Moniquismos
O lado com da vida real é que a gente não tem cores tão fortes quanto nossos personagens preferidos.
Por exemplo meu lado Monica Geller. Eu sou só metade compulsiva por higiene.
Porque pra mim a sujeira interna está ok. Uma poeirinha que acumula em cima das coisas ou no cantinho do quarto. Beleza. Mas não entre com o sapato da rua no meu quarto! Aliás, nem na casa eu entro de sapato, largo tudo na varanda.
Morro de nojo de sapato da rua.
Tbém morro de nojo da roupa que vem da rua. Se eu só andei de carro e fui pra um lugar limpinho tá valendo. Mas se eu andei de ônibus, a roupa nem entra no quarto, quanto mais sentar com ela na cadeira ou na cama! Sacrilégio, heresia!
Já as roupas que enfrentaram a Lilly numa tarde de domingo passam imunes ao controle de bactérias.
Porque vamos combinar, a Lilly é muito mais limpa do que qualquer ônibus no mundo. Nem na rua ela anda.
Fiquei bem feliz lendo essa matéria na VIP falando sobre como o dinheiro de papel vai sumir. Porque eu tenho nojo de dinheiro. Por mais que eu o ame.
Só consigo guardar nota com cara de novinha. Se a nota for feia, passo pra frente. Pode ser de 100, não ligo. Adoro pagar coisas sem botar a mão no dinheiro em que todo mundo colocou a mão.
Amo São Paulo, mas também amo quando eu chego em casa e tem sabonete bactericida no banheiro.
E me acho completamente normal.
