Arquivos de 9 de March de 2009

Esmaltes da semana: Marinho da Colorama e Donata da Impala

Este post foi movido para o meu blog de esmaltes! Continue lendo o post sobre o Marinho da Colorama ou o Donata da Impala.

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Cárie, eu?

Então amiguinhos, eu costumava fazer parte daquela parcela bem pequenininha mas muito orgulhosa de brasileiros sem nenhuma cárie nos dentes. Até hoje.

Como é bom viver na ignorância né?

Resolvi fazer uma limpeza nos dentes e o cidadão enfia a cabeça dentro da minha boca e começa a contar. Várias cáries. Meu mundo caiu, meu dia acabou. Parecia que ele tinha me dito que eu tenho uma doença incurável e nojenta. E se você pensar bem, é isso mesmo. Dane-se que cárie é normal e todo mundo tem, pra mim não é normal.

Fiquei tão abalada que nem tô levando em conta que eu também preciso tirar um ciso que nasceu todo torto. Já tirei um quando eu era pirralha e foi horrível (mas pior ainda foi que o dentista nem me deu três meses de atestado pra não fazer educação física no sol, aquele filhodaputa chato), mas certeza que obturação é ainda pior. E tá, eu não recebi a conta ainda, não tenho idéia de quantos rins isso vai me custar, mas considerando que eu paguei R$ 65 (com desconto do plano de saúde) pra fazer uma limpezinha de DEZ MINUTOS com bicarbonato de sódio (que me deixou toda branca, a cara e a roupa que um dia foi preta) eu calculo que, por exemplo, o cliente que tá acabando com o meu saco por esses dias não vai me pagar o suficiente pra eu pagar a conta no dentista.

Quer dizer, pra eu passar no centro da cidade e não comprar nem esmalte e nem comida é porque a coisa foi feia mesmo. Mas agora eu tô com medo de comer e a cárie explodir, sabe como?

Pra variar, só Edith Piaf me entende.

Paulista 0 x 3 Santo André


Nota mental: celular não tira foto boa à noite

Não é frustrante quando uma tradição é quebrada?

Nos últimos dois ou três anos (preguiça de ir pegar os ingressos guardados pra checar desde 2006, olhei os arquivos do blog) o Paulista sempre fazia um dia de damas grátis até a meia-noite mulher não paga pra comemorar o 8 de Março. Era a única face do Dia Internacional da Mulher que eu aceitava (porque mulher não é índio pra ter um dia só pra ela hein). Tudo bem que sábado passado eu iria ao Jayme Cintra de qualquer jeito, e não é por causa de R$ 10 que eu vou ficar mais pobre, mas não entendi pra que acabar com o cavalheirismo. Qual o próximo passo, acabar com a meia-entrada pras damas?

Humpf.

Falando em dama, quando eu vi que o uniforme do Santo André era azul me bateu toda uma culpa por estar com um esmalte da mesma cor. Se eu fosse do tipo que guarda superstição teria tido um ataque.

No intervalo fizeram promoção dos ingressos contra o São Paulo no dia 22 (mesma coisa do ano passando contra o Palmeiras), mas também não estavam vendendo meia-entrada. Muita gente que comprou o kit com os ingressos e aquela camisa horrorosa (pensando bem, nunca vi ninguém usando aquilo) reclamou porque vai pagar mais caro pelo ingresso, mas sei lá, eu até entendo o marketing da coisa (casa cheia contra o Santo André bla bla). Tadinho do Galo, tá falido gente, vamos encarar o preço do ingresso como uma esmolinha de caridade.

* * *

Mas então né, perder de 3×0 foi uma pena porque o jogo começou muito bem e os 2500 presentes estavam numa animação linda. Só que o Santo André não tem o Luis Caldas Zé Carlos, que fica parado esperando a bola cair no pé dele. Próximo jogo alguém leva uma rede e uma água de coco gelada pro moço. O Marcelinho Carioca pode ter a altura da minha perna, mas pelo menos trabalha pra fazer valer o salário que ganha.

* * *

Como a melhor parte de ir ao jogo é conversar com o meu vô sobre isso no dia seguinte, esse foi o assunto da hora do almoço de domingo. Ao que, muito kikamente e totalmente fora do contexto, eu solto um “mas na hora que a gente chegou…”. A gente quem cara-pálida, se eu tava sozinha? Ok que meus pais tiraram um sarro com a minha cara do tipo “a gente você e seu celular”, porque eles sabem que se eu tivesse companhia pro jogo seria obrigatoriamente alguém que me trouxesse de carro pra casa depois da partida, mas foi difícil terminar de comer na mira do olhar acusador da minha tia. Eu hein.