelo menos faz isso, e diz que a mãe dela era ainda pior, então dá pra ver que a genética explica minha finesse.

Eu só senti todo um preconceito da professoressa em relação ao francês. Ela faz mais ou menos a mesma cara de nojo que eu faço pro espanhol, sabe qual? Pelamor, muito auto-controle pra não soltar um “oui!” na aula dela daqui pra frente, ou ela vai me pegar pra cristo. Mas que minha cabeça vai dar *o* nó, isso eu não tenho dúvidas. Se inglês e francês que são diferentes eu já misturo! Tipo quando eu li “formaggio” na apostila e pensei em “fromage” ao invés de “queijo”. Fora que invariavelmente eu vou errar a posição do R nos dois idiomas daqui pra frente. Mas enquanto essas ligações ficarem só dentro da minha cabeça pra dar sentido numa frase tá ótimo.

Uma hora e meia de aula não é parâmetro, mas eu achei a pronúncia do italiano bem mais fácil do que a do francês. Só que música francesa, pra mim, ainda dá de 10×0 em música italiana. Nem Imbranato do Tiziano Ferro, que é tipo uma música italiana que eu amo, eu não acho tão agradável quanto várias músicas francesas que eu conheço.

Então agora assim, Kika sendo arrogante em quatro idiomas diferentes.

Mas a melhor parte é que, até agora, não tem nenhum conhecido na minha turma. Mas vamos falar baixo, pra não rolar o tradicional chama-que-aparece.

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