Sempre ela
Quer saber pq eu sou contra a inclusão digital?
Então, o cara me manda uma mensagem pelo form de contato querendo saber quanto ele vai ganhar no seu primeiro emprego. Como se eu fosse contratá-lo. Como se o mercado fosse homogêneo, em todas as cidades, em todas as empresas. E acima de tudo, como se eu me importasse.
O mais bonito é o processo do preenchimento. Eu nem pergunto nada, só o nome e o email. Preciso do email pra responder. E preciso do nome porque, poha, se quiser eu posso começar a chamar de “cretino fedorento” com amor no coração, mas não posso.
O cara vira e responde “Anônimo” no nome.
Assim mesmo, digitando “A-n-o-n-i-m-o”.
Aí vai no email e digita “fulano24@qquermerda.com”.
Por “fulano” entenda-se o nome do cidadão. Quer dizer, isso deveria ser meio óbvio a nível de ilustração, mas as vítimas da inclusão digital estão em todo lugar, e eu posso estar sendo lida por alguma delas agora. E ser lida não significa necessariamente ser entendida.
Enfim.
Qual o sentido do anônimo? A bee acha que tá no orcute?
Quanto uma pessoa dessas merece ganhar? Uma paçoquinha amor, um tapinha nas costas e um pé na bunda pra mim tá de bom tamanho. O mundo sabe que eu sou uma pessoa generosa.
