Arquivos de 6 de Novembro de 2008

“Um Bestseller Pra Chamar de Meu” da Marian Keyes em pré-venda

Mais um livro da Marian Keyes foi publicado no Brasil, Um Bestseller Pra Chamar de Meu, e já tá em pré-venda no Submarino.

A única coisa que eu descobri é que o livro fala de três amigas que trabalham no mercado editorial ou algo do gênero. Isso foi alguém falando no orkut, porque em todos os sites a resenha inexiste, e no site da editora não se dão ao trabalho de falar sobre o lançamento (e eu não vou me dar ao trabalho de linkar o site da Bertrand).

Setecentas e quarenta e duas páginas. Adoro isso minha gente. O negócio é maior que Casório!

Não gostei muito da capa, acho que a ilustração fugiu um pouco do padrão das anteriores, mas a cor é linda, eu imagino como os sete livros dela vão ficar uma graça na minha prateleira. Fora que as capas brasileiras são infinitamente mais bonitas que as originais. Vamos aproveitar enquanto os livros não começam a virar filme e vem um retardado cagar na identidade visual da coisa toda. [designer chata mode off]

Só que olha o preço né? CINQUENTA E CINCO DINHEIROS! Podia ser minha mãe a autora que eu não compro hein? Até hoje não comprei Férias que tá custando trinta e cinco paçocas! Vou esperar alguma boa alma digitalizar, vou ler no meu celular, e quando o livro entrar numa promoção muito boa eu compro. Mas compro mesmo, Marian Keyes é musa.

Aliás, os livros dela têm o poder de me deixar com um baita peso na consciência porque são enormes e com aquele papel branquiiiinho… eu fico imaginando de quantas árvores não precisam derrubar para imprimir um exemplar =|

Por isso eu sou a favor do que a Sextante faz com os livros do Dan Brown e do Douglas Adams: papel amarelinho (que não faz diferença nenhuma pra quem lê) e livros custando menos de 20 reais.

Mas como eu sei que vou ser sumariamente ignorada se eu mandar um e-mail pra Bertrand sugerindo um papel mais barato por um livro mais barato, a chochação fica só no blog mesmo.

O bom de ter um blog-diarinho que quase ninguém lê é que eu não preciso ficar dando explicações sobre posts que são assumidamente pra falar sobre produtos em pré-venda que não, eu não comprei, mas quero muito e por enquanto só tô resenhando pra ter um motivo pra enfiar o link do Submarino no blog e descolar uns trocos com o programa de afiliados. Porque tem meia dúzia de blogs que eu acompanho que precisam avisar quando o post sobre um produto é expontâneo, e praticamente pedem desculpas quando publicam um post pago. Eu que já não tenho saco com uma boa parte dos comentários que eu recebo e apago, imagina se começarem a reclamar dos meus posts assumidamente capitalistas né?

São Paulo

São Paulo é uma biscate feia, gorda, suja e louca.

Mas eu amo essa biscate, demais.

Do mesmo jeito que a gente é fascinada por aquela tia avó meio maluca que a gente só vê de vez em quando, mas se precisasse conviver com ela estaria consultando preços de asilos em menos de uma semana.

Adoro São Paulo, e gosto ainda mais de voltar pra Jundiaí no final do dia.

Mas tá, não é sempre que eu tô no mood pra capital. Hoje por exemplo, eu não tava. O dia já começou cagado, com uma chuva besta e fora de hora. Tentei fazer chapinha no cabelo pra ficar mais apresentável e menos bemloka – porque good hair day acontece *só* quando eu não vou botar a cara na rua – mas chuva e calor não são amigos da minha prancha. Perdi o Cometinha. Me perdi na Barra Funda, porque me preocupei tanto com o mapa do caminho que esqueci que a Barra Funda é uma cidade que precisa de um mapa só pra ela. Conheci um programador com potencial pra ser o clichê da pedra no caminho da designer.

E teve a volta pra casa. Era cedo, por que não dar uma voltinha no shopping né? Idéia de merda dos infernos, se eu tivesse ido direto pra Barra Funda teria dado tempo de chegar sequinha. Porque aquele temporal monstro que caiu hoje me pegou no meio da rua, no ponto certinho em que tanto fazia voltar pra debaixo do viaduto ou continuar pro terminal, sem uma porcaria de um ponto de ônibus ou um toldo pra eu me esconder. Do tipo exato de temporal em que guarda-chuva mais atrapalha do que ajuda. E que te empurra pela rua como se fosse uma pessoa esbarrando em você. E que acaba com o teu all star preferido quando você entocha o pé numa poça de sabe-deus-o-que.

Porque vamos ser justos, em Jundiaí a gente sabe as poças que são sujas porque a chuva lavou a calçada, e as poças que a gente deve desviar. Em São Paulo é melhor nem saber o conteúdo daquela água.

Agora, imagine uma pessoa ensopada. Tão ensopada, mas tão ensopada, que precisa sair da Barra Funda onde pegaria o ônibus de volta pra casa, pegar o metrô até a Tietê e ainda dar um tempinho antes de entrar no Cometa porque não tem condições de entrar no ônibus de tão molhada. Aí você adiciona um Cometa com ar condicionado (Murphy cadelo), uma pessoa morrendo de gripe sentada no banco ao lado, 45 minutos de congestionamento na marginal, e voilà, melhor entornar três tabletes de Cebion de uma só vez pra pelo menos tentar um efeito psicológico contra a gripe né?

E por incrível que pareça, eu passei por um dia de merda desses com um humor impecável. Não matei nenhum programador (ainda*) Dei risada de mim mesma várias vezes e me irritei muito pouco com o moleque maldito que ficou chutando o meu banco não-reclinado no Cometa** e com a cidadã gripada que acordada tossia e dormindo roncava ao meu lado.

Um dia de pouco glamour na vida desta freela que vos bloga.

 

* Programadores do mundo: SEM MIMIMI ok? O que vocês fazem pra ganhar dinheiro é problema de vocês, não meu. Juro que vou limar comentários defendendo a classe. Entendeu, Frank?

** Qualquer dia eu preciso fazer um post sobre o Cometa. O título vai ser “Reclinar poltronas de ônibus – não tem cama em casa não, ô filho de uma puta maldito?” xD