Arquivos de 14 de Junho de 2008

A Cor da Magia

Eu simplesmente *amo* a Sky One!

Depois da adaptação de Hogfather em 2006, agora foi a vez de A Cor da Magia virar filme. Na verdade, esse filme também engloba o segundo volume do Discworld, A Luz Fantástica.

Além de muito bem filmado, o bagulhinho ainda é em HD, e o arquivo que eu peguei pra download é em alta resolução. E só assim mesmo pra reparar em cada detalhezinho da tela. Eu tô pensando seriamente em enfiar isso numa mídia (são mais de 4GB em 3h de filme, a qualidade é boa mesmo), mas se Hogfather foi lançado em DVD, eu posso esperar mais um pouco pra guardar isso original na prateleira, como deve ser. Quem sabe até lá o blu-ray já é viável pra nós meros mortais da classe média, né?

Eu fiquei apaixonada pela octarina, era exatamente da cor que eu imaginava - especialmente porque a octarina é exatamente isso, uma cor imaginária. Eu só achei que demorou demais pro bibliotecário virar orangotango (e isso meio que não é spoiler). E também achei fantástico o próprio Terry aparecer no filme (só é meio creepy pra mim o fato dele ser a cara do meu antigo chefe). Claro, por mais corretinho que sejam as adaptações pra tevê, nada nesse mundo vai substituir os livros da série. Eu sou completamente fã de sarcasmo sutil!

Só tô perdendo um pouco a paciência aqui com o site oficial, que é bonitinho e coisa e tal, mas é moito pesado. Mas é bem feitinho. O tipo de coisa que faz sentido ser uma carroça em Flash porque se você tá nele é porque tá interessado no conteúdo, não importa quando tempo leve pra carregar.

Ah claro, o mais importante: este é o link de onde eu tirei o torrent e as legendas.

* * *

PS: É isso mesmo, Quando As Bruxas Viajam por 20 reais no Submarino? Ou é um erro de sistema ou uma daquelas promoções que duram meia hora. Eu tô esperando pra comprar os livros que me faltam da série na Bienal (imaginando que novamente tenha um stand da Conrad lá), mas se o meu cartão do Submarino chegar e o livro ainda estiver esse preço eu me jogo loucamente nele.

PPS: Olhem bem pra imagem que abre o post. Agora visualizem a capa brasileira do DVD: um subtítulo idiota, o nome do filme escrito em Comic Sans vermelho com algum efeitinho tosco e a roupa do Rincewind fotoxopada pra ficar vermelha também. Aposto.

Bom Esponja

Há muito tempo, numa galáxia muito distante, eu comecei a vetorizar esse desenho do Bob Esponja:

Acho que foi em 2004, na mesma época em que eu vetorizei o outro Bob Esponja. Enfim, ele tava aqui largado pela metade, faltando terminar o secador. E também faltava as pernas. Resolvi terminar:

Não ficou ó-a-coisa-mais-linda-do-mundo, mas depois que eu comecei a mexer resolvi deixar o que já tava pronto do jeito que estava, porque se eu recomeçasse iria largar ele sem teminar de novo. Gostei bastante da cor de fundo.

Agora, uma bosta essa coisa de cada programa ter uma interface hein? De repente eu me vi procurando a janelinha pra dar o zoom, achando que eu tava no Photoshop (mas na verdade eu tava no Corel Draw, porque se foi nele que eu comecei não tem sentido usar outro programa pra terminar a ilustração). Eu acho sinceramente que agora que eu acostumei com a interface do Photoshop, a hora que eu aprender Illustrator eu vou abandonar toda a suite da Corel de vez.

We Love WP

Mas como nem tudo nessa vida é micreiragem e design ruim, meu blog acabou de sair no We Love WP, uma galeria de sites feitos em WordPress. Tirei até um screenshot desse momento mágico:

Tô me sentindo meio miss. Muita emoção, minha gente. Eu que há um ano atrás queria queimar o WordPress na fogueira da santa inquisição, vejam vocês.

Pelo menos pegaram a capa do Stacy Temple no screenshot, e não a porcaria da capa do Hogfather né? xD

Missão Impossível de Natal mon cou

O post anterior ficou meio contraditório.

Eu *realmente* acho que as capas de chick-lit são mais bem feitas aqui no Brasil, e já falei isso antes.

Mas eu também acho que as pessoas que fazem resenhas de livros e filmes, e algumas pessoas que fazem capas disso tudo, deveriam dar uma olhadinha na história antes de fazer merda.

Isso também vale pros tradutores de títulos.

Foi o que aconteceu com Hogfather, a adaptação pra tv da Sky One do livro do Terry Pratchett. Quem diria que isso sairia em DVD no Brasil né? Ah que alegria. Aí você olha a capa, e é essa merda aí do lado, feita por algum micreiro imbecil.

Se você é o designer responsável por essa atrocidade, por favor, entre em contato comigo pra eu te dar uma surra de gato morto pessoalmente.

Que porra de letra vermelha é essa? Aliás, que porra de tipografia feliz é essa? Isso tá digno de ir parar no Pérolas do Dizáine, eu só não faço isso porque acho que o público de lá não tem a mínima idéia do que é um Hogfather - assim como o cidadão que cometeu essa capa. O espírito da história não tem nada de vermelhinho-com-fontes-gordinhas-com-efeito-vagabundo-de-neve-em-cima.

Nem precisaria assistir o filme nem ler o livro pra sacar isso, bastava prestar atenção na imagem de divulgação que foi usada na capa. Eu concordo que o Morte vestido de Papai Noel seria um pouco forçado demais pra colocar numa prateleira e ser consumido pela classe média, mas oi? Efeito de neve é pra fuder demais nessa vida.

Eu só queria saber pra quem eu preciso dar pra conseguir um emprego desses. Porque só na base do teste do sofá mesmo, porque talento pelo jeito é completamente opcional.

Stacy Temple: Virgem Por Acaso

A *melhor* aquisição de 2008 (embora tenha sido feita no Natal de 2007) foi um celular que abre arquivos de texto. Desde que eu aprendi a instalar e-books no meu Nokia 5200 tenho lido muito mais (e dormido muito menos, e acordado feito uma zumbi de mau humor quase todo dia, mas isso é irrelevante).

Só que, na mesma proporção que eu vou ler mais, o ritmo crescimento da minha prateleira de livros coloridos vai diminuir. Porque antes de gastar 40 pilas com uma ficção, eu vou baixá-lo, ler, e se for um livro que eu pense “nossa, adoraria ler isso de novo daqui dois ou três anos”, eu compro.

Caso contrário, o livro vai cair no limbo eterno do esquecimento, que é mais ou menos o que acontece com Stacy Temple: Virgem Por Acaso de Valerie Frankel.

Primeiro que todo mundo que resenhou o livro não sabe do que tá falando. A Stacy não é webdesigner nem aqui nem em Piraporinha do Perpétuo Socorro, então metade da graça do livro foi pro saco quando eu descobri que na verdade ela é responsável pela criação de produtos de uma loja virtual, apenas. A outra metade da graça foi embora quando eu percebi que a história era muito ruim.

Mas até dá pra entender a confusão, pq a resenha original define a Stacy como designer, coisa que ela realmente é, só que ela é designer de calcinhas, e não do site onde ela trabalha. Sei lá, às vezes eu acho que é pedir demais querer que essa gente que escreve resenhas e desenha capas de livros e DVDs pra dar uma olhadinha rápida na história.

Tipos que eu não sou escritora nem nada, mas eu acho que uma chick-lit não deveria se prender no tempo. Claro que daqui 50 anos vai ser estranho ler um livro que fale de celulares e palms e notebooks e essas tralhas tecnológicas da nossa época, mas no caso desse livro a história se passa em 1999, no estouro da bolha da Internet, e só faz sentido pra quem sabe o que é isso. Me perdoem as leitoras de chick-lit medianas que por acaso estejam lendo isso, mas precisa ser muito geek pra entender o que significou o estouro da bolha, e eu não acho que o público desse tipo de livro seja composto de uma maioria geek (especialmente se você informa a profissão errada da personagem principal numa resenha).

E o final da história é bobinho de tudo, muito bobo mesmo. Não vou fazer spoiler e dizer como o último capítulo é simplesmente impossível, mas não dá, até pra uma ficção é forçar demais a amizade. O único mérito da versão brasileira é ter uma capa bonitinha. Porque nossos designers de capas de livros são melhores que os designers de capas de livros deles - exceto quando são obrigados a entochar um cartaz de filme, mas não vou falar disso de novo, não neste post.

Deus abençoe os engenheiros da Nokia, pra eles continuarem colaborando com a tecnologia nossa de cada dia, e nos poupar de gastar dinheiro com esse tipo de roubada.

* * *

Eu não achei que um dia eu chegaria ao ponto de consumir livros que não fossem originais e em papel, porque sempre detestei ler PDF na tela do computador, mas vamos combinar: se não colocassem tanto livro ruim - e caro - no mercado isso não aconteceria. Eu não entendo a necessidade de um papel branquinho, quando se pode usar um reciclado amarelinho e ser politicamente correto por exemplo. Mas eu não sou nenhuma especialista em livros, e não tenho saco pra aguentar o papo de quem é, então quem sou eu pra falar disso né? Só uma pessoa que consome livros, só isso.