Então 2008 acabou…

Apesar de não ver muito sentido no “ritual de passagem” do ano novo, eu sempre acabo me contagiando. Como se o réveillon fosse uma deadline universal, eu saio tentando eliminar pendências e fazer planos pro ano seguinte.

Aí nessa vibe eu resolvi fazer o mais clichê de todos os posts de dezembro: o balanço de final de ano.

O trabalho foi um pouco melhor em 2008. Teria sido bom se entre agosto e outubro não tivesse rolado um hiato maldito. Tá, alguns clientes me deixaram louca maluca insana a ponto de eu querer largar o design: duas tentativas de calote, e uma furadinha agora no final do ano. Pra 2009 eu preciso de mais clientes fixos. Ou um emprego de verdade (quer dizer, eu mesma fico repetindo que eu não tenho um emprego de verdade, toda uma vibe negativa lançada no universo).

Dei uma caminhada com a colorização. Muita vontade de me bater porque eu não voltei pro curso de desenho e não me dediquei de verdade na hora de estudar por conta própria. Uma besta anta cretina. Mas pelo menos eu fiquei razoavelmente boa no Photoshop e no WordPress.

Continuo estudando francês, o que é maravilhoso porque eu sou apaixonada pelo idioma. Tomei alguns coiós da professeur porque eu ando falando muito pouco na aula.

A lista de 101 coisas caminhou super devagar, shame on me.

A família aumentou tão rápido que eu nem tirei foto de todo mundo – apesar dos meus dois pequeticos terem me dado susto (e desfalque com a conta do veterinário). Depois que a minha branquinha morreu eu jurei que não queria mais pet porque caralho, doeu demais, só que bicho é meu ponto fraco. E Petita Maria, que todo mundo achava que era um menininho fresquinho e era uma menininha, a cópia exata da mãe.

Vida social continua inexistindo. E como o fundo do poço é uma lenda urbana, eu vou lá e arrumo uma pretendência platônica pra deixar a cena ainda mais patética. A graça de ser uma pessoa que enjoa rápido das coisas é que eu enchi tanto o saco alheio que o meu próprio saco não aguenta mais o assunto.

* * *

Pro ano que vem a única promessa que eu faço é diminuir a quantidade de seriados que eu acompanho. Simples assim. Nada de promessas do tipo “abandonar a vida sedentária” ou “voltar a me vestir feito mulherzinha”. Apenas uma promessa absolutamente realizável.

update: Vou seguir a lista de não-promessas pra 2009 da Fal. Exceto pela parte do cigarro, porque eu obviamente odeio cigarro do fundo do meu útero.

 

Este post faz parte da décima tarefa do Desafio 21 Dias, escrever o último post do ano. Contamos com a colaboração de Murphy pra não me desmentir nas próximas semanas mmmk?

Posts relacionados:
Submarino.com.br
Submarino.com.br

2 comentários em “Então 2008 acabou…”

Lívia Duarte Barbosa

Muito bom saber que tem pessoas normais no mundo…

Essa coisa de ser contagiada pelo fim do ano sempre pega todo mundo. Mas esse ano decidi fazer diferente e não fui sair com a Família, nem com meus amigos, tem coisas que não valem a pena repetir..

Achei ótimo seu post sobre Strangers in Paradize, e foi assim que achei seu Blog. Achei bom e original, nada de ser pretencioso, de querer uma menininha super hype da net ou qualquer coisa do tipo.
I like it!

Happy nouvelle année!!

Luiz Fernando

O tempo passa e eu não aprendo a falar francês. Isso é um grande problema, um dos maiores da minha vida. Não porque eu precise falar francês, mas porque eu acho uma das línguas mais bonitas do mundo. Na verdade eu acho o francês uma língua tão bonita que eu acredito que deveria ser falada somente por mulheres. E cantada por mulheres.

Não só pela sonoridade das palavras, pela expressão que elas fazem quando falam francês. Inventei um ideal de mulher, assim como qualquer homem inventa, e botei como característica marcante o fato de falar francês. Além da sonoridade, os olhos e bocas de quem fala francês. É quase um convite para a cama. Para a boca, para os domínios da mulher. Francês é muito feminino.

Não é à toa que todas as mulheres dos meus sonhos falam francês. Bom, não com perfeição, pois elas muitas vezes saem dos meus sonhos e eu as vejo reais e às vezes beijo demais e deixo escapar por trás de uma cortina esculpida em véus negros. E às vezes nem vejo. E algumas nem beijo. E nem vou.

Os olhos de alguém que fala francês. Isso nem eu posso comprar, nem eu posso inventar, é preciso ver pra crer. Ela parece falar direto com a alma, parece fazer alguma diferença, talvez por parecer sempre um sussuro, um gemido.