Arquivos de Outubro de 2008

Baranga

O primeiro passo pra consertar uma cagada um erro é admitir o problema. Pelo menos segundo os livros de auto-ajuda.

Então eu estou oficialmente admitindo que eu sou uma baranga. Tô nos quase 30, como a minha mãe começou a jogar na minha cara essa semana (alguém avisa ela que eu ainda tenho 3 anos? brigada), e tô acabada.

E eu culpo a vida de freelancer.

Porque eu sou boa no meu trabalho, mas precisou de convívio social, começa a merda. Eu até consigo forçar uma simpatia, embora de vez em quando eu desafine.

Mas sabe, abrir o armário, escolher uma roupa adequada pra visitar um cliente, se portar adequadamente dentro dessa roupa durante um dia todo. Não sei fazer.

Pra começar, eu não sei comprar roupas adequadas se eu precisar sair do estilo calça jeans e camiseta. E eu nem sei se dá pra classificar isso como adequado, é só o que eu gosto de usar e me sinto bem dentro, acabou.

Eu não sei andar de sapatinho. Só sei andar de all star, então eu vou tentar enfiar um all star colorido em qquer produção.

E eu não tenho a mais remota noção de como me maquiar. Do gênero nem maquiagem eu tenho dentro do armário. Devo ter um gloss que uma parente muito erroneamente me trouxe de presente de viagem. Já deve ter vencido. Me bota pra comprar esmalte (embora minha unha não cresça o suficiente pra eu usar), qualquer produto pra cabelo, desodorante cheirosinho, ou um hidratante foderoso, eu tô lá. Sou capaz de gastar 3 dígidos nessas coisas rapidinho. E adoro. Mas não maquiagem. Maquiagem não é pra mim.

Eu sou ótima pra trabalhar em casa de roupa velha. Camiseta rasgada e calça com as canelas cortadas. Aquela roupa que dá vergonha de atender o telefone de tão cagada. Aquela que se você colocar num saco pra doação os favelados vão usar pra forrar a casinha do cachorro porque não tem condições.

Bom, pelo menos eu tenho umas bolsas ótimas.

E vamos combinar? Mesmo com a total e absoluta falta de convívio social - que é um negocinho patza importante, mesmo que seja almoçar com os colegas de trabalho de vez em quando - eu ainda prefiro a minha vida de freelancer, confinada nessa sauna de 12m², do que trabalhar em São Paulo tá? Deus me livre e guarde de perder várias horas de vida todo dia no trânsito, dentro de um trem, ou pior, dentro de um ônibus em que as pessoas se comportam como se estivessem em casa - inclina o banco porque nunca viu uma cama na vida, abre a janela e começa a falar sozinho. Ou no celular, tanto faz. O mundo é lindo, mas a humanidade é uma merda.

Depois de mais essa seção diarinho pra me certificar de que através do blog eu jamais arrumarei um macho porque eu não tenho freio, vou ali dormir um pouquinho.

Me cago en tus muertos

Eu não gosto de espanhol.

Acho um idioma feio.

Gosto é gosto. Tem gente que odeia francês, e daí?

Mas no quesito ofensas em línguas estrangeiras, tem essa frase do título, que o Frank elegeu como o melhor palavrão em espanhol ever.

Olha, isso é tão apropriado. Mas é tão apropriado. Juro que se fosse o caso alguém já teria ouvido isso de mim.

Mas o merecimento é justamente a parte do não me ouvir at all.

Então eu tô oficialmente abrindo a temporada me cago en tus muertos. Porque mesmo que a professeur me ensinasse alguma coisa do mesmo nível em francês, jamais cairia tão bem.

Em Seu Lugar (o livro)

Meu celular tá cheio de e-books, mas nada me atrai. Então eu resolvi terminar de ler Em Seu Lugar, pra ver o quanto ele era diferente do filme.

Bem diferente.

A essência é a mesma, só mudaram o jeito de chegar no mesmo final. O Simon por exemplo, gostei mais dele no filme. Bem mais.

Vale a pena gastar 40 conto pra ter o livro na prateleira? Não. Primeiro porque 40 conto justifica o meu recém desenvolvido amor pelos e-books no celular. Segundo porque - e eu já disse isso sobre o filme - tô de saco meio cheio da personagem linda-e-descolada que pisa na cabeça da não-tão-linda e não-tão-descolada.

Agora eu comecei a ler Um Amor de Detetive. Se eu gostar e chegar no final eu falo sobre isso, mas eu gostei bastante de uma opinião de cliente no Submarino: “não é uma literatura que vai te acrescentar em nada”. Tô podendo com nada muito profundo não. Mas eu já me matei de rir quando a protagonista vai entrar no carro e dá uma joelhada na testa. Identificação total.

The Rocker


Ou eu acompanho seriados demais, ou… nah, provavelmente eu acompanho seriados demais.

Porque né. The Rocker é com o Dwight. Eu não sei se eu já disse isso, mas assim à paisana o Rainn Wilson poderia muito bem ser um de nós. Mentira, o Dwight em si poderia ser um de nós.

Aí tem o empresário da banda, que eu tenho quase certeza de que é o melhor amigo do Chuck. Tem o indiano da loja onde o Chuck trabalha. Tem a louca do 30 Rock.

E tem o Bradley Cooper *derrete*

Bom, tem esse cara que é baterista de uma banda, mas é expulso pelo empresário e não consegue superar. 20 anos depois, a banda do sobrinho que ele mal conhece vai tocar no baile de formatura e fica sem baterista. Essa turminha da pesada vai aprontar altas confusões em busca da fama.

Um filme bom, apesar da vibe protagonista-eternamente-no-mesmo-papel. Eu só esperei o grande momento da vingancinha pessoal, que não aconteceu. Tá, aconteceu, mais por uma questão de karma’s a bitch.

Provavelmente eu teria aproveitado mais se o tempo não estivesse incrivelmente quente e se o telefone tivesse esquecido de tocar.

#twitter1998

Ou “Queimar o próprio filme citando o passado tosco nunca é demais”

Hoje tá rolando no twitter a tag #twitter1998, com todo mundo falando um pouco do que tava fazendo 10 anos atrás.

Eu comecei a brincar de fazer flashback dos meus 16 anos, mas como eu não tenho freio acabei lembrando de muita coisa. Pra não provocar alguns unfollows por encheção de saco, resolvi juntar tudo num post só…

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