E falando em American Idol, se por lá os finalistas fazem sucesso no mundo inteiro, a coitada da vencedora do Ídolos já caiu no esquecimento assim que o programa acabou.
Eu sei que já tem semanas que isso aconteceu, mas no primeiro domingo depois da final eu cheguei em casa bem na hora em que o Gugu anunciou a menina na televisão ligada pros mosquitos da sala. Ela foi recebida por uma platéia desinteressada, cantou uma música do Kid Abelha - nem a própria música de trabalho a menina cantou! - e foi embora.
Sumiu. Desapareceu.
Depois que o Ídolos acabou eu não assisti praticamente mais nada no SBT, mas sei lá, na capa de algum portal, em algum blog sobre o mundo pop essa menina podia ter sido notícia, não?
Não que ela seja uma cantora excepcional, mas sei lá, passou todo aquele tempo no programa, merecia um pouquinho mais, nem que fosse pelo saco que precisa ter pra estar do lado de lá.
Fiquei com dó da Sandy loira…
Outro dia na Cultura eu precisei perguntar pros meninos o que raios era “easy listening”.
Música de elevador, resumiu o Frank.
Apesar de entender o conceito, ainda acho um nome bobo. Não existe música mais fácil ou difícil de se ouvir - existe música difícil de se aguentar. Digerir mesmo.
Enfim, pra quem gosta de pop-bem-pop, eu achei um torrent de todas as músicas das semi-finais da sexta temporada do American Idol. Tudo em estúdio, nenhuma voz irritante, nenhum aplauso chato.
Duvido muito que depois de escutar tudo eu vá guardar mais de 600MB de aspirantes a pop-stars, mas a seleção é extremamente easy listening. Daquelas que você coloca no Winamp e só lembra da existência quando chega no final.
Recomendo.
Meu vizinho da frente tem sérios problemas.
Ele é daqueles que lavam o carro todo dia, não importa o clima, e fazem isso com o som no último. Ele é bem eclético: de trilha sonora de rodeio ao desencavado melô da pamonha, toca de tudo.
Uma pessoa normal não faz isso. Claro que não existe essa coisa de pessoa normal, todo mundo tem as suas esquisitices, mas enquanto mantemos nossa bizarrice num nível saudável, só pra gente, tudo bem.
Essa coisa de ficar exibindo o carro deve ter alguma explicação. Ele pode ter pau pequeno e usar o carro como extensão do corpo pra se sentir superior. Ele pode ser homo e não ter coragem de sair do armário, então usa o comportamento extremo pra disfarçar a macheza.
Claro, pode só ser genético. Considerando que o pai dele usa mullets, não podemos esperar muito desse pobre diabo.
Como eu sou o tipo de pessoa que acha que o dinheiro resolve tudo, continuo jogando na Mega Sena. Se eu ganhar, compro a casa deles só pra eles terem que sair daqui, mesmo sabendo que *eu* vou mudar pra bem longe rapidinho.
Super poderes é a moda do século. É só olhar os seriados que fazem sucesso, como The 4400 e obviamente Heroes.
Aí a Record vai, compra os direitos de passara Heroes na tv aberta, algumas pessoas acham bom porque vai divulgar a série, outros acham uma merda porque vão pipocar milhares de posers, mas de qualquer jeito não importa. O foco aqui é que antes de colocar a série no ar a Record preferiu fazer uma novela sobre pessoas comuns com super poderes.
Sei lá, criatividade não é o forte da tv brasileira de qualquer maneira.
E nem dos caras que fazem o site da novela, mas eu tenho uma opinião tão pessoal e tão extensa sobre o site da Record que qualquer dia eu faço uma série de uma semana de posts sobre isso no Pérolas.
Mas ok, a novela não é ruim. Os efeitos especiais são bem inferiores ao que a Record andou espalhando nas últimas semanas, e novela sempre tem o inconveniente de chegar na metade e enrolar até dizer chega.
A idéia é que uma clínica colocou genes de animais em crianças, e isso as deixou com os poderes. Até agora apareceu um moleque que tem super velocidade *e* regeneração. A irmã dele enxerga longe pra caramba. Tem uma menina com asas e outra que ficou nervosa e quebrou todos os vidros do lugar onde estava. Só não entendi de que animal tiraram o gene do moleque que lê pensamentos.
Eu vou assistir. Vou ver no que dá. Meus critérios pra tv são meio baixos mesmo, e de qualquer maneira eu adoro histórias de pessoas com super poderes. Se bem que isso é meio que um adubo pra minha imaginação fértil…