O Estadão e os blogueiros
Eu ainda não vi nenhuma propaganda do Estadão na mídia, porque há um certo tempo parei de ler revista e tenho visto cada vez menos tv.
Como eu fiquei sabendo de tudo isso? Pelos blogs, óbvio.
Mas até dá pra entender o desespero dos caras, sabe? Na quarta-feira passada eu comprei o jornal local e várias das notícias sobre o mundo pop que estavam lá eu já tinha lido dias antes. De graça e sem sujar a mão. O jornal é uma coisa que tá indo pro saco. Você compra o Estadão aos domingos, paga, sei lá qto custa um jornal de domingo, uns 6 reais? Lê um ou dois cadernos que te interessam e o resto vira banheiro de cachorro durante a semana.
Hoje em dia os blogueiros deixaram de escrever seus diarinhos (bom, eu não, pelo menos aqui) pra criar blogs cada vez mais especializados. Você escolhe os que você mais gosta, assina o feed, e fica informado sobre os assuntos que você quer - e só os que você quer. De graça. E a maioria dos blogueiros ainda leva um troco do Google.
Só que eu vou confessar que, quando eu vi o anúncio de tevê, achei super adequado:
Repare que o que o macaquinho está fazendo é copiar textos alheios pra colocar no blog.
Cara, o que tem de gente que mantém blog com artigos alheios não tá no mapa!
Eu acho coisa de macaquinho ensinado mesmo esse copy-paste. Já falei isso aqui antes: se o cara não têm capacidade de escrever seus próprios artigos, é um oportunista, que gera receita de AdSense com o conteúdo alheio. Essas pessoas merecem a ofensa, mas o macaquinho não.
E quando às uma duas três campanhas impressas, eu acho que ninguém tem moral pra falar de ninguém. Como é que a gente vai conhecer os jornalistas por trás das matérias do Estadão ou de qualquer outro jornal/revista impresso? Pela foteenha do lado do artigo? Os blogueiros com um mínimo de personalidade deixam sua marca em tudo o que escrevem, mas isso não acontece com profissionais com o rabo preso ao editor chefe.
Eu sei que, aqui em Jundiaí, tem muita gente incapacitada escrevendo pros jornais locais. E aí? Por que no Estadão seria diferente? Um veículo que apela desse jeito é capaz de fazer qualquer coisa pra vender papel, inclusive contratando nerds americanos e batmans cover pra escrever suas matérias. Vai ver que os personagens foram inspirados em casos reais - deles, não dos blogs.
Vamos combinar também que o forte da equipe que criou essa campanha não é o cérebro né? É a tal história, hoje em dia qualquer idiota faz uma faculdade de Publicidade. Se tem um pouco de QI, consegue um estágio, e daí pra essas merdas é um pulinho.
Então que terça feira eu fui à biblioteca municipal, pra doar uns livros repetidos, e vi um exemplar de 
