Eu não sei vocês, mas eu tenho algumas das melhores idéias dentro do banheiro. Sério. Principalmente de trabalho (idéias de trabalho, não no banheiro do trabalho, porque pra mim não existe o conceito de banheiro do trabalho). Provavelmente porque é o momento em que eu saio do computador mas continuo pensando no problema, e só no problema, sem a limitação da ferramenta.
Quando eu morar sozinha vou manter um bloquinho e uma caneta no banheiro pra essas horas.
Porque veja bem, eu não sou como certos leitores deste blog que levam o notebook pro banheiro. Né? Primeiro que eu sou higiênica. E rola um apego. Segundo que meu notebook é grande demais. E esquenta. Não dá mesmo.
Meio patético isso né? Sei lá, eu acho.
update: sabe o que é ficar mais de meia hora pra conseguir subir uma imagem no photobucket? Esse script de upload novo deles ficou uma merda e o velho simplesmente parou de funcionar. Alguém avisa pra esse povo que excesso de web 2.0 é ridículo?
Quando eu crescer, quero ser designer. Sim, porque quanto mais eu estudo, mais eu me sinto uma micreira. Eu ainda tenho tanta coisa pra aprender, tanta referência pra acumular, que quando alguém me pergunta “que livros eu preciso ler pra ser um web designer” eu meio que me vingo falando difícil, só de raiva desse mundo cruel.
Por isso esses dias até os filmes que eu vejo são pra estudar (ok, não todos), mas não é nada sobre Photoshop ou CSS. É teoria pura do design. Uma coisa linda. Uma coisa poética. Uma coisa que faz a gente pensar, que deixa o cérebro trabalhando, que faz a gente criar paralelos com coisas nada a ver mas que são exatamente a mesma coisa.
Tipo música. A letra da música é o conteúdo. A forma como ela é tocada, é o design.
A não ser que você tenha vivido em retiro espiritual desde que nasceu e só tá voltando hoje, você já ouviu Como é grande o meu amor por você, do Roberto Carlos. Não interessa se você gosta dele ou não, você vai concordar comigo que é uma letra intensa. Pode ser cafona pra você? Ok, mas não é uma letra mediana.
Aí tem o tema de abertura de Amor e Intrigas, a novela da Record. Aliás, a abertura da novela daria um TCC sobre design, já que não combina absolutamente em nada com a história (eu meio que moro numa casa onde pessoas assistem novelas da Record), que é exatamente a mesma música do Roberto Carlos, mas cantada por um tal de Davi Moraes. Davi who? você me pergunta. Tbem não sabia, joguei no Google, e ele é ex da Ivete Sangalo, filho do Moraes Moreira, e aparentemente a coisa mais importante que ele já fez na vida foi dar uma entrevista pro Pânico.
A versão que o cidadão fez pra música do Roberto é mais ou menos como aquele site de empresa que fica na mão do sobrinho do dono. Uma merda. Não importa se a letra da música é fantástica, a forma como ela foi executada na versão do periguete é medíocre, a experiência de ouvir a música se tornou incômoda. Isso, crianças, é exatamente como o design ruim.
Você pode também fazer uma comparação com a letra de Mutantes, da Rita Lee. Não, essa música não é da Daniela Mercury. Certeza. Absoluta. A música cantada pela Rita no álbum Bossa’n Roll é linda, a versão cantada pela Daniela serviu pra tocar no rádio pro povão. O mesmo conteúdo, com design diferente pra públicos diferentes. E pra colocar uma pá de cal na dignidade, veio a Preta Gil regravar a música e fazer uma completa bosta. Neste caso, Preta Gil é o moleque que fez um cursinho na Microcamp e acha que é designer, mas não é nada na vida.
E da mesma maneira, existem letras da Rita Lee que funcionaram muito bem nos anos 80, mas que quando foram regravadas nos álbums mais recentes ficaram simplesmente lindas, como Saúde, Coisas da Vida (que no Acústico MTV é simplesmente *divina*) e algumas outras.
E, assim como gosto para o design, gosto musical não se discute. Assim como tem gente que prefere a Preta Gil à Rita Lee, tem gente que acha que usar Comics Sans (até o nome é babaca) é uma coisa absolutamente normal. Mas eu duvido que, se a Preta Gil enfiar na cabeça que do jeito que ela está hoje está bom demais, um dia ela vá virar uma cantora de verdade.
Eu tenho a consciência de que eu posso não ter aprendido ainda tudo o que eu preciso ou deveria saber, mas mesmo me sentindo uma micreira às vezes eu sei que eu tô bem acima da média. Tirando o shape, eu não sou uma Preta Gil da vida.
Existe uma boa razão pra eu preferir os livros de papel: na hora da leitura é só sair da frente do computador pra se focar. Ler na tela nem é tão ruim num monitor LCD, mas e a distração? Abre o Twitter, checa e-mail, coloca um episódio de seriado pra baixar, troca a música que essa não tá boa, lembra que precisa levar um CD pra aula…
É assim que em dois dias eu avancei só 6 páginas. E olha que o livro é ótimo. Daqueles livros técnicos que falam tudo o que a gente pensa (ou de vez em quando bloga).
Pena que ele só vem em PDF.
Aí você pensa que, como Scrubs agora é só uma vez por semana e tem pouquíssimos legenders cuidando da tradução, a Kika vai dar uma maneirada na dose diária de Zach Braff né?
*errado*
Tirando Chicken Little, que é muita piada interna acidental até mesmo pra mim (mas na verdade eu já assisti no cinema, antes de começar a ver Scrubs, e foi uma animação, então poupou mais uns meses de sanidade pro meu lado, bla bla – e sério que ele *é* o Chicken Little? alguém me interna que isso é muita pi mesmo), eu tô tentando ver todos os filmes dele.
Aí eu baixei um tal de Clube dos Corações Partidos, que é uma comédia romântica gay.
Até aqui estamos bem.
O problema começa com o único arquivo disponível no mundo: dublado em espanhol. Vou repetir: dublado. Em espanhol.
Ver um filme dublado em espanhol é o tipo de coisa que eu só faço pelo meu marido mesmo. Aí eu dei uma espiadinha pra ver como ele tava no filme e vamos colocar a questão da seguinte maneira: se um dia, qualquer dia da minha vida antes de começar a acompanhar Scrubs, eu tivesse tido a visão do inferno que é Zach Braff de cabelo oxigenado e vibe de rato de academia eu ja-a-mais pensaria em casar com ele.

“Como queríamos demonstrar”
PS: Alguém avisa pro meu marido que um hiatus de sete meses no blog não é legal? Beijosmeliga.
update: Ah sério né? Dublado em espanhol, com cabelo oxigenado e de regata é pra fuder. Lixeira agoura.
Perdeu o Miss Brasil ontem? Shame on you, tava fazendo o que domingo a noite que não viu o concurso? Se joga na cobertura ao vivo do Te Dou Um Dado? porque né, você não quer ficar deslocado nas rodinhas de conversa mais descolés da semana.
Eu só peguei o finalzinho, mas tava adorando a cara da Miss São Paulo… a menina era linda, mas era arrogante de uma maneira fora do comum. É incrível como aquele milésimo de segundo entre o resultado e o desfilezinho na passarela entrega a pessoa. Achei que ela tinha uma doze presa na coxa e ia matar alguém, roubar a coroa e sair correndo.
Mas foi meio injustiça porque a gaúcha nem era assim tão bonita. Na verdade, eu achei ela com tendências travecas. A sobrinha da Roberta Close. Não gostei.

Se chamar de Marcão apanha.
Bonita mesmo era a mudinha, mas oi né? Com o povo revoltado porque a Miss Brasil 2007 não pegou o Miss Universo, tá que eles iam mandar uma mudinha pro Vietnã, pra promover a diversidade. Tá.
Mas eu me acabei mesmo com a trilha sonora. Um concurso de beleza e alguém com um senso de oportunidade (ou de humor, sei lá) muito cagado toca Beautiful Lie da Shakira. Muito, muito bom.
Por que não colocaram o Paulo Ricardo pra cantar aquela musiquinha dos anos 50 no final da apresentação? Ia ser fino demais…