Mandei revelar as fotos das orquídeas do meu vô, pra dar de presente pra ele num álbum e talz. Retoquei todas no Photoshop pra tirar pintinhas da parede, estampas berrantes da toalha, deixar a parede numa cor bem diferente da flor e coisas do tipo. Divertidíssimo, adoro fazer essas coisas (sem sarcasmo).
Vontadezinha louca de fazer um curso decente de fotografia e comprar uma máquina profissional. Mas enqto não rola, tô muito feliz com a minha Cyber-shot querida do coração.
Mas né, preguiiiiça de ir até o centro da cidade mandar revelar essas fotos… e gente, fala sério, eu me recuso a contratar um serviço de uma loja que tem um site porco desses, de coração… que nojo!
Aí eu mandei no Submarino mesmo. Demorei mais de uma hora pra mandar todas as fotos (34, em quase 37MB de arquivos), fechei a compra normalmente (R$ 20, mais R$ 5 de frete), paguei o boleto e agora é só esperar chegar na porta da minha casa.
Se vai chegar bem, se vai ser bonitinha, aí é oooutra história. Só qdo chegar vou poder dizer isso. Mas ô comodidade hein? Mandar revelar as fotos sem sair de casa é muito, muito bom. Eu adoro qualquer coisa que poupe a minha bunda de sair da cadeira. Paga-se frete? Sim, mas eu pagaria mais ou menos a mesma coisa pra ir levar o CD e voltar lá na loja pra pegar o trabalho pronto, ou pedir pro motoboy entregar aqui em casa.
Fora que assim eu não tenho contato com nenhuma balconista pastel, que hoje eu já tive a minha cota de gente burra quando tentei levar o meu cartão de visita pra ser impresso e topei com uma atendente que não sabia o que era dpi. Poha, se desse pra mandar imprimir o meu cartão de visitas pela Internet (num lugar limpinho e confiável, que fique bem entendido) eu ficaria tão feliz…
Eu desconfio que seja alguma coisa na água, mas Jundiaí tem essa coisa anti-design que me dá muito medo.
Desenvolvedores podre de ruins, e clientes que aceitam isso numa boa.
Muita, muita micreiragem.
A diagramação dos jornais locais então é algo que faz meu bairrismo gritar – quase tenho vergonha de morar na mesma cidade que publica duas atrocidades (pra não falar de conteúdo hein?). Pelo menos tem o Bom Dia – site tão ruim quanto os concorrentes, mas com a diagramação higiênica no papel.
Será que uma cidade tão grande e tão bonitinha não merecia coisa melhor não? Nem tô falando do meu próprio umbigo, repare bem.
Deus abençoe a Internet que faz a gente arrumar trabalho sem sair de casa e sem precisar se submeter a isso.
E que fique bem claro que eu só tomo água mineral xD
Casas Bahia abertas nesse domingo, aproveite!
E lá vai a família pras Casas Bahia. Minha mãe gosta de olhar, de planejar comprar uma geladeira e uma máquina de lavar roupas a longo prazo, pra pagar a vista e pegar desconto. Minha tia vai pra comprar, porque ô casa pros móveis durarem pouco, mesmo com todo o cuidado que todo mundo toma. E eu fui dar uma olhadinha numa batedeira, porque o cartão do Submarino tá demorando demais pra chegar.
Enqto minha tia comprava, eu fui pra prateleira de batedeiras e me encantei com duas: uma da Arno, e outra da Walita. As duas pretas (a da Walita é o modelo dessa da foto), as duas com batedor de massas.
Nota mental: putaquepariucaralho, a mesma batedeira que eu comprei tá TRINTA REAIS mais barata no Submarino! Morram, Casas Bahia!
Como a minha última batedeira quebrou enquanto eu batia manteiga, eu tava afim de saber qual das duas era mais potente, qual aguentava mais tempo ligada, esse tipo de coisa. A vendedora veio me atender e eu perguntei qual a diferença entre as duas.
- Ah, uma tem uma tigela, e a outra tem duas.
- Tá, isso eu vi, mas você não tem mais detalhes sobre o funcionamento delas?
- Olha… uma é Arno, a outra é Walita.
- Ah tá, brigadão hein?
Ahtomanocu né? Será que eu tenho cara de ser tão panaca que não consigo *enxergar* isso? Aqui foi uma questão do jeito como se diz as coisas. Ela tava me tratando como se eu fosse extremamente burra. Ou como se *ela* fosse tão burra que achasse aquela resposta idiota completamente normal. Ou, no mínimo, como se eu fosse uma pessoa que não vai comprar uma batedeira de 170 reais num domingo a tarde. Se ela tivesse me dito a mesma coisa, num outro tom, eu entenderia que não tem diferença nenhuma entre as duas e que a escolha seria baseada no design (a da Arno era mais bonita) ou na marca (eu queria uma batedeira da Walita mesmo).
Juro que se eu não tivesse comprando por impulso e soubesse que no Submarino a batedeira ainda tava mais barata, eu nem teria saido de casa. Eu não tenho culpa se a vida dela se resume a passar paninho na prateleira de liquidificadores num domingo a tarde! Meu trabalho também tem várias coisas chatas, mas eu montei um blog só pra reclamar dele, não fico descontando nos outros!
Mas foda-se a vendedora infeliz das Casas Bahia. Pagando trinta conto a mais desnecessariamente ou não, agora eu tenho uma batedeira preta da Walita. Se ela durar um nada do jeito que durou a anterior, eu enfio ela no cu do primeiro vendedor que eu encontrar na frente xD
* * *
Por mais que eu adore um consumismo e essa vibe de trabalhar-e-comprar-uma-coisa-legalzinha-pra-mim-mesma, eu sempre me sinto culpada qdo olho as tralhas que se acumulam aqui em casa. A batedeira velha, que é tão porcaria e custou tão barato que provavelmente não vale a pena consertar e continuar usando. O celular anterior, que tá com a bateria dando problema e ninguém quer comprar porque já caiu da moda. O computador antigo, que tá razoavelmente bom mas o HD dá uns paus de vez em qdo, e eu até instalaria Linux nele se eu tivesse espaço pra um terceiro computador na minha mesa, o 4º PC numa casa com três pessoas (vou começar a distribuir computador pros meus pets, inclusão digital total) e não rola vender porque se pifar de vez na mão de outra pessoa eu não quero aguentar mimimi.
O que fazer com toda essa tralha que custou dinheiro? Ontem eu fiquei sem coragem de jogar a batedeira no lixo, mesmo sabendo que se alguém comprá-la por causa das peças eu vou gastar o dinheiro que me for pago com o ônibus, pra levar e voltar pra casa. O monitor antigo (um IBM 14″, quase entrando na linha da raridade) e a impressora antiga (uma HP Deskjet que ainda funciona muito bem, só que foi substituída por uma que funciona melhor quando começou a dar pau) eu poderia até doar pra algum lugar que sei lá, desse cursos gratuitos de conserto de computadores ou coisa do tipo. Mas o computador é sacanagem, pq ele ainda tá ótimo. Se bem que doar é uma coisa complicada, qdo eu doei a minha escrivaninha de 10 anos pra uma casa de caridade, ela chegou até o portão em perfeito estado, mas qdo foram colocar no caminhão já fizeram um risco de fora a fora na lateral, e aí eu fiquei pensando em qto tempo a madeira dela viraria parede de barraco enqto aqui em casa poderia estar fazendo qualquer coisa mais digna.
Desculpa, mas eu não confio no poder de conservar um móvel de uma pessoa pobre. Aqui em casa a televisão durou mais de 20 anos e a gente só trocou porque minha mãe não sabia o que dar de presente no aniversário do meu pai. A geladeira que tem a minha idade ainda tá sendo usada pra gelar verdura e ovo. Eu não vou sair por aí distribuindo uma coisa que custou pra ser comprada, não mesmo. Prefiro fazer uma birdhouse com as minhas tralhas.