Arquivos de 8 de Julho de 2008

Blackadder e porque eu amo o humor inglês

Pronto, *agora* eu acabei de assistir Blackadder. Todas as temporadas e os especiais.

E eu preciso dizer que a cada coisa do tipo que eu acompanho fico mais fã do humor inglês. Não só pelo Rowan Atkinson, mas também pelo Stephen Fry e pelo Hugh Laurie, sempre. E, óbvio, Douglas Adams e Terry Pratchett que moldaram meu sarcasmo nos últimos anos.

Stephen Fry, que acabou como narrador do filme Guia do Mochileiro (adequado) e que fazia dupla com o Hugh Laurie em A Bit of Fry and Laurie, série que provavelmente nunca vai sair em DVD aqui no Brasil mas que vale um pulinho no YouTube.

Enfim, o mundo do humor britânico é um ovo de cordorna.

Blackadder é de antes de Mr. Bean e isso eu não sabia. Aliás, de tudo o que eu gosto de Mr. Bean (no pun indeed) eu nunca tive coragem de comprar o box da série. Provavelmente vou fazer xixi na cama toda noite se esse DVD entrar no meu quarto. Piada interna mode off.

Voltando a Blackadder, as quatro temporadas foram exibidas nos anos 80, e cada uma se passa em uma época diferente da história britânica, mas sempre com um sarcástico Edmund Blackadder e um Baldrick esfarrapado como protagonistas. Aliás, se em alguma temporada eles explicaram como é que eles são da mesma linhagem sendo que nenhum deles teve filhos (especialmente o Baldrick, que em um dos especiais é definido como “o encontro infeliz de um porco de fazenda com uma mulher barbada”) eu perdi a explicação. Tá, licença poética, eu sei.

Como é um humor baseado na história da Inglaterra, não dá pra entender metade das piadas (as que envolvem personagens e trocadilhos históricos), fica inviável assistir sem legenda por causa do sotaque e o sarro que eles tiram dos franceses é enorme (isso dá pra entender muito bem, e é hilário!). Se bem que as piadas simples, envolvendo o sarcasmo nosso de cada dia, já fazem a coisa toda valer a pena.

Minha temporada preferida foi a quarta, que se passa durante a primeira guerra mundial. As melhores piadas, o trocadilho com o capitão Darling (“hello, Darling!” ou “Shhh, Darling, not now”) e Georgina, musa:

Tem vídeo da Georgina aqui, legendado aliás, mega recomendo.

Os especiais são mais bobinhos. No especial de Natal tem esse membro da família Blackadder que é bonzinho, até demais, e quando recebe a visita do espírito do Natal que está na cidade para assustar as pessoas ruins (espírito de Natal que por acaso é o Hagrid dos filmes de Harry Potter, ou seja, isso é uma panelinha inglesa!) conhece um pouco de como os antepassados dele eram ruins até o osso, e aí claro que dá merda.

Em 1999 resolveram fazer outro especial, em que o Blackadder da virada do século entra numa máquina do tempo fake pra ganhar uma aposta. Só que a máquina do tempo foi construída pelo Baldrick, então como se esperava que ela não funcionasse de repente os dois estão viajando no tempo dentro de uma caixa de madeira e cagando na história. Blackadder encontra até o Shakespeare do Colin Firth (Colin Firth, o Mark Darcy dos filmes de Bridget Jones, panelinha inglesa!). Até a Kate Moss enfiaram no especial. Aliás, o final compensa aquela vibe de “ah tá, dez anos depois resolveram fazer um revival pra ganhar dinheiro, que merda”.

Muito, muito bom. Infelizmente não tem tudo isso em DVD aqui no Brasil, e a essa altura eu já resolvi que vou guardar as mídias em que eu gravei todos os episódios ao invés de botar os DVDs pra rodar como eu quero fazer com outras séries que eu queimei mídia pra desocupar espaço no HD antigo. Se vergonha na cara eu tivesse, sincronizar com as legendas e gravar em formato DVD eu iria. Mas né, não.

365 Perguntas

Tô morrendo de desânimo aqui e daqui a pouco eu tenho que sair, então ao invés de criar vergonha na cara e resolver uma das três grandes pendências que me esperam, vou matar um pouco de tempo até a hora da aula respondento mais umas perguntinhas xD

43. O que você acha do governo do seu país?

Ai ai ai, discutir política, religião e time de futebol é complicado… bom, basicamente eu acho que o pior do governo atual é que ele tá estimulando a pobreza, porque ao invés de castrar pobres que já têm uma penca de filhos eles vão lá e dar um estímulo financeiro pra esses pobres colocarem mais filhos no mundo.

Sério, eu tenho tendências Caco Antibescas. Não posso ver aquele povo pedindo pra voltar pra onde nunca deveria ter saído de domingo na televisão, especialmente qdo tem uma pobre ramelenta reclamando que a vida tá difícil há alguns anos e nesse meio tempo já arrumou uns 3 ou 4 pirralhos igualmente ramelentos.

Então que eu comecei falando de política e acabei falando do meu horror a pobre.

44. Na sua opinião, qual foi (ou ainda é) o pior político de todos os tempos?

Maluf é rei.

Do jeito que eu ando cagada não sei como não apareceu ninguém do naipe dele me pedindo site. Claro, se aparecer eu não vou recusar, só vou enfiar a faca, rodar um pouquinho até sangrar e botar site bastardo no mundo sem a minha assinatura.

45. Você prefere a paixão ou o amor? Por quê?

Eu prefiro dinheiro na conta porque eu sou uma pessoa azeda.

Eu prefiro amor. Amor de pet, amor dos amigos e assim vai.

46. O que você acha que as pessoas têm que fazer pelo menos uma vez na vida?

Pedir demissão de um emprego cagado. É libertador, mesmo que depois disso você passe duas horas sentada no chão no cantinha da sala da sua madrinha.

Oi?

47. Se você pudesse ter um superpoder, qual seria?

Eu queria conseguir fazer uma coisa meio anti-Sylar: abrir a cabeça de alguns dos meus clientes e enfiar um pouco de noção dentro daqueles espaços ocos.

Tá, mentira, toda vez que eu vejo muito Heroes ou The 4400 eu penso sobre o assunto e simplesmente nunca consegui decidir. Às vezes eu queria poder dar choque nas pessoas, às vezes eu queria poder mudar a minha aparência ou ficar invisível, e por aí vai.

48. O que não pode faltar no almoço de domingo?

Almoço de domingo é na casa da minha vó, fato. Lei. Geralmente com lasanha, nhoque, polenta, bolo de carne, arroz de forno… o cardápio não varia muito, mas quem se importa?

update:

49. Como o mundo seria sem o Google?

Na minha opinião, não seria muito diferente não. A gente teria outras ferramentas de busca, outras alternativas pra e-mail, pra calendário, leitor de feed… ou simplesmente não sentiria falta de coisas que só o Google oferece.

Aliás, cada vez que acontece alguma coisa que deixa o povo sem Internet eu reparo como é fácil a gente se acostumar com uma nova realidade. Se a Internet sumisse hoje todo mundo sobreviveria. Algumas relações seriam perdidas, muitos empregos iriam pro saco, os mais viciados iriam se apegar em alguma outra muleta emocional e o mundo iria continuar girando.

A única coisa que alguns amigos dizem e eu concordo totalmente é que a gente deixa tudo nas mãos do Google, então se um dia rolar um problema por lá a gente vai ter sérios problemas pra recuperar contatos, e-mails, agenda e talz.

Mas acho que ninguém morreria por isso.

update 2:

50. Na sua opinião, por que há tanta violência no Brasil?

Eu? Eu não tenho a mínima idéia!

Às vezes eu penso que a gente gosta de uma tragédia e que em outros lugares do mundo a coisa também não é fácil mas a mídia dá uma abafada. Mas pode ser só impressão minha, claro.

Vamos combinar que o ser humano é um bicho violento por natureza. De qualquer maneira tem muita gente em cima do planeta. A violência sempre existiu e sempre vai existir.

Mas como comentaram lá no blog das perguntas, aqui no Brasil rola a certeza da impunidade. Cê acha que se eu sou assaltada e tenho a chance de chutar o bandidinho até sair sangue pela boca com total e absoluta certeza de que não vai dar merda pro meu lado eu vou perder a oportunidade?

Speedy

Agora que passou a palhaçada do apagão do Speedy, liguei lá e pedi pra aumentarem a velocidade da minha conexão.

Eu tava até vendo que alguém ia me dizer que a minha região não tinha disponibilidade pra isso e eu ia dizer “tá, me mandaram a carta pra que, pra eu limpar a bunda? hello, papel muito duro”.

Mas correu bem. Demorou 10 longos minutos (deu tempo de twittar, colocar o almoço no forno e atender a campainha), me ofereceram uns 3 ou 4 serviços completamente dispensáveis (eu não uso telefone, odeio telefone, por mim o telefone seria banido da face da Terra - e pra que tv por assinatura se eu tenho Internet pra ver seriado? oras!) mas fizeram o upgrade na minha conexão.

Em até 72 duas horas eu vou sentir a diferença - palavras da atendente, não de um comercial de absorvente.

Aliás, gostei da atendente. Qdo eu perguntei se não era pegadinha e se era de graça mesmo, certeza, ela me respondeu com um “não” que eu mesma não faria melhor - ou seja, grossa e sem um pingo de paciência. Simpatizei mesmo.

Então aí que se eu de repente sumir pelos próximos dias é porque o upgrade deu merda e ao invés de uma Internet mais rápida eu fiquei sem Internet nenhuma.

Oremos.