Strangers in Paradise
Como uma sereia nas rochas, a mulher dentro de Francine clamava por Freddie e sua mensagem era clara: “Você jamais teve alguém como eu”.
Strangers in Paradise, “Sonho com Você”.
Como uma sereia nas rochas, a mulher dentro de Francine clamava por Freddie e sua mensagem era clara: “Você jamais teve alguém como eu”.
Strangers in Paradise, “Sonho com Você”.
Não é porque eu sou freelancer que eu preciso me agarrar a qualquer job que passe na minha frente.
Às vezes, só pelo primeiro contato, você já percebe que não quer fazer aquilo. Ou porque o cliente é do tipo que inventa demais, e nunca que vai querer pagar o que aquelas firulas todas custam, ou porque o seu radar pra trambiqueiros começa a apitar, ou porque você não quer chamar outra pessoa pra dividir o trampo e nem admitir que não sabe fazer aquilo que está sendo pedido (oi, trabalhando nesse problema específico hein?). Ou porque o trabalho em si não tem graça nenhuma e pronto.
Comigo também acontece o contrário: o trabalho ser tão legal que eu quero pegar aquele job loucamente - claro que isso acontece com muito menos frequência, porque sempre rola um impecílio do tipo eu precisaria morar em Piraporinha do Perpétuo Socorro ou ter duas cabeças ou coisas tão surreais quanto.
Eu tinha uma tática ótima: jogava o preço lá em cima. Geralmente essas pessoas com imaginação e tempo livre pra ficar pensando num site diferenciado não têm parâmetros, e acha que o serviço de um aluno da Microcamp é igual ao trabalho de um designer formado, então vai pagar 50 pilas e um pirulito pra qualquer micreiro que passar na rua e me deixa quieta né?
Só que ultimamante o povo tá aceitando! E eu tô perdendo o sono, ocasionalmente. Pelo menos da última vez cancelaram tudo (e sabe quantas vezes eu abri o Joomla depois disso? sabe? então).
Tô precisando urgentemente de uma nova tática pra dispensar trabalho sem graça. Urgentemente. Aceito idéias. Contanto que sejam idéias vindas de pessoas que saibam o que é isso, óbvio. Senão né, boca fechada.
Tecnicamente, eu não tô desocupada hoje, mas só tô bundando porque a porcaria da inspiração pra fazer o meu trabalho resolveu sair pra trepar num motel barato e não sabe quando volta.
Enfim. Hoje eu tô num mau humor extremo porque já aguentei gente burra logo cedo me enchendo o saco (nota mental: perguntar pro povo do De(ath)sign se eles só lidam com clientes ou são sortudos por não terem que aguentar programadores também), então as respostas podem sair meio atravessadas.
21. Quem é a pessoa mais importante da sua vida e por quê?
Minha mãe, que me aguenta com um saco maternal. Porque às vezes eu sou meio parecida com o meu pai, e haja saco pra aguentar duas versões da mesma merda numa só encarnação.
Eu adoraria dizer “eu mesma” nessa pergunta, mas desculpa, não tô com essa bola toda não.
22. O que você espera em sua velhice?
Eu espero ser uma velhinha que assa biscoitos, faz tricô e ensina francês pros netos. Veja bem, só me falta a questão dos netos mesmo. Só que pra ter netos eu preciso ter filhos, e eu não quero ter filhos, então esse sonho de uma senilidade cor-de-rosa não vai rolar.
23. Qual é a música que você escuta e te faz relembrar uma época boa?
Como eu acompanho o feed do meme, eu tô pensando nas perguntas 23 e 24 desde quando eu abri o Google Reader de manhã. Porque eu não consigo pensar numa música. Não é que eu não consiga escolher uma, porque se fosse isso eu não teria problema nenhum em listar umas trocentas com link e vídeo no YouTube, mas eu simplesmente não tenho uma música marcante etc etc.
Mas tá, pra brincar direito, tem uma música das Spice Girls - Take Me Home - que sempre que eu ouço me dá uma sensação boa. Não é muito conhecida porque é um B-Side.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=CDoZILWRIjg&hl=en]
O clipe, evidentemente, não é essa merda que jogaram no YouTube pra fazer volume, mas eu gosto pra caramba da música. Botei pra download aqui tbem, porque eu sou um doce de pessoa. NOT.
24. Qual foi sua melhor declaração de amor?
Como assim melhor, carapálida? Acho que a coisa mais parecida com uma declaração de amor que eu fiz na vida foi *não* ter ateado fogo nas tralhas que o meu ex deixou aqui em casa antes dele vir buscar. Porque veja bem, o relacionamento tinha terminado mas não rolava mágoas, e preservar a integridade física das porcarias dele foi uma maneira de sinalizar isso. Se bem que isso teria sido tão divertido que eu não sei se valeu a pena ser uma pessoa boazinha.
Sim, eu sou uma pessoa distorcida. Mas eu já assei cookies pros meus amigos, e tenho uma puta dificuldade em fazer isso pra quem eu não gosto (às vezes é necessário fingir, tá?), então acho que isso é tipo uma declaração de que eu tenho alguma simpatia por eles xD
* * *
Posso perguntar? Algum dia vai rolar alguma pergunta que não queime meu filme?